Gerdau – Relatório de Análise

Demanda contida e resultados crescendo pouco

Neste momento, a demanda por aço não parece muito dinâmica nos principais mercados de atuação da Gerdau, que são o Brasil e a América do Norte.  Porém, na América do Sul, países como Peru e Colômbia estão crescendo muito e demandando mais produtos siderúrgicos.  Além disso, em Aços Especiais, o forte crescimento da produção de veículos no Brasil permite a elevação das vendas deste segmento.  Nossas expectativas ficam centradas no segundo semestre, quando se espera um melhor desempenho para a economia brasileira, sem queda na América do Norte.  Com isso, reduzimos o Preço Justo de GGBR4 de R$ 20,50 para R$ 19,60/ação, mantendo a recomendação de Compra.  Mesmo assim, destacamos que o fraco desempenho da ação no ano (alta de 2,1% contra uma valorização de 14,1% do Ibovespa), indica um bom momento para sua aquisição.

Pequeno avanço: Nossas projeções para o 2T19, indicam um resultado consolidado da Gerdau ligeiramente melhor que no trimestre anterior, que foi muito positivo.  Isso se deve ao aumento modesto da demanda no Brasil e quedas de preço na América do Norte, compensadas pelo crescimento na América do Sul e em Aços especiais;

Mercado de aços longos no Brasil: A Gerdau produz aços longos, planos e especiais. Porém, no Brasil o produto mais importante são os longos, responsáveis por 73,7% das vendas da unidade brasileira em 2018.  A recessão vivida pelo Brasil em 2015 e 2016, somada a uma recuperação muito tímida da economia, tem mantido as vendas de aços longos contidas.  Segundo os dados do Instituto Aço Brasil (IABr), o volume vendido deste tipo de aço nos primeiros cinco meses do ano foi de 2,8 milhões de toneladas, 0,1% menor que em igual período do ano passado.  Em maio, as vendas aumentaram 2,2% em relação ao mês anterior;

Os preços dos aços longos vendidos no mercado brasileiro cresceram expressivamente no ano passado, ficando estáveis em 2019.  Segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, os preços do vergalhão CA 50, aumentaram 16,5% em 2018 e mais 0,3% neste ano, até março.  A expressiva alta no ano passado permitiu a recuperação das perdas ocorridas nos três anos anteriores.  Para o restante do ano, esperamos que os preços permaneçam estáveis, sem considerar qualquer crescimento mais expressivos na demanda.  Apenas um incremento mais consistente das vendas no segundo semestre, abriria espaço para as siderúrgicas realizarem novas correções;

Bons resultados: A Gerdau apresentou uma diminuição expressiva nas vendas no 1T19, em função dos desinvestimentos, mas a redução da receita foi atenuada pela alta dos preços.  Os cortes nas despesas operacionais permitiram aumentos do EBITDA e no lucro.  No 1T19, o lucro líquido ajustado atingiu R$ 453 milhões (R$ 0,26 por ação), 45,1% maior que no trimestre anterior e praticamente igual (+0,3%) ao 1T18.

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