O Ibovespa marcou queda de 4,03% na semana fechando aos 99.806 pontos

MERCADO


Bolsa

O Ibovespa encerrou a sexta-feira com alta de 0,76% em giro financeiro de R$ 16,3 bilhões, em uma semana de volatilidade e desvalorização nos principais mercados acionários. O Ibovespa marcou queda de 4,03% na semana fechando aos 99.806 pontos. A semana abre com as bolsas internacionais em alta no fechamento da Ásia e no andamento na zona do euro, nesta manhã, com alta nos preços do petróleo, queda nos treasuries. Ainda nesta semana (21), será divulgada a ata do Fomc e na sexta-feira, Jerome Powell fala no simpósio de BCs mundiais em Jackson Hole. Estes eventos trazem uma expectativa sobre o futuro dos juros americanos. A agenda econômica de hoje traz a inflação medida pelo IPC-Fipe semanal com alta de 0,27% e na zona do euro, o IPC (M/M) mostra queda de 0,5%. Para esta semana, atenção para o início dos leilões de dólar anunciados pelo Banco Central a partir da quarta-feira (21). Após uma semana ruim para os mercados e com o encerramento da safra de resultados semestrais, os investidores devem ficar atentos a todos estes movimentos do lado externo e ao avanço da reforma da Previdência na CCJ do Senado.

Câmbio

A moeda americana fechou cotada a R$ 4,0059 na sexta-feira, influenciada pelos problemas na economia da Argentina e noticiário negativo vindo dos EUA e Europa. Na quinta-feira o dólar marcou R$ 3,9925 no fechamento. Na semana, a alta foi de 1,61%. Com a decisão do BC de retornar com leilões ao mercado de câmbio, a expectativa é de uma acomodação da moeda nesta semana.

Juros

Os juros futuros voltaram a recuar, mesmo com as notícias ainda pendendo para o lado negativo. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 caiu de 5,469% para 5,40% e para jan/25 a taxa fechou em 6,88%, de 6,941% no dia anterior. Para esta semana, atenção aos indicadores de inflação intermediária.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Cemig (CMIG4)
Reiterada meta de Programa de Desinvestimentos

A atual administração da Cemig reiterou a meta de seguir o seu programa de desinvestimentos, iniciado na gestão anterior, porém, à luz do melhor desempenho operacional e financeiro, a pressão de venda é menor. O foco agora passa pela desoneração do balanço e pela antecipação da desalavancagem.

Suas ações (CMIG4) apresentam alta de 8,3% este ano para uma cotação de R$ 14,54/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 21,2 bilhões. O preço justo de R$ 16,00/ação traz um potencial de alta de 10,0%.

No curto prazo a prioridade é sua investida Renova, em meio à conclusão da venda de Alto Sertão III para a AES Tietê. A operação ainda depende de uma decisão da Aneel, que avalia em especial contratos que lastreiam a operação. De acordo com a administração da Cemig, essa venda também é condição precedente para outras frentes de reestruturação da companhia, incluindo arranjo societário.

Além de Renova, a Cemig segue buscando avançar (i) na venda de fatia da Gasmig, o que ainda depende da renovação da concessão junto ao governo do estado por mais 30 anos; (ii) na venda da fatia detida pela Cemig na hidrelétrica de Santo Antônio e em Belo Monte; e (iii) no desinvestimento na Light, após a conclusão do follow on, onde parte das ações da Cemig da empresa foram alienadas, ainda restando uma participação de 22,6% na companhia.


Sabesp (SBSP3)
Acordo com o município de Mauá

Na sexta-feira, dia 16 de agosto, após o fechamento do mercado, a Sabesp informou a celebração de um Protocolo de Intenções com o município de Mauá para elaborar estudos e avaliações visando o equacionamento das relações comerciais e da dívida do município com a companhia.

Vemos como positivo. Imaginamos um acordo semelhante aos realizados com Guarulhos e mais recentemente com Santo André. Na medida em que as tratativas avancem a companhia deve então, informar ao mercado.

Seguimos com recomendação de compra para SBSP3. Cotadas a R$ 52,50/ação (valor de mercado de R$ 35,9 bilhões) suas ações registram alta de 70,8% este ano. Nesse preço os múltiplos para 2019 são: P/L de 12,8x e VE/EBITDA de 7,5x.


Cielo S.A. (CIEL3)
Aquisição de Participação Acionária Relevante

A companhia recebeu na sexta-feira (16/agosto) correspondência eletrônica da sua acionista First Eagle Investment Management, LLC informando que, em nome dos seus clientes, aumentou a participação do capital social da Cielo, passando a administrar o total de 145.961.326 ações ordinárias, correspondente a 5,37% dessa espécie de ação.

A First Eagle declara que “não pretende participar do bloco de controle e que o investimento não busca alterar a atual estrutura da administração da Cielo”.

Cotadas a R$ 7,33/ação (valor de mercado de R$ 19,9 bilhões) suas ações registram queda de 13,5% este ano. Temos recomendação de compra para CIEL3 com preço justo de R$ 10,00/ação, que sinaliza um potencial de alta de 36,4%.


Boletim Focus  
Mercado corrige marginalmente a maioria das projeções de seus agregados

Destaques do Boletim Focus publicado na segunda-feira, para 2019:

  • IPCA: 3,71%;
  • IPCA (atualização dos últimos 5 dias): 3,70%;
  • PIB: 0,83%
  • Taxa de Câmbio: R$/US$ 3,78;
  • Meta Taxa Selic: 5,00% a.a.

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