Índice acumulou alta, mesmo com um cenário externo bastante tumultuado

MERCADO


Bolsa

O Ibovespa encerrou a sexta-feira com queda de 0,11% aos 103.996 pontos e giro financeiro de R$ 17,1 bilhões. Na semana, o índice acumulou alta, mesmo com um cenário externo bastante tumultuado. Hoje a agenda econômica traz, além do Boletim Focus, dados positivos na 1ª prévia de inflação pelo IGP-M com queda de 0,65% e o índice de atividade econômica de junho com alta de 0,30% no M/M e queda de 1,75% no A/A. Do lado externo, agenda fraca para hoje com as bolsas pesando na zona do euro e sinalizando baixa também nos futuros de NY, desta sob a influência do ambiente negativo em Hong Kong que vem ganhando proporções nos últimos dias com a intensificação das manifestações de ruas.

Câmbio

Na sexta-feira a moeda americana voltou a subir passando de R$ 3,9189 para 3,9425 (alta de 0,60%) e na semana a valorização foi de 1,39% vindo de R$ 3,8886 na sexta-feira anterior. Na semana, os fatores externos tiveram mais peso sobre este mercado.

Juros

Os contratos de juros futuros não sofreram impacto do noticiário externo e no fechamento da sexta-feira a taxa do contrato de DI para jan/20 encerrou em 5,445%, de 5,471% na quinta-feira. Para jan/25 a taxa passou de 6,831% para 6,85%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

M Dias Branco (MDIA3) 
Lucro do 2T19 com melhora em base trimestral

A M Dias Branco registrou no 2T19 um lucro líquido de R$ 100,6 milhões, com queda de 52% em relação aos R$ 209,7 milhões de igual trimestre de 2018, redução explicada pela piora do resultado operacional que refletiu o aumento de 24% do custo médio do trigo, a redução de 3% dos volumes produzidos (notadamente na linha de biscoitos e massas), R$ 32 milhões de despesas não recorrentes pela revisão do quadro de colaboradores, pela implantação de novo modelo logístico e integração da Piraquê, que no conjunto resultaram numa menor diluição das despesas com vendas. A companhia reconheceu R$ 50 milhões de créditos tributários devido, principalmente, à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins.

Em base trimestral, contudo, a companhia apresentou melhora nas principais linhas de resultado, com crescimento de 17% na Receita Líquida, +63% no EBITDA e incremento de 77% no Lucro Líquido. Nesta base de comparação a margem EBITDA elevou-se de 8,5% no 1T19 para 11,8% no 2T19, mas ainda aquém do potencial da companhia.

Como forma de retomar volumes, reduzir custos fixos, e aumentar a lucratividade, a M Dias está realizando: (i) a implantação do modelo de precificação segmentado por canal de mercado e marcas junto com a reorganização da estrutura comercial; (ii) a redução número de colaboradores através de desligamentos e Programa de Demissão Voluntária; e (ii) a retomada do crescimento dos volumes na Piraquê; junto com outras medidas em curso.

Temos recomendação de COMPRA e preço justo de R$ 50,00/ação, equivalente a um potencial de alta de 18,3% em relação à cotação de R$ 42,25/ação (valor de mercado de R$ 14,3 bilhões). Nesse preço suas ações registram queda de 1,3% este ano, e múltiplos P/L de 25,4x e VE/EBITDA de 17,7x.


Alpargatas (ALPA4)
No 2T19, aumento de 72,7% no lucro líquido somando R$ 31,6 milhões

A companhia apresentou crescimento nas principais linhas de resultado: A receita líquida somou R$ 993,4 milhões no 2T19, influenciada pelo crescimento de dois dígitos em todos os negócios no Brasil (Havaianas Brasil, Mizuno, Osklen) e pelo crescimento de 14,4% nas operações internacionais de Havaianas. Houve crescimento na geração de caixa e no resultado líquido.

Na sexta-feira a ação ALPA4 encerrou cotada a R$ 23,20 com alta de 70,4% no ano.


Braskem (BRKM5)
Desbloqueio do caixa

A empresa comunicou na última sexta-feira, após o pregão, que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) permitiu o desbloqueio de parte do caixa, no montante aproximado de R$ 3,7 bilhões. O desbloqueio está condicionado à apresentação pela Braskem de um seguro-garantia de igual valor.
• Esta é uma boa notícia para a empresa, podendo facilitar o pagamento do dividendo que seria examinado pela Assembleia Geral da empresa em abril. O exame do pagamento do dividendo foi bloqueado por um recurso apresentado pela justiça de Alagoas. Em junho, o STJ liberou a distribuição deste dividendo;
• A Assembleia, que seria realizada no dia 16/abril, examinaria um dividendo no montante de R$ 2,67 bilhões (R$ 3,35 por ação).


