Ibovespa recupera e marca alta de 1,94%

MERCADO


Bolsa
A segunda-feira foi de recuperação na B3 nas bolsas mundiais e o Ibovespa marcou alta de 1,94% aos 100.274 pontos e giro financeiro de R$ 24,8 bilhões (R$ 22,6 bilhões no à vista). A expectativa em relação à agenda mais carregada a partir desta terça-feira e os dados econômicos positivos divulgados ontem na China, seguem impulsionando as bolsas, que mostram alta firme hoje, no exterior. O fechamento na Ásia foi positivo e na zona do euro a alta é generalizada. Os investidores estão aguardando a reunião de política do Federal Reserve na quarta-feira para avaliar as perspectivas para os mercados, mas os mercados têm mostrado mais volatilidade. Na China, destaque para o crescimento de 5,6% (a/a) na produção industrial de agosto e 4,5% sobre junho. Na Europa, o ministro da economia alemão disse que o país crescerá fortemente no 3T20, mas provavelmente não atingirá o nível anterior à crise até 2022. Do lado doméstico, a reunião do Copom que definirá a taxa Selic amanhã, não deverá ter influência sobre o mercado. A agenda econômica de hoje vem concentrada em dados do Estados Unidos em agosto, com índices e preços e produção industrial.

Câmbio
O bom humor nas bolsas ajudou para derrubar o dólar ontem de R$ 5,3093 para R$ 5,2723 (- 0,70%). O real foi a moeda com melhor desempenho no mercado internacional, considerando uma cesta das 34 divisas mais líquidas.

Juros
Os juros futuros começaram a semana do Copom com taxas em queda, A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/22 fechou em 2,810%, de 2,853% no ajuste de sexta-feira, O DI para jan/27 encerrou com taxa de 6,920%, de 6,973% no último ajuste..


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

B2W (BTOW3)
Concluído o aumento de capital com rateio de sobras  totalizando R$ 4,0 bilhões

A B2W informou ontem que subscreveu 5.590.813 ações ordinárias durante o rateio de sobras do seu aumento do capital, encerrado no último dia 8 de setembro. Ao final do exercício do direito de preferência, do rateio de sobras e da alocação das sobras adicionais, foram subscritas 34.782.609 ações ao preço de emissão de R$115,00 por ação, totalizando R$ 4.000.000.035,00.

Foram subscritos 100% das ações disponíveis para subscrição no âmbito do aumento de capital.

Ontem a ação BTOW3 encerrou cotada a R$ 100,47 acumulando alta de 60,4% no ano. A ação atingiu seu pico histórico em 23 de julho 2020 cotada a R$ 127,47.


Minerva S.A. (BEEF3)
Proposta de combinação de negócios entre a Athena Foods e SPAC

A Minerva assinou uma carta de intenções não vinculativa, com uma sociedade de propósito específico para aquisição, listada na bolsa de valores NASDAQ (“SPAC”), em respeito a potencial combinação de negócios com Athena Foods.

No momento, SPAC tem US$ 200 milhões em caixa para financiar aquisições, e pretende realizar uma oferta privada (private placement) para obter até US$ 100 milhões adicionais.

Tendo em vista o disposto na Carta de Intenções, quando da consumação da Operação, Minerva prevê ser titular de aproximadamente 75% do capital da entidade remanescente e receber cerca de US$ 200 milhões em cash. Os recursos serão utilizados no crescimento e aquisições da Athena Foods, contribuindo também para a desalavancagem da Minerva.

A transação corresponde a um Enterprise Value (EV) proforma de US$ 1,354 bilhão, e um múltiplo EV/EBITDA 2021E de 5,66x e de 5,00x para 2022E


Banrisul (BRSR6)
Plano de Desligamento Voluntário

O Banrisul encaminhou ontem (14/setembro), para análise e apreciação das entidades sindicais, a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho contemplando o plano de desligamento de empregados com quitação do contrato de trabalho, denominado Plano de Desligamento Voluntário (“PDV”).

•       Poderão aderir ao PDV empregados aposentados ou não pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

•       O número de desligamentos contemplados no PDV será de até 1.500 empregados, com preferência para os aposentados pelo INSS ou aptos para tanto.

Caso aprovado e firmado o acordo, as etapas seguintes necessárias para sua implementação serão adotadas pelo Banrisul.


