Banco PINE – Relatório de Análise

 Estratégia de pulverização da carteira com spreads adequados e melhora da eficiência operacional, permanece.

Revisamos nossas premissas e estimativas, incorporando o prejuízo líquido de R$ 41 milhões do 1T19, impactado mais uma vez pelo resultado da carteira monitorada, com o ROAE ainda em campo negativo. As perspectivas são de retomada gradual de rentabilidade, na medida em que a estratégia do banco venha sendo realizada através da pulverização da carteira (Corporate II com ticket médio de R$ 3,9 milhões); na redução da exposição na carteira Corporate I (ticket médio de R$ 12,5 milhões); e na busca por maior eficiência operacional.

Soma-se a redução do risco da carteira de crédito com ticket médio abaixo de R$ 9,0 milhões, a pulverização da captação via depósitos de pessoas físicas, do aumento do número de clientes ativos, e a manutenção de um balanço líquido. Nesse contexto consideramos um custo de capital do banco no nosso horizonte de projeção de 10,0%, mantivemos o crescimento de 3% na perpetuidade, e reduzimos o Preço Justo de R$ 3,70 para R$ 3,00/ação. Seguimos com recomendação de COMPRA e entendemos que uma melhor precificação deva vir a partir da efetiva melhora dos resultados.

O PINE continua consolidando sua estratégia de ampliação da atuação no segmento do Corporate II (empresas com faturamento até R$ 500 milhões, com exposição da carteira expandida, alcançando o saldo de R$ 4,2 bilhões no 1T19 (crescimento de 3,5% em relação ao 4T18); aliado a pulverização de risco da carteira de crédito, com um saldo de ticket médio abaixo de R$ 9,0 milhões. Destaque também para o aumento do número de clientes ativos em 28% (base 12 meses) para 490 grupos. A retomada do crescimento da Carteira de Crédito Expandida, reflete o esforço comercial na implementação da nova estratégia do banco. A inadimplência da carteira no 1T19, medida pelos atrasos acima de 90 dias, era de 0,7% e se compara a 0,9% do 4T18 e de 1,3% no 1T18.

 


 

 

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