Ibovespa acumula valorização de 4,5%

As principais notícias do mercado estão aqui, para você começar o dia bem informado.

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa acumulou valorização de 4,5% na primeira semana de 2019, com alta de 0,30% na sexta-feira, chegando aos 91.841 pontos. O giro financeiro foi de R$ 16,7 bilhões. No dia 02/01 voltou a ter ingresso de estrangeiros na B3, R$ 40,06 milhões, valor ainda inexpressivo, mas que pode mostrar uma tendência de retorno destes investidores ao nosso mercado, o que seria positivo para o índice. O dia foi de forte valorização nas bolsas de NY após o discurso de Jerome Powel, presidente do Fed. Mais cedo os dados do payroll, acima do esperado, haviam deixado preocupações quanto ao futuro dos juros americanos. Hoje a agenda econômica traz ainda nesta manhã, o índice de confiança do consumidor em janeiro e vendas a varejo em novembro na zona do euro com alta de 1,10% no A/A. As bolsas internacionais fecharam em alta na Ásia e caem na zona do euro, nesta manhã. Os futuros em NY indicam alta, mesmo com o ambiente interno sem definição para o orçamento do governo para 2019. Atenção para o desenrolar do encontro entre equipes dos EUA e da China para discutir uma solução para a crise comercial entre os dois países. O andamento destas reuniões deverá ditar o rumo dos mercados de bolsa.

Câmbio
Na sexta-feira, o dólar marcou a quinta queda consecutiva de 1,06%, cotado a R$ 3,7181 no mercado à vista. Na semana, três pregões, a moeda acumulou desvalorização de 4,06%. As declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de que a economia americana pode ir bem novamente em 2019 influenciaram os mercados.

Juros
Os juros futuros voltaram a subir na ponta mais curta após seguidas quedas. No final da sessão, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em jan/20 fechou em 6,52%, ante 6,49% do ajuste de quinta-feira. Na ponta mais longa, o vencimento de jan/25 passou de 8,97% para 8,95%.

ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS


CVC (CVCB3)
Crescimento de 17,4% nas reservas confirmadas no 4T18
A companhia divulgou dados bastante positivos para o desempenho operacional do 4T18 e no acumulado do ano, com os seguintes destaques:

  • O valor das reservas confirmadas no 4T18, somaram R$ 3,54 bilhões, aumento de 1,7,4% sobre o 4T17. Em 2018, o crescimento das reservas confirmadas atingiu 11,7%, totalizando R$ 13,261 bilhões;
  • Bom desempenho na Black Friday e os canais online,
  • No 4T18, foram abertas 42 lojas da CVC Lazer, totalizando 132 aberturas em 2018.

Os resultados acumulados nos 9M18 mostram crescimento nas principais contas. O lucro líquido ajustado da CVC Corp foi de R$ 92,8 milhões no 3T18 e R$ 220,0 milhões no 9M18, aumento de 27,0% e 34,8% em relação ao 3T17 e 9M17 Pro Forma, respectivamente.

A ação CVCB3 encerrou a sexta-feira cotada a R$ 59,95 acumulando queda de 2,0% em 2019. Em 2018, a ação valorizou 27,2%.


 

Equatorial Energia (EQTL3)
Aprovado financiamento junto a três bancos

A Equatorial Energia realizou contratos de financiamento com três (3) instituições: Banco Nacional do Nordeste (BNB), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco do Brasil, a partir dos quais a companhia equacionou o funding de 100% dos investimentos na Celpa e na Cemar até 2020. Para os projetos de Transmissão, os financiamentos de longo prazo contratados em 2018 totalizam 63% do financiamento esperado.

Cotadas a R$ 78,00/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 15,5 bilhões, seus papéis registram alta de 4,6% este ano e de 20,7% em doze meses. Os múltiplos para 2019 são: P/L de 16,8x e VE/EBITDA de 10,2x.


Cielo (CIEL3)
Contratação de Operação de Derivativo
O Conselho de Administração da Cielo aprovou em 4/jan/19 a possibilidade de contratação futura de operação de derivativo, de caráter de proteção à variação cambial sobre os bonds, orginalmente denominados em dólares norte-americanos, no valor de até US$ 470,0 milhões de principal, acrescidos de juros e impostos, na modalidade swap cambial e/ou non-deliverable forward – NDF.