Petrobras (PETR4)
Venda do Polo Macau e início do processo de negociação do Polo Garoupa

Após o pregão da sexta-feira, a empresa fez dois comunicados importantes referentes à negociação de ativos.
• A Petrobras informou que assinou o contrato de venda da sua participação no Polo Macau. O pagamento total de US$ 191,1 milhões será feito em duas parcelas, sendo a primeira (US$ 48 milhões) na assinatura do contrato e o restante (US$ 143,1 milhões) no fechamento da operação;
• A empresa divulgou também, que iniciou o processo de venda (divulgação do teaser) da totalidade de sua participação em 11 campos de produção localizados em águas rasas na Bacia de Campos (Polo Garoupa). Este polo engloba as concessões de Anequim, Bagre, Cherne, Congro, Corvina, Malhado, Namorado, Parati, Garoupa, Garoupinha e Viola. A produção média destes campos nos últimos 12 meses foi de cerca de 19,6 mil boe/dia.


IRB Brasil RE (IRBR3)
Possível efeito do subsídio do seguro agrícola não está contemplado no guidance

O IRB esclareceu na sexta-feira, 09 de agosto que, ao divulgar a retomada do Guidance para 2019, no que se refere a premissa de crescimento de Prêmio Emitido em relação a 2018, no intervalo entre 20% a 27%,  não considerou como fator para a revisão da referida estimativa, qualquer aumento de subsidio do seguro agrícola.

A informação que trata do subsídio do seguro agrícola, consta no sitio eletrônico http://www.agricultura.gov.br/plano-safra/plano-safra, especificamente o trecho “No Plano Safra 2019/2020, o primeiro após a reunificação dos ministérios, o governo reservou R$ 225,59 bilhões para o plano agrícola e pecuário e mais do que dobrou o seguro rural, que alcança a cifra inédita de R$ 1 bilhão”.

A empresa destaca nesse contexto que, caso o “aumento dos subsídios do seguro agrícola para R$ 1 bilhão venha, eventualmente, a produzir efeitos materiais positivos sobre a emissão de prêmios ainda no ano de 2019” poderá implicar na reavaliação das estimativas por parte da companhia.

Suas ações registram alta de 22,6% este ano para uma cotação de R$ 99,70/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 31,1 bilhões, e P/L para 2019 de 19,1x. O preço justo de R$ 120,00/ação traz um potencial de alta de 20,4%.


Boletim Focus
Marcado reduz a maioria das estimativas para os indicadores em 2019, com destaque para a Taxa Selic, agora em 5,00%

Dentre as alterações contidas no Boletim Focus desta segunda-feira, destaque para as reduções baixistas ocorridas na maioria dos principais indicadores. As estimativas para o IPCA de 2019, registraram redução marginal, assim como as atualizações dos últimos 5 dias, demonstrando que a inflação corrente segue comportada e ancorada, possibilitando uma política monetária mais acomodatícia, assim como tem sinalizado o BC. Para o PIB, a mediana das estimativas registrou sutil arrefecimento, corroborado com o recuo mensal de 0,13% (na série dessazonalizada) do IBC-BR de junho, porém é esperado um impacto positivo na atividade por conta da liberação do saque das contas do FGTS, pelos cálculos do governo o impacto no PIB será de 0,35% em 12 meses e, segundo nossas estimativas, de aproximadamente 0,25% para 2019, elevando o PIB próximo a 1% de crescimento. Para a taxa de câmbio, não houve alteração nas estimativas do mercado, mostrando um dólar ainda fortalecido pelo cenário externo e pela forte saída de fluxo de capital estrangeiro da bolsa.
Por fim, após a última reunião do Copom, cujo corte na Taxa de Juros foi de 0,50%, com o colegiado destacando na atualização de seu cenário básico que: “Indicadores recentes da atividade econômica sugerem possibilidade de retomada do processo de recuperação da economia brasileira. O cenário do Copom supõe que essa retomada ocorrerá em ritmo gradual; O cenário externo mostra-se benigno, em decorrência das mudanças de política monetária nas principais economias. Entretanto, os riscos associados a uma desaceleração da economia global permanecem”. E conclui que “O Copom reitera que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural”. Com isso, o mercado reduziu suas estimativas para a Taxa Selic neste ano, em 0,25% para 5,25%. Para a taxa de câmbio não houve alteração.
A mediana do agregado para a produção industrial registrou novo recuo (3º) para 2019, sugerindo crescimento de 0,19% ante 0,23%. Para os demais indicadores de relevância, não houve alteração em relação às estimativas anteriores.
Com isso, para 2019, as expectativas para o IPCA ficaram em 3,76%, o PIB em 0,81%, Taxa de Câmbio R$/US$ 3,75 e a Meta da Taxa Selic em 5,25% aa.
Destaques do Boletim Focus publicado na segunda-feira, para 2019:
• IPCA: 3,80%;
• IPCA (atualização dos últimos 5 dias): 3,77%;
• PIB: 0,81%
• Taxa de Câmbio: R$/US$ 3,75;
• Meta Taxa Selic: 5,00% a.a.


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