Bolsa sobe 2,17% na expectativa do final da quarentena

MERCADO


Bolsa
A B3 não se ressentiu das quedas no exterior na terça-feira (feriado local) e teve um dia de ganhos expressivos em muitos papéis. A expectativa de reabertura da economia, ainda que de forma gradual, deu ânimo ao mercado sobretudo as empresas de varejo. O Ibovespa encerrou o dia com alta de 2,17% aos 80.687 pontos e giro financeiro de R$ 24,4 bilhões. Em NY as bolsas também subiram forte. Hoje as bolsas internacionais fecharam em alta na Ásia e sobem também na zona do euro. O mercado de petróleo tenta uma recuperação, mas os elevados volumes ainda levarão tempo para serem absorvidos. A agenda econômica traz um maior número de dados dos EUA, com destaque para vendas de casas e mercado de trabalho em março, que deverão já mostrar o peso do Covid-19 sobre a economia americana. No Brasil o IPC-S veio com alta de 0,07% ante a expectativa de 0,20%. A B3 pode ter mais um dia positivo.

Câmbio
Em meio ao tumulto no mercado de petróleo e volatilidade nas bolsas mundiais, o dólar segue pressionando o real com mais um alta forte ontem (2,65%) de R$ 5,3162 para R$ 5,4573.

Juros
Os juros voltaram a ceder ontem diante da percepção de que o Banco Central determine mais uma baixa na taxa Selic. No fechamento, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21 estava em 2,650%, de 2,830% no ajuste de segunda-feira e para jan/27 foi passou de 6,830% para 6,800%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

GPA (Pão de Açúcar) (PCAR3)
Receita bruta no Brasil soma R$ 15,9 bilhões no 1T20 (+15,0% s/ o 1T19)

O GPA registrou forte desempenho nas vendas consolidadas do 1T120, favorecido pelo movimento causado pela pandemia do coronavírus. O faturamento bruto total consolidado do GPA somou R$ 21,6 bilhões no trimestre, incluindo as operações do GPA no Brasil, Colômbia, Uruguai e Argentina. No Brasil, receita bruta alcançou R$ 15,9 bilhões, importante avanço de 15,0% e de 6,9% nas ‘mesmas lojas.

Em 2019, o faturamento bruto consolidado foi R$ 61,5 bilhões no ano, crescimento de 14,8% sobre 20198.

Ontem a ação PCAR3 fechou cotada a R$ 70,72 com alta de 8,8% no dia e 6,6% no ano.


IRB-Brasil Resseguros S.A. (IRBR3)
Retiradas as projeções (guidance) para o ano de 2020

A nova Diretoria Executiva da companhia decidiu retirar suas projeções (guidance) para o ano de 2020, divulgadas em 18 de fevereiro de 2020, em função das condições atuais de mercado e das incertezas da magnitude dos impactos decorrentes dos efeitos do coronavírus no Brasil e no mundo.

De acordo com o comunicado, “tão logo a nova Diretoria Executiva tenha conforto sobre as premissas que norteiam a definição das projeções a serem apresentadas, ficará com a atribuição de avaliar a conveniência e a oportunidade de voltar a divulgar as projeções financeiras revisadas”.

Uma decisão que demonstra prudência por parte da companhia mas revela impactos ainda não quantificados nas linhas: (i) de crescimento de prêmios, no Brasil e notadamente no exterior (cuja expectativa média era de incremento de dois dígitos); (ii) nos de retrocessão, que até então se mostrava decrescente; no (iii) índice combinado ampliado (com expectativa de leve crescimento); e (iv) no índice de despesas administrativas, com tendência de estabilidade e/ou leve redução.

Ontem repercutiu negativamente no mercado as renúncias dos cargos do Conselho de Administração do IRB Brasil-RE, de Vinicius Albernaz (CEO da Bradesco Seguros) e Alexsandro Broedel (Diretor Financeiro/RI do Itaú Unibanco). Como resultado, o Bradesco com 15,23% do capital e o Itaú Unibanco com 11,14% de participação, não têm mais representantes diretos no Conselho.


Totvs (TOTS3)
Aprovação da 2ª emissão de debêntures simples (R$ 200 milhões)

O conselho de administração da Totvs aprovou 2ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em série única, com esforços restritos de distribuição, no valor de R$ 200 milhões.

Mesmo com uma posição de caixa ao final do mês de março de 2020 de aproximadamente R$ 1,4 bilhão, a companhia pretende manter sua posição de solidez e liquidez, com o objetivo de avaliar a magnitude dos potenciais impactos decorrentes da evolução do covid-19 nos seus negócios. Ontem a ação TOTS3 encerrou cotada a R$ 60,30 com queda de 6,3% no ano.


