Adiamento da segunda votação da reforma para após o recesso parlamentar

MERCADO


Bolsa

O índice Bovespa encerrou a sexta-feira em queda de 1,18%, aos 103.906 pontos, com giro de R$ 16 bilhões. A percepção de que a segunda votação pudesse ficar para após o recesso parlamentar foi o suficiente para desestimular os investidores. O adiamento foi confirmado no final do dia. Esta semana abre com agenda econômica fraca, trazendo o índice de atividade econômica em maio mostrando alta de 0,54% no M/M e de 4,40% no A/A. além do Boletim Focus. No exterior, atenção para a sinalização de redução de crescimento da economia chinesa e a agenda carregada de dados nos Estados Unidos durante a semana. As bolsas internacionais mostram alta no fechamento da Ásia e queda na zona do euro nesta manhã. Do lado doméstico, além do adiamento da segunda votação da reforma da Previdência, os parlamentares abrem debates sobre a reforma tributária, que vai render muitas discussões à frente.

Câmbio

A sexta-feira foi mais um dia de baixa para a moeda americana, de R$ 3,7546 para R$ 3,7375 (-0,46%). Foi a quinta queda consecutiva, acumulando baixa de 2,2% na semana. A expectativa de corte de juros nos EUA na próxima reunião do Federal Reserve, ajudaram para o comportamento do dólar na semana passada.

Juros

O mercado de juros futuros encerrou a sexta-feira com a taxa do contrato de DI para jan/20 marcando 5,745%, de 5,750% na quinta-feira. Na ponta mais longa a taxa voltou a subir, reflexo da postergação da votação da reforma para após o recesso parlamentar.  A taxa para jan/25 passou de 6,830% para 6,88%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Hapvida (HAPV3)  
Aprovada a emissão de ações, podendo chegar a R$ 2,6 bilhões

Em reunião do Conselho de Administração da Companhia, realizada em 12 de julho de 2019, foi aprovada a realização de oferta pública de distribuição primária de, inicialmente, 46.440.000 ações ordinárias.

A empresa vem num ritmo forte de aquisições recentes e os recursos líquidos desta operação visam o fortalecimento da estrutura atual da companhia e de companhias recém adquiridas e/ou em processo de aquisição.

Na sexta-feira a cotação fechou em R$ 41,99 acumulando alta de 35,7% no ano. O valor de mercado da empresa é de R$ 28,2 bilhões.


Movida (MOVI3)
Oferta primária e secundária de ações

Após o fechamento do último pregão, a empresa comunicou que seu Conselho de Administração aprovou a oferta primária de ações.  Na mesma oferta, o grupo controlador (JSL) realizará também uma venda de parte da sua participação.

  • A oferta primária de ações (valores destinados à empresa) será de 35,5 milhões de ações.  Considerando a cotação de fechamento para MOVI3 (R$ 16,47/ação), a Movida pode captar até R$ 585 milhões;
  • O controlador venderá incialmente13 milhões de ações (oferta secundária), volume que poderá ser acrescido de 16,975 milhões de ações.

CSN (CSNA3)   
Venda de minério com pré-pagamento

Durante o pregão da última sexta-feira, a empresa anunciou que concluiu as negociações para elevar o volume de minério de ferro a ser fornecido para a Glencore International AG.

  • Serão mais 10 milhões de toneladas, fornecidos em 5 anos, pelos quais a CSN receberá um pagamento antecipado de US$ 250 milhões;
  • Estas operações são positivas e estão sendo realizadas pela CSN para diminuir seu elevado endividamento;
  • Em fevereiro/2019, a CSN realizou uma operação semelhante com a Glencore.  Na época, foram vendidas 22 milhões de toneladas de minério, para serem entregues em cinco anos, com o pré-pagamento de US$ 500 milhões.

Taesa (TAEE11)    
IBAMA emite licença de instalação de Janaúba

  • O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) emitiu a Licença de Instalação (LI) referente à Janaúba Transmissora de Energia Elétrica S.A. – empreendimento em construção, 100% controlado pela Taesa, autorizando o início das obras desse empreendimento.
  • Janaúba é um empreendimento localizado entre os estados de Minas Gerais e Bahia com extensão de 542 km de linha e 3 subestações, totalizando um investimento de R$ 960 milhões (Capex ANEEL) e uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 185,4 milhões para o ciclo 2018-2019. O prazo estipulado pela ANEEL para energização de Janaúba é fevereiro de 2022.
  • Cotadas a R$ 28,48 (valor de mercado de R$ 10,0 bilhões), as Units da companhia registram alta de 22,9% este ano. Nesse preço os múltiplos para 2019 são: P/L de 00,0 e VE/EBITDA de 0,0x.

Marfrig S.A. (MRFG3)    
Aprovada a emissão de debêntures de até R$ 360 milhões

  • O Conselho de Administração da Marfrig aprovou, em reunião realizada na sexta-feira, dia 12 de julho, a 6ª emissão de debêntures da companhia no valor de até R$ 360 milhões.
  • As debêntures servirão de lastro para uma emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), cujo valor mínimo será de R$ 250 milhões. O prazo dos títulos será de quatro anos, e a remuneração oferecida aos investidores será definida após o processo de bookbuilding, sendo limitada a 104% do CDI.
  • Os recursos serão utilizados para aquisição de bovinos, segundo a Marfrig, no curso normal dos seus negócios. Em 31 de março a dívida líquida da companhia era de US$ 2,5 bilhões, equivalente a R$ 9,7 bilhões e alavancagem proforma de 2,76x em reais e de 2,71x em dólares.

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