Sinalização de piora no desempenho das grandes economias

MERCADO


Bolsa

O Ibovespa teve mais um pregão altamente influenciado pela tensão existente no mercado internacional, que ontem ganhou mais um componente, a sinalização de piora no desempenho das grandes economias. Além disso, a mensagem passada pela China aos EUA pode desencadear uma disputa comercial ainda mais difícil em relação ao que vem acontecendo há quase dois anos. Neste ambiente de insegurança os investidores botaram pressão de vendas, levando o Ibovespa a uma queda de 1,20% aos 99.057 pontos, com giro financeiro de R$ 21,1 bilhões, dentro da média do mês de agosto e superior a R$ 16,7 bilhões de média diária em julho. A agenda hoje trouxe o IPC-S até 15/agosto em 0,26% ante 0,32% da leitura anterior. Nos EUA destaque para a divulgação do índice de Construção de casas novas de julho e o indicador de Sentimento Univ de Michigan. As bolsas na Ásia fecharam em alta. Mais cedo as bolsas europeias e futuros americanos operavam em campo positivo, o que pode influenciar nosso mercado no dia de hoje.

Câmbio

Permeado por volatilidade e grandes oscilações dos ativos no exterior, a moeda americana encerrou o dia em queda frente o real, repercutindo a decisão do Banco Central de ofertar moeda no mercado à vista e em linha com o recuo no exterior. No final o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 3,9901, em queda de 1,21%.

Juros

Os futuros, em sua maioria, oscilaram com viés de queda, em linha com o comportamento do câmbio, em reação ao anúncio do Banco Central de ofertar moeda no mercado à vista. O mercado segue avaliando os impactos da guerra comercial entre a China e os EUA, a inversão da curva dos Treasuries e o cenário eleitoral na Argentina. Ao final o DI para janeiro de 2021 fechou em 5,47%, de 5,459% no ajuste do dia abterior. O DI para janeiro de 2023 encerrou em 6,46%, de 6,471% no ajuste, e o DI para janeiro de 2025 caiu de 6,951% para 6,94%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Cemig (CMIG4)
Lucro líquido de R$ 2,1 bi no 2T19 reverte prejuízo

A Cemig registrou no 2T19 um lucro líquido de R$ 2,1 bilhões que se compara ao prejuízo de R$ 11 milhões no mesmo período do ano passado. Esse expressivo resultado teve impacto da receita de Créditos de PIS/Pasep e Cofins de R$ 1,4 bilhão e receitas financeiras de R$ 1,5 bilhão por atualização dos créditos de PIS/Pasep e Cofins sobre ICMS referente a um processo na Justiça.

O resultado do trimestre foi impactado também pela despesa líquida de R$ 538 milhões, não vinculados às atividades operacionais, referente aos efeitos das despesas de variações cambiais incidentes sobre a dívida captada em moeda estrangeira (Eurobonds).

A receita líquida cresceu 25,1% no trimestre para R$ 7,0 bilhões. O EBITDA foi de R$ 1,8 bilhão, com crescimento de 105% sobre igual trimestre do ano anterior, com margem de 25,8%, acima de 15,8% do 2T18.

Suas ações (CMIG4) apresentam alta de 5,1% este ano para uma cotação de R$ 14,11/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 20,6 bilhões. Os múltiplos para 2019 são: P/L de 10,2x e VE/EBITDA de 7,6x. O preço justo de R$ 16,00/ação traz um potencial de alta de 13,4%.


Light (LIGT3)
Reverte prejuízo de R$ 25 milhões no 2T18 para lucro de R$ 11 milhões no 2T19

A Light reverteu o prejuízo de R$ 25 milhões registrado no segundo trimestre do ano passado para um lucro líquido de R$ 11 milhões no 2T19, explicado basicamente por melhor resultado financeiro. No acumulado do 1S19 o lucro alcançou R$ 175 milhões e se compara ao lucro de R$ 67 milhões no mesmo período do ano passado (+160%).

Ontem (15/agosto) a ação LIGT3 fechou cotada a R$ 19,38/ação (valor de mercado de R$ 5,9 bilhões), com alta de 18,5% este. Nesse preço os múltiplos para 2019 são: P/l de 11,9x e VE/EBITDA de 7,2x. O preço justo de R$ 22,0/ação traz um potencial de alta de 13,5%.

O EBITDA no segundo trimestre foi de R$ 286 milhões, com queda de 29,7% em relação ao mesmo período do ano passado, acumulando no semestre R$ 866 milhões (+2%). Em base ajustada o EBITDA consolidado somou R$ 385 milhões no 2T19 com queda de 14% explicada pelo aumento das perdas de energia da Distribuidora, parcialmente compensada pelo maior EBITDA da Geradora.

O FEC (12 meses) em junho de 2019 foi de 4,38x, aumento de 0,5% em relação ao resultado de março


Renova Energia (RNEW11)
Forte prejuízo de R$ 426,5 milhões no 2T19

A Renova Energia registrou no 2T19 um prejuízo líquido De R$ 426,5 milhões, 241% superior ao prejuízo de R$ 125,1 milhões do 2T18, explicado principalmente (i) pela redução da receita operacional, (ii) aumento das despesas administrativas, (iii) acrescidas pelo reconhecimento da penalidade aplicada pela Aneel em função do cancelamento das outorgas da Fase B do Complexo Eólico Alto Sertão III; aliado (iv) à suspensão e cessão dos contratos de compra e venda de energia para Cemig e Light, o que também afetou os custos gerenciáveis que caíram 97%, entre outros itens.

Suas Units (RNEW11) registram queda de 7,6% este ano e baixa de 27,1% em doze meses para R$ 20,05.


Vale (VALE3)
Suspensão nas operações da usina de concentração da Ferrous

Na noite de ontem, a Vale informou que paralisou a usina de concentração de Viga da Ferrous Resources do Brasil, empresa que foi adquirida neste mês.

A paralisação foi determinada pela falta de alvará de funcionamento da usina, junto ao município onde está sediada (Jeceaba – MG).  No entanto, as operações da mina continuam normalmente;

A Vale acrescentou no comunicado, que a usina preenche todos requisitos para obtenção do alvará.  Além disso, este documento não tem relação com a segurança da operação;

O impacto na produção da Vale é pequeno com este evento, de apenas 330 mil toneladas por mês (4,0 milhões de toneladas – anualizado).  No primeiro semestre/2019, a Vale produziu 136,9 milhões de toneladas de minério de ferro.


Petrobras Distribuidora (BRDT3)
Venda da Stratura Asfaltos

A empresa informou ontem, após, o pregão, que iniciou o processo de venda de sua subsidiária integral Stratura Asfaltos.

Este desinvestimento é parte do plano de negócios da BR Distribuidora, que já foi aprovado pelo Conselho de Administração;

A Stratura é a maior distribuidora de asfaltos do Brasil, detendo 20,4% do mercado.


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