Ibovespa marca a quarta alta consecutiva

MERCADO


Bolsa

O Ibovespa oscilou trocando o sinal durante o dia, mas marcou a quarta alta consecutiva, (0,05%) batendo 102.062 pontos, com giro financeiro de R$ 12,4 bilhões, abaixo da média de pregões anteriores. A semana tem em destaque a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e as negociações entre Estados Unidos e China na reunião do G20. Do lado doméstico, segue a expectativa em relação à reforma da Previdência com promessa de votação na comissão especial até quinta-feira (27) e que a votação da PEC aconteça até a metade de julho. Até lá o mercado deverá refletir esta expectativa, que caminha com expectativa positiva. Hoje a agenda econômica traz a ata do Copom, o IPCA-15 com alta de 0,06% no M/M e 3,4% no A/A e, também o Índice de Confiança do Consumidor e junho em 88,5. Nos EUA, destaque para os dados do setor imobiliário. As bolsas internacionais mostram queda no fechamento da Ásia e seguem negativas na zona do euro, nesta manhã, reflexo das tensões geopolíticas envolvendo EUA e Irã neste período de encontro do G-20. Os futuros de NY também indicam queda na abertura do mercado americano, o que poderá refletir do lado doméstico, embora o fluxo de estrangeiros venha ajudando a B3 nos últimos dias. No último dia 6, a B3 registrava saída acumulada de R$ 3,5 bilhões em recursos de investidores estrangeiros e com os ingressos dos últimos dias, o saldo agora está positivo em R$ 123,9 milhões no mês.

Câmbio

Ontem a moeda americana permaneceu praticamente estável, com alta de 0,07%, passando de R$ 3,8222 na sexta-feira para R$ 3,8250 no fechamento.

Juros

As taxas de juros futuros interromperam o movimento de queda observado nas últimas sessões, com a taxa do contrato de DI para jan/21 passando de 5,849% no ajuste da sexta-feira para 5,86%. A taxa do DI para jan/25 subiu de 7,201% para 7,23%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

São Martinho (SMTO3)  
Resultado do 4T19 (safra 2018/19) e 12M19

A companhia registrou no 4T19 (Safra 2018/19) um lucro líquido de R$ 85,6 milhões, com queda de 44% em relação ao 4T18 (Safra 2017/18) refletindo a redução do resultado operacional, acumulando no 12M19 um lucro líquido de R$ 314,0 milhões, 36% abaixo dos R$ 491,7 milhões de 12M18. Esse resultado no acumulado da safra 2018/19 refletiu a redução de 7,9% no volume de cana processada, a queda de 6,7% da produtividade no período e redução de 6,3% no ATR produzido. O resultado financeiro piorou, afetado por variação cambial entre os períodos comparáveis.  Nesse contexto de doze meses, a receita líquida caiu 6,6% e o EBITDA ajustado recuou 15,7%.

Ontem (24/junho) suas ações fecharam cotadas a R$ 20,35/ação, com alta de 11,9% este ano. Nesse preço o valor de mercado da companhia é de R$ 7,4 bilhões. O preço justo de R$ 25,00/ação traz um potencial de alta de 22,9% para os papéis da companhia.

Guidance de produção para a safra 2019/20. Aumento de 8% no volume de cana processada, atingindo 22 milhões de toneladas, resultado de melhores condições climáticas e projetos voltados ao aumento da produtividade. O ATR médio deve cair 2% para R$ 139,0 Kg/ton.

Distribuição de dividendos. Com base nos resultados da safra 2018/19, deve ser aprovada na AGO a ser realizada em 26 de julho de 2019, a Proposta da Administração de distribuição de dividendos no montante de R$ 110,0 milhões (R$ 0,314/ação), representando 35,0% de payout. O retorno estimado é de 1,5%.

Novo Programa de recompra de Ações. O Conselho de Administração da São Martinho aprovou ontem (24/junho): (i) o cancelamento, sem redução do capital social, de 10 milhões de ações ordinárias, adquiridas em conformidade com o 4º e o 5º Programa de Recompra de Ações mantidas em tesouraria; e (ii) a abertura do 6º Programa de Recompra de Ações (“Programa de Recompra”), de até 10 milhões de ações ordinárias a serem adquiridas pelo prazo máximo de liquidação de até 18 meses. O capital social atual passa a ser representado por 354.011.329 ações ordinárias e o retorno para os acionistas é de 2,7%.


