CSN – Relatório de Análise

Reversão do Imposto de Renda impediu queda maior do lucro

A CSN teve no 4T19 um resultado sustentado pelos ganhos na mineração, dado que o segmento de siderurgia ainda sofreu com os impactos negativos da reforma do Alto-Forno 3, os elevados custos e a baixa demanda no Brasil. Com isso, o resultado consolidado mostrou elevação da receita, mas com pequenas quedas nas margens operacionais. Além disso, o maior custo financeiro também impactou negativamente os números. A elevada reversão do Imposto de Renda contabilizada no 4T19, foi fundamental para que o lucro líquido não fosse pior. Para 2020, a empresa vê um cenário melhor na siderurgia, com redução de custos e ganhos de produtividade após a reforma do forno. Na mineração, as vendas no ano devem ficar próximas das verificas em 2019. Assim, a CSN espera obter em 2020 um EBITDA acima do atingido no ano passado (R$ 7,2 bilhões). Nossa recomendação para CSNA3 é de Compra com Preço Justo de R$ 18,00/ação (potencial de alta em 46%).
• Preços de aço: A empresa realizou aumentos de 10% em janeiro para as distribuidoras, mais 7,5% nos produtos revestidos em fevereiro e outros 10% em março. Segundo a diretoria da CSN, a situação das cotações internacionais do aço (em recuperação na China) e a forte desvalorização recente do real, abriram espaço para uma nova alta dos preços em abril ou maio no mercado interno;
• Custos: Após a conclusão da reforma no Alto-Forno 3, quando a empresa teve que comprar um elevado volume de placas de terceiros entre outros dispêndios, o custo deve cair na siderurgia;
• Mineração: A expectativa de vendas em 40 milhões de toneladas para 2019 não foi atingida (as vendas foram de 38,5 milhões de t.). Este número se mantém como alvo para 2020. As fortes chuvas na região Sudeste prejudicaram as exportações no 4T19 e continuam assim no 1T20;
• Endividamento: A empresa não reduziu, como esperado, a dívida em 2019 de forma mais expressiva. A meta estabelecida agora é de diminuir no médio prazo o endividamento líquido para R$ 20 bilhões (foi R$ 26,6 bilhões em dez/2019). A CSN deve continuar a realizar operações de alongamento da dívida, como a que foi realizada em janeiro/2020, quando foram emitidos títulos no mercado internacional no valor de US$ 1 bilhão com vencimento em 2028 e juros de 6,75%. Novas captações devem ser realizadas ainda este ano no Brasil com debêntures.

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