Ibovespa interrompe uma sequência de cinco pregões em alta

MERCADO


Bolsa

Com a aprovação do texto-base da reforma da Previdência na quarta-feira, o Ibovespa interrompeu uma sequência de cinco pregões em alta, fechando em queda de 0,63% aos 105.146 pontos. Os investidores aproveitaram para realizar lucros aguardando os próximos passos, cuja votação de destaques da PEC da reforma da Previdência continua hoje na Câmara. A agenda está fortemente concentrada lá fora. O quadro é misto no exterior após queda acentuada das exportações da China e contração inesperada do PIB de Singapura. Hoje mais cedo, as Bolsas da Europa e futuros de ações dos EUA operavam em alta, refletindo o otimismo cauteloso com a perspectiva de alívio monetário. Ressalte-se que o CPI divulgado ontem nos EUA esfriou a possibilidade de redução dos juros pelo Fed no final de julho.

Câmbio

O dólar ontem abriu em leve alta em função das incertezas em relação ao impacto fiscal dos destaques ao texto-base da reforma da Previdência. No final, pela quarta vez consecutiva, fechou em baixa de 0,16% aos R$ 3,7503, em linha com o comportamento das divisas emergentes e ligadas às commodities no exterior.

Juros

Os juros futuros encerraram ontem com pequena variação no curto e no longo prazo. Os fatos recentes não mostraram surpresas em relação às expectativas do mercado, que vinha reduzindo os juros. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21 fechou em 5,59% de 5,588% na quarta-feira e para jan/25 passou de 6,86% para 6,83%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Tenda (TEND3)  
Prévia operacional do 2T19 mostra vendas liquidas de R$ 480 milhões, estáveis em relação ao 2T18

A empresa divulgou dados praticamente estáveis na receita bruta o 2T19, pequeno aumento no volume de unidades vendidas e redução no preço médio por unidade.

A ação TEND3 encerrou ontem cotada a R$ 25,14 acumulando ALTA de 58,8% no ano. O valor de mercado da empresa é de R$ 2,3 bi.


Usiminas (USIM5)
Renegociação de dívidas

A empresa comunicou na noite de ontem, que realizou a emissão do título para complementar a renegociação de sua dívida, anunciada no início do mês.  Foi emitida uma Nota pela subsidiária integral Usiminas International no valor de US$ 750 milhões, com rendimento anual de 6,125% e vencimento em julho de 2019.

  • No dia 1/julho, a Usiminas anunciou que firmou um Termo com bancos brasileiros, japoneses, o BNDES e debenturista para renegociação das condições de pagamento e garantias relativas à sua dívida;
  • O Termo ainda prevê que serão retiradas várias condições restritivas que a Usiminas sofria, advindas da renegociação realizada em 2016;
  • Insistimos que vemos como positivo o avanço da Usiminas no pagamento de suas dívidas, que já foram motivo de renegociação, além da volta da capacidade da empresa em acessar o mercado internacional.

Magazine Luiza ( MGLU3)   
Empresa informa desdobramento  na proporção de 01 (uma) ação para 08 (oito) ações

Será realizado o desdobramento da totalidade das atuais 190.591.464 (cento e noventa milhões, quinhentos e noventa e um mil, quatrocentos e sessenta e quatro) ações ordinárias, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal, na proporção de 01 (uma) ação para 08 (oito) ações da mesma espécie (“Fator de Desdobramento”), sem modificação do capital social.

A Mglu3 fechou cotada a R$ 230,77  com valoziração no ano de 28,2% e valor de mercado de 43,6 bi.


Camil Alimentos S.A. (CAML3)    
Lucro do 1T19 abaixo do esperado

A Camil Alimentos S.A. reportou seu resultado do 1T19 referente aos meses de março a maio de 2019, com destaque, mais uma vez, para o crescimento de volume de grãos, açúcar e pescados, no mercado interno. Já no segmento internacional os volumes caíram 12,1% com destaque para a queda de 193,% no Uruguai, estabilidade no Chile e crescimento de 6,2% no Peru.

O lucro líquido do 1T19 cresceu 53% em base de doze meses para R$ 49,8 milhões, acima do esperado. Nesta base de comparação o EBITDA permaneceu estável somando R$ 83,0 milhões, abaixo do esperado, refletindo um cenário de maior competição sensibilizando os custos e despesas, aliado a dificuldade de repasse do aumento de custos aos preços.

Este ano até ontem (11/julho) suas ações registram alta de 8,5% para R$ 7,54/ação (valor de mercado de R$ 3,1 bilhões). O preço justo de R$ 11,00/ação (média Bloomberg) corresponde a um potencial de alta de 45,9%.