  • Ao preço de R$ 10,15/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 27,6 bilhões, suas ações registram alta de 14,2% este ano e queda de 54,6% em doze meses. Os múltiplos para 2019 são: P/L de 8,5x e VE/EBITDA de 6,9x.
  • A contratação desta operação poderá ocorrer ao longo de 2019 e tem como principal objetivo assegurar a manutenção da política da companhia de proteção contra flutuações cambiais, ao mesmo tempo em que não são esperados, efeitos relevantes sobre o caixa.

Cemig (CMIG4)
Leilão em 18/jan/19 de participações em consórcios de exploração de petróleo e gás

A Cemig realizará em 18/jan/19 sua segunda tentativa de venda das participações que possui nos Consórcios de Exploração de Petróleo e Gás Natural em cinco blocos, quatro deles localizados na Bacia do São Francisco, no norte de Minas Gerais, e um na Bacia do Recôncavo, na Bahia. Em julho do ano passado, a companhia não obteve sucesso, pois não houve interessados.

  • Cotadas a R$ 13,86/ação (valor de mercado de R$ 20,2 bilhões) suas ações (CMIG4) registram alta de 118,0% em doze meses. O preço justo de R$ 16,00/ação traz um potencial de valorização de 15,4%.
  • A companhia ampliou a divulgação e realizou um ajuste no edital, passando a indicar um valor de referência para os ativos em vez de determinar um preço mínimo. Esta iniciativa abre espaço para o aceite de oferta por um valor abaixo do referenciado. Esse valor indicativo é de R$ 20,5 milhões para o conjunto das participações de 24,5% nos cinco consórcios, próximo ao valor patrimonial dos ativos.

Petrobras Distribuidora (BRDT3)
Recebimento de valores referente aos Instrumentos de Confissão de Dívidas

Na última sexta-feira, a Petrobras (BR) Distribuidora informou que recebeu a 8ª. parcela (R$ 142 milhões), referente  aos Instrumentos de Confissão de Dívidas – ICDs assinados com as Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras) e suas controladas distribuidoras de energia

  • A BR Distribuidora já recebeu um total de R$ 1.605 milhões refere a esta dívida;
  • O cumprimento do acordo por parte da Eletrobras, com o pagamento correto da dívida, é um fato muito positivo.

QGEP Participações (QGEP3)
Produção no 4T18 tem volume elevado

A empresa comunicou ao mercado que sua produção média diária no 4T18 foi 20,1 mil barris equivalentes de petróleo, extraída dos campos de Manati e Atlanta.  Este volume foi 7,5% maior que no trimestre anterior.

  • A produção média diária no 4T18 no campo de Manati, foi de 4 milhões de m³ de gás, que foi 7,7% abaixo da verificada no terceiro trimestre/2018;
  • No campo de Atlanta, a produção média diária de petróleo foi de 12,4 mil barris, quantidade 2,4% menor que no 3T18.  Porém, a parcela da QGEP neste campo agora é maior, porque o Tribunal Arbitral declarou a validade da expulsão da Dommo Energia do consórcio.  Com isso, a Dommo perdeu seus 20% de participação para a QGEP, que subiu para 50%.

Boletim Focus
Taxa Selic para 2019 mostra novo arrefecimento
Dentre as alterações contidas no Boletim Focus no último Boletim Focus desta segunda-feira, destaque para a manutenção das estimativas para o IPCA de 2018, com as atualizações dos últimos 5 dias registrando ligeiro crescimento. Para o PIB, a mediana das estimativas se mostrou estável, mesmo comportamento observado para a Taxa de Câmbio. Por fim, a Meta da Taxa Selic para o final de 2019 registrou novo arrefecimento, com destaque para o comportamento benigno da inflação, atribuído pelo Copom em sua última reunião do ano.

Com isso, para 2019, as expectativas para o IPCA ficaram em 4,01%, o PIB em 2,53%, Taxa de Câmbio R$/US$ 3,80 e a Meta da Taxa Selic em 7,00% a.a.

A mediana do agregado para a produção industrial registrou ligeiro recuo, sugerindo crescimento de 3,04% ante 3,17%, em 2019. Para os demais indicadores de relevância, não houve alteração em relação às estimativas anteriores.

Destaques do Boletim Focus publicado na segunda-feira, para 2019:

  • IPCA: 4,01%;
  • IPCA (atualização dos últimos 5 dias): 4,00%;
  • PIB: 2,53%
  • Taxa de Câmbio: R$/US$ 3,80;
  • Meta Taxa Selic: 7,00% a.a.

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