Ibovespa sobe 0,61% aos 101.749 pontos

MERCADO


Bolsa
O mercado permaneceu em cautela na primeira metade do dia, aguardando a definição pela Câmara, a respeito do veto do presidente a aumentos a algumas categorias de servidores públicos até o final de 2021, derrubado pelo Senado no dia anterior. No final, o veto foi mantido pela Câmara, um ponto positivo para o governo e mercados. No exterior, as bolsas de NY não param, e o Nasdaq marcou mais um pico. O Ibovespa encerrou o dia com alta de 0,61% aos 101.749 pontos, com giro financeiro de R$ 28,7 bilhões (R$ 25,7 bilhões no à vista). A agenda econômica de hoje traz índices de preços na indústria na zona do euro em dos Estados Unidos. As bolsas internacionais operam do lado positivo na Europa, positivas também no fechamento da Ásia. O petróleo mostrava queda no começo da manhã, nos tipos WTI e Brent.

Câmbio
A moeda americana passou de R$ 5,5566 para R$ 5,5591 (+0.04%). O BC fez dois leilões no montante total de US$ 1,140 bilhão à vista em duas etapas. Pela manhã, vendeu US$ 590 milhões com taxa de corte de R$ 5,6401 e à tarde, foram US$ 550 milhões a uma taxa de R$ 5,5720.

Juros
O mercado de juros passou parte do dia atento ao andamento da votação do veto ao reajuste de servidores. No final do dia a taxa do contrato de DI para jan/22 passou de 2,783% para 2,79%, no fechamento e para jan/27 a taxa caiu de 6,853% para 6,82% (mínima).


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Randon (RAPT4)
Receita líquida em julho sobe 12,6% em relação ao mês anterior

A receita líquida da empresa em julho, informada ao mercado ontem minutos antes do início do pregão, atingiu R$ 464,3 milhões. Este valor foi 3,0% menor que em julho/2019, mas 12,6% acima daquele verificado em junho/20.

· No acumulado dos primeiros sete meses do ano, a receita líquida da Randon somou R$ 2,6 bilhões, 12,0% abaixo de igual período de 2019;

· Os números de receita da Randon continuam mostrando uma recuperação, em relação ao início da pandemia, mas ainda abaixo do ano passado, o que é normal. Vale destacar que em relação ao pior mês da crise (abril), a receita em julho foi 128,9% maior.


Cogna (COGN3)
No 2T20, prejuízo líquido de R$ 140 milhões

O prejuízo líquido ajustado somou R$ 140 milhões antes do impacto da venda da escrow, em função da queda no EBITDA e dos eventos acima mencionados. No acumulado, a Cogna passou de um lucro de R$ 585,4 milhões no 1S19 para um prejuízo líquido de R$ 93,2 milhões neste ano.

Principais destaques:

·         Redução de 21,3% na receita do 2T20 somando R$ 1,37 bilhão e 16,2% no 1S20 totalizando R$ 2,99 bilhões.

·         EBITDA negativo em R$ 139 milhões no 2T20. O EBITDA recorrente foi de R$ 121 milhões, queda de 81% na comparação anual, devido à redução de receitas e ao maior nível de PCLD.  No 1S20, o EBITDA foi positivo em R$ 365,3 milhões, (-73,4%).

  • Do lado positivo, geração de caixa positiva em R$ 145 milhões, em função da estabilização do prazo médio de recebimento, da redução do capex e do recebimento da última parcela do PNLD 2020.

·         A dívida liquida somou R$ 4,81 bilhões contra R$ 7,41 bilhões em jun/19, com a dívida bruta de R$ 8,54 bilhões, concentrada no longo prazo (R$ 7,21 bilhões). O disponível somou R$ 3,73 bilhões.

Ontem a ação COGN3 encerrou cotada a R$ 6,57 com queda de 45,2% no ano.


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