Eternit (ETER3)
Paralisação da controlada Sulamericana de Cerâmica

A Eternit, em recuperação judicial, informou ao mercado a decisão de paralisação das operações industriais da sua controlada, a Companhia Sulamericana de Cerâmica, também em Recuperação Judicial, com consequente desligamento da totalidade de seus colaboradores.

A ação ETER3 encerrou ontem contada a R$ 2,98 com queda de 30,0% no ano. O Valor de mercado da empresa é de R$ 94,7 milhões.


Equatorial Energia S.A. (QTL3)
A energia total distribuída no 1T20 cresceu 6,2% ante o 1T19

A companhia divulgou ontem (22/abril) excepcionalmente, algumas informações operacionais do 1T20, em virtude da prorrogação dos prazos regulatórios para entrega das demonstrações financeiras trimestrais do 1º trimestre de 2020,

A energia total distribuída no 1T20 cresceu 6,2% em relação ao 1T19 somando 5.581 mil MWh refletindo o crescimento em todas as distribuidoras do Grupo, sendo de +5,0% no Maranhão, +6,9% no Pará, +5,3% no Piauí e +7,3% em Alagoas.

Por cliente, destaque para o mercado cativo, representando 87% do total e com crescimento de 4,6% em base de 12 meses. Os consumidores livres (13% do total) registrou maior crescimento (+18,2%).

O número de consumidores cresceu 0,7% entre os trimestres comparáveis, em base consolidada, com destaque para a queda de 6,6% na Equatorial Alagoas, compensado pelas outras três distribuidoras.

Vemos como positivo, lembrando que um maior impacto e redução do volume distribuído de energia, é esperado para o 2T20.


Ferbasa (FESA4)
Alta no preço do Ferro Cromo para o 2T20

Após o pregão de ontem, a empresa comunicou que o preço de fornecimento regular na Europa do Ferro Cromo Alto Carbono (produto mais significativo para suas vendas), foi definido para o 2T20 em US$ 1,14 por libra. Este valor representa um aumento de 12,9% em relação ao preço do trimestre anterior, mas é 5,0% menor que no 2T19.

Esta é uma boa notícia para a Ferbasa, com impacto direto no resultado do 2T20, mesmo que a empresa tenha de fazer alguns descontos. Neste momento de crise, um aumento de preços é inimaginável para qualquer segmento;
Vale lembrar que no 1T20 estes preços caíram 1,0% para US$ 1,01 por libra.


Siderurgia
Alteração das notas de crédito da Usiminas, Gerdau e CSN

Na noite de ontem, a agência de avaliação de riscos S&P Global Ratings alterou a nota de credito das três maiores siderúrgicas brasileiras, tendo em vista a redução na atividade industrial e de construção após as medidas de combate à pandemia de Covid-19.

No caso da Usiminas, a S&P reafirmou o rating em escala global (‘B +’) e nacional (‘brAA’), mas reduziu a as perspectivas de classificação para negativa;
Para a Gerdau S.A. e da Gerdau Ameristeel Corp, houve uma revisão da perspectiva de estável para negativa e foi reafirmado o rating ‘BBB-‘ na escala global para as duas empresas;
Finalmente, para a CSN a S&P reduziu o rating em escala global de ‘B’ para ‘B-‘ e o nacional para ‘brBBB-‘ vindo de ‘brA’. Além disso, a S&P colocou o CreditWatch com implicações negativas para a empresa;
Esta é uma notícia negativa, mas esperada dentro da situação de crise que vivemos. Estas mudanças estreitam o crédito e aumentam as taxas de captação para estas empresas. Porém, no caso da Usiminas e da Gerdau, as duas tem uma situação financeira boa. O problema maior fica com a CSN, que tem um endividamento


Setor de Aviação
ANAC divulgada dados de março com queda de 32,9% na demanda por voos domesticos

Segundo os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a demanda por voos no mercado doméstico, medida em passageiros quilômetros pagos (RPK), apresentou queda de 32,9% em março na comparação com o mesmo mês de 2019.

No mês, foram transportados no mês passado 4,9 milhões de passageiros pagos ante 7,7 milhões de embarques registrados em igual período do ano anterior.

A oferta de voos no mercado doméstico (calculada em assentos quilômetros ofertados – ASK) também caiu no período comparado, com redução de 24,6%.

A taxa de ocupação (aproveitamento) dos assentos oferecidos nas aeronaves das principais empresas brasileiras ficou em 72,1% em março deste ano, contra 80,9% verificados no mesmo mês de 2019.
A retração da demanda foi ainda maior em relação aos voos internacionais. Neste mercado, a demanda caiu 42,4% em março, na comparação com mesmo período do ano passado, e a oferta registrou retração de 30,1%, na mesma base de comparação. Foram transportados 44% menos passageiros pagos em março de 2020, com taxa de ocupação das aeronaves de 66,7%.


 

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