JBS S.A. (JBSS3)
Resgate do saldo remanescente das Notas 2024

A JBS comunicou ontem (14/setembro) a intenção de resgatar, em dinheiro, a totalidade do saldo remanescente do principal de US$ 450 milhões das Notas Sêniores com cupom de 5,875% e vencimento em 2024 emitidas pela JBS USA Food Company, JBS USA Lux S.A. e JBS USA Finance, Inc., em conjunto (“Notas 2024”).

O preço de resgate das Notas 2024 será igual a 101,958% do montante principal adicionado de juros acruados e não pagos até, porém excluindo, a data de resgate.

O resgate das Notas 2024 deverá acontecer em 14 de outubro de 2020 e reduzirá as despesas anuais com juros em US$ 26,4 milhões.

Ao final de junho de 2020 a dívida líquida consolidada da JBS era de R$ 54,5 bilhões (2,1x o EBITDA), com disponibilidade total de R$ 31,3 bilhões, incluindo as linhas de crédito pré-aprovadas. Seguimos com uma visão positiva para a companhia, recomendação de COMPRA e preço justo de R$ 32,00/ação.


Santos Brasil (STBP3)
Oferta pública de ações de R$ 1,3 bilhão

O Conselho de Administração da Santos Brasil aprovou a realização de oferta pública de distribuição primária de ações da companhia de, incialmente, 192.680.000 ações ordinárias com esforços restritos. O oferta poderá ser acrescida em até 35% com o lote adicional, ou seja, até 67.438.000 ações.

Considerando a cotação de fechamento de ontem de R$ 5,19 a operação poderá somar R$ 1.000.009,00 sem o lote adicional e R$ 1.350.012.420,00 se considerada a colocação de todo o lote adicional.

No 2T20, a Companhia registrou prejuízo líquido de R$ 9,4 milhões, comparado ao lucro líquido de R$ 6,3 milhões no 2T19. No acumulado do 1S20, o prejuízo foi de R$ 22,7 milhões ante uma perda de R$ 2,7 milhões no mesmo período de 2019.

Ontem a ação STBP3 encerrou cotada a R$ 5,19 com queda de 36,3% no ano. O valor de mercado da companhia é de R$ 3,47 bilhões.


Petrobras (PETR4)
Revisão do portfólio de investimentos em Exploração & Produção

Na noite de ontem, a empresa informou que revisou o conjunto dos seus investimentos em Exploração e Produção (E&P), reduzindo o volume de recursos a ser empregado e concentrando nos campos mais produtivos.

· As principais premissas para esta revisão foram: foco na desalavancagem com uma expectativa de atingir uma dívida bruta de US$ 60 bilhões em 2022 (US$ 91,2 bilhões no 2T20) e breakeven para os projetos com petróleo do tipo Brent cotado a US$ 35 por barril;

· Dentro deste novo cenário, os investimentos estimados para a área de E&P foram reduzidos de US$ 64 bilhões estimado no Plano Estratégico 2020 para a faixa de US$ 40-50 milhões no período de 2021-2025, sendo 71% no pré-sal (35% somente no Campo de Búzios). Esta queda foi conseguida com a otimização dos ativos a serem investidos e a desvalorização do real, mas mantendo os compromissos com a Agência Nacional do Petróleo;

· Preliminarmente, esta revisão é positiva por diminuir os investimentos e aumentar o foco em campos mais produtivos, o que deve levar a um aumento na rentabilidade da empresa. Os novos níveis de produção irão indicar se haverá impacto relevante no volume a ser produzido, devido à redução nos investimentos.


Vale (VALE3)
Pré-pagamento de dívidas

Pouco antes do pregão de ontem, a empresa informou que vai realizar o pagamento antecipado de US$ 5 bilhões, referente a linhas de crédito rotativo que foram sacadas em março de 2020, como precaução para a crise que ali estava começando.

· A Vale irá pagar US$ 2 bilhões que venceriam em junho de 2022 e US$ 3 bilhões em dezembro de 2024;

· Está é uma boa notícia, indicando que a empresa retomou sua geração de caixa normal. Soma-se a este pré-pagamento a retomada na distribuição de dividendos, como evidência do bom nível de geração da empresa.


 

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