Lojas Americanas e B2W (LAME4 e BTOW3)
Estudo conjunto para uso de tecnologias avançadas visando maximização de resultados

As duas companhias comunicam que estão estudando opções para maximizar o resultado de suas frentes de negócios, através do desenvolvimento de um projeto conjunto (internamente denominado “Projeto AME”), cujo foco inicial são tecnologias avançadas envolvendo estruturas de pagamento em vendas físicas e digitais, inclusive através de parcerias com outras empresas, de varejo ou não, com vantagens para os consumidores afiliados.

Tais estudos, ainda em fase inicial, visam a definir o modelo ótimo de funcionamento e organização que o Projeto AME poderá adotar, bem como a participação de cada uma das duas Companhias no mesmo, sendo prematuro antecipar o efeito sobre as Companhias do curso de ação que vier a ser eventualmente adotado.

Ontem a ação LAME4 encerrou cotada a R$ 16,55 com queda de 15,7% no ano e a BTOW3 fechou a R$ 33,90, também acumulando queda de 19,3%.


Cielo (CIEL3)   
Distribuição de Juros sobre Capital Próprio

O Conselho de Administração da companhia aprovou ad referendum AGO a ser realizada para a aprovação do resultado do exercício social de 2019, a distribuição de Juros sobre Capital Próprio (“JCP”) no montante de R$ 134,1 milhões, relativos ao 2T19, equivalente a R$ 0,04941856670/ação.

Os JCP serão pagos aos acionistas no dia 27 de setembro de 2019, com base na posição acionária de 27 de junho de 2019, sendo as ações da companhia negociadas ex juros sobre capital próprio a partir de 28 de junho de 2019, inclusive.

O retorno líquido estimado com base na cotação de R$ 7,17/ação é de 0,6%. Seguimos com recomendação de compra para CIEL3 e preço justo de R$ 11,00/ação.


Pão de Açúcar (PCAR4)   
Pagamento de JCP de R$ 36,8 milhões equivalentes a R$ 0,1296 por ação ON e R$ 0,1425 por PN

Acionistas com direito até 27/06. Ex-JCP em 28/06

A data de pagamento não foi definida.

Ontem a ação PCAR3 encerrou cotada a R$ 92,82 e PCAR4 a R$ 87,30. Com base nestas cotações o retorno será de 0,14% para as ON e de 0,16% para as PN.


Arezzo (ARZZ3)   
Aprovado pagamento de JCP de R$ 20,3 milhões ou R$ 0,22 por ação. Ex-JCP em 27/06

Acionistas com direito até 27/06. Ações ex-JCP em 28/06.

O pagamento será realizado em 25/julho.

Ontem a ação ARZZ3 encerrou cotada a R$ 50,10 acumulando queda de 7,2% no ano. Com base nesta cotação o retorno para os acionistas é de 0,45%.


Multiplan (MULT3)   
Aprovado o pagamento de JCP de R$ 110 milhões, correspondente a R$ 0,1846 por ação

Acionistas com direito até 27/06. Ex-JCP em 28/06;

O pagamento será realizado em 31/maio/20.

Ontem a ação MULT3 encerrou cotada a R$ 27,96 acumulando alta de 15,6% no ano.

Com base nesta cotação o retorno para os acionistas será de 0,66%.


Concessões rodoviárias   
Dados melhores em maio

O tráfego total nas estradas pedagiadas brasileiras em maio/2019 aumentou muito em relação ao mesmo mês do ano passado (18,5%) e ligeiramente (0,4%) na comparação com abril.  Estes dados são divulgados pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

O forte crescimento na comparação com o ano passado, ocorreu em função da greve dos caminhoneiros, que parou as estradas brasileiras entre os dias 21 e 30 de maio/18.  O aumento da movimentação total de veículos em relação a abril ainda mostra uma debilidade da economia, evidenciada na redução de 1,8% no tráfego de veículos pesados.  A boa notícia foi o aumento de 0,7% no fluxo de veículos leves.  Outra boa notícia foi a reversão do número para os “Últimos doze meses”, que em abril era negativo em 1,1%, passando agora a positivo (1,3%) em maio;

Estes números são bons indicativos para o tráfego das maiores empresas do setor (CCR, Ecorodovias e Triunfo), que têm ações negociadas em bolsa.


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