Ao final de maio de 2019 a dívida líquida da companhia era de R$ 1,06 bilhão, equivalente a 2,2x o EBITDA e se compara a R$ 1,03 bilhão em fevereiro de 2019 e alavancagem de 2,1x.

Os investimentos no 1T19 foram de R$ 29,9 milhões (+12,8% em 12m), com destaque para o projeto de internalização do processo de empacotamento de açúcar (“Super Barra”); investimentos em armazenagem; investimentos na planta de grãos em Recife; e outros projetos corporativos.


Light S.A. (LIGT3)    
Oferta precificada a R$ 18,75/ação

Em reunião realizada ontem (11/julho) o Conselho de Administração da Light S.A. aprovou o Preço por Ação de R$ 18,75, o efetivo aumento do capital social da companhia no montante total de R$ 1.875.000.000,00 equivalentes à emissão de 100.000.000 novas ações bem como a sua homologação, no âmbito da oferta pública de distribuição primária e secundária de 133.333.333 ações ordinárias.

Em razão do aumento do capital social da companhia no âmbito da Oferta Restrita, o novo capital social passará a ser de R$ 4,1 bilhões, dividido em 303.934.060 ações ordinárias. As Ações objeto da Oferta Restrita passarão a ser negociadas na B3 em 15 de julho de 2019, sendo que a liquidação física e financeira das Ações ocorrerá no dia 16 de julho de 2019. No âmbito da Oferta Secundária a Cemig S.A. vendeu 33.333.333 ações ordinárias, considerando o lote adicional de 20%, equivalente a R$ 625 milhões. A oferta total alcançou R$ 2,5 bilhões.

Ontem (11/julho) a ação LIGT3 fechou cotada a R$ 20,05/ação (com alta de 22,6% este ano e de 74,4% em doze meses).


Neoenergia S.A. (NEOE3)    
Dados operacionais referentes ao 2T19

Em relação ao volume de energia injetada nas suas distribuidoras, houve crescimento de 5,4% na comparação com o mesmo período de 2018 para 16.606 GWh. O destaque ficou com a Celpe/PE com aumento de 7,7% e a Coelba/BA com crescimento de 6,9%. No primeiro semestre, o total de energia injetada aumentou 5,2% para 34.012 GWh.

Na geração, a Neoenergia registrou queda de 4,8% no trimestre em relação a igual trimestre do ano anterior para 3.762 GWh, refletindo principalmente a queda de 54,9% na geração  e a redução de 8,9% na geração de energia eólica. A matriz hidráulica teve crescimento de 15,2%. No primeiro semestre, a geração de energia registrou queda de 3% somando 8.167 GWh.

Ao final de junho de 2019, a capacidade instalada da companhia (considerando a participação da Neoenergia) atingiu 3.835 MW. Deste total, 73% estão em hidrelétricas, 13% em usinas eólicas e 14% em térmicas.

Seguimos com recomendação de compra e preço justo de R$ 19,50/ação, que embute um potencial de alta de 8,6% em relação a cotação de fechamento de ontem (11/julho) de R$ 17,95/ação.


BRF S.A. (BRFS3)    
Encerramento das negociações com a Marfrig

A BRF S.A. e a Marfrig Global Foods S.A. decidiram ontem (11 de julho), por mútuo acordo, encerrar as negociações relativas à eventual combinação de negócios entre as duas companhias, em função de não ter sido atingido acordo quanto aos termos e condições relacionados à governança da companhia combinada caso a transação viesse a ocorrer.

A BRF reitera que o relacionamento comercial entre as duas companhias permanecerá inalterado e não haverá quaisquer modificações nas práticas, condições e termos previstos em contratos por elas celebrados. A BRF “reforça o seu comprometimento em implementar as diretrizes do Plano Estratégico e continuar avaliando oportunidades de negócios que possam gerar valor para seus acionistas”.

Desde 31 de maio de 2019, primeiro pregão após anúncio da combinação dos negócios, a Marfrig (MRFG3) acumula queda de 0,6% enquanto a ação BRFS3 registra alta de 22,5%, movimento que pode se inverter após confirmação do encerramento das negociações.


Copel Energia (CPLE6)    
Contratação de Assessores Jurídico e Financeiro para venda da Copel Telecom

A Copel S.A. comunica que, em continuidade aos estudos sobre potencial alienação do controle da subsidiária integral Copel Telecomunicações S.A., a contratação do Banco Rothschild, para atuar como assessor financeiro, e do escritório de advocacia Cescon Barrieu, para atuar como assessor jurídico, ambos para auxiliar a companhia nas próximas etapas dos estudos em questão.

Este ano as CPLE6 registram alta de 63,4% para uma cotação de R$ 49,45/ação, correspondente a um valor de mercado de R$ 13,5 bilhões. Os múltiplos para 2019 são: P/L de 8,3x e VE/EBITDA de 6,3x.


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