Sanepar – Relatório de Análise

Lucro do 2T19 em linha com o esperado, impactado por provisão para contingências e indenização ao município de Maringá

A Sanepar registrou no 2T19 um lucro líquido de R$ 232,6 milhões, com queda de 8,3% em relação ao lucro de R$ 253,6 milhões do 2T18, um resultado construído a partir do crescimento de 8% da Receita Líquida, da estabilidade do resultado operacional dado o incremento de custos e despesas e piora no resultado financeiro. Some-se a isso a constituição de provisão para contingências e indenização ao município de Maringá. No 1º semestre de 2019 o lucro cresceu 2,2% para R$ 450,1 milhões.

Mercado da companhia. Ao final do 2T19 a companhia apresentava um índice de atendimento com água tratada de 100% (acima de 83,5% do Brasil – SNIS 2017), cobertura com coleta de esgoto de 73% (52% do Brasil – SNIS 2017) relativos à população urbana na sua área de concessão. O índice de tratamento da companhia é de 100% e se compara a 42,7% dos esgotos tratados no país (SNIS 2017). O número de ligações de água da companhia cresceu 1,6% em doze meses para 3,2 milhões ao final de junho de 2019. Já o número de ligações de esgoto registrou alta de 4,6% totalizando 2,2 milhões. Política da empresa é a de manter o índice de 100% de abastecimento em água tratada e investimentos visando à manutenção e melhoria da qualidade do serviço.  Em esgoto a meta é a universalização chegando a 100% do esgoto tratado. Em resíduos sólidos a companhia vem mantendo estudos para modelagem de sua atuação na gestão deste segmento, operando os aterros sanitários.

O volume faturado de água + esgoto somou 223,9 milhões de m³ no trimestre, com redução de 0,8% em relação ao 2T18, acumulando no 1S19 462,4 milhões de m³com crescimento de 2,9% ante o 1S18. No 2T19, o volume faturado de água tratada foi de 127,9 milhões de m³, contra 130,3 milhões de m³ no 2T18, representando um decréscimo de 1,8%, reflexo principalmente da redução do consumo no segmento residencial. O volume faturado de esgoto no 2T19 apresentou um crescimento de 0,6% em comparação ao 2T18 para 96,0 milhões de m³. Inadimplência permanece baixa sendo que no 1S19 o índice de inadimplência era de 1,7% acima de 1,5% no 1S18, mas ainda em patamar reduzido, reflexo da intensificação de ações comerciais e de relacionamento com o cliente aliado aos programas de recuperação de créditos.

Endividamento. A dívida bruta passou de R$ 2,9 bilhões em mar/19 para R$ 3,2 bilhões em junho de 2019 (+11%), com a dívida líquida crescendo de R$ 2,5 bilhões para R$ 2,9 bilhões. O índice de alavancagem, medido pela relação “Dívida Líquida/EBITDA” se elevou de 1,5x no 1T19 para 1,7x no 2T19. Nos últimos 5 anos terminados em 2018 a companhia investiu R$ 4,4 bilhões, sendo R$ 1,8 bilhão em água, R$ 2,2 bilhões em esgoto e R$ 434 milhões em outros. Para os próximos 5 anos (de 2019 a 2023) o Programa de Investimentos alcança R$ 7,1 bilhões, dos quais R$ 3,0 bilhões em água, R$ 3,7 bilhões em esgoto e R$ 377 milhões em outros. Deste total programado, R$ 3,52 bilhões ou 49,4% virão de recursos próprios e R$ 3,6 bilhões ou 50,6% via recursos de terceiros.

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