Bolsa sofre queda de 2,43% e fica negativa no mês

MERCADO


Bolsa
A volatilidade segue presente no mercado de ações, e o Ibovespa não conseguiu se sustentar do lado positivo mais uma vez. Ontem o fato novo foi a operação da Polícia Federal na sede da Petrobras no Rio de Janeiro, cumprindo mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Lava Jato. O Ibovespa fechou a quinta-feira em baixa de 2,43%, aos 98.835 pontos, com giro financeiro de R$ 27,7 bilhões no total e R$ 24,4 bilhões no à vista. As bolsas de NY também vêm sofrendo pressão vendedora, após uma sequência de recordes nas semanas anteriores e agora avaliando mais cuidadosamente um cenário político que não é nada favorável no momento. A aversão ao risco no curto prazo deverá manter os mercados em compasso de espera, com as apostas parece que ainda concentradas somente na chegada de vacinas para o vírus, ao mercado, o que não acontecerá no curtíssimo prazo. A agenda econômica de hoje vem carregada de indicadores lá de fora, concentrados na China (oferta monetária e novos financiamentos,) e Estados Unidos. (IPC de agosto e Pesquisa econômica Bloomberg para o país). As bolsas mostram alta no fechamento da Ásia e queda na zona do euro, nesta manhã.  Os futuros de NY sinalizam recuperação após a queda de ontem, mas na Europa, investidores avaliam o discurso da presidente do BCE, Christine Lagarde avaliando que novos incentivos deverão ser necessários para a região. Por aqui, o mercado seguem sem um bom referencial para voltar a subir com consistência.

Câmbio
Ontem, se considerada as preocupações no mercado, o dólar teve uma alta considerada modesta de 0,22%, passando de R$ 5,3077 para R$ 5,3194.

Juros
O mercado de juros futuros teve dia de alta em dia de leilão do tesouro, que tem mais uma sessão marcada para hoje. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/22 passou de 2,793% para 2,84% e para jan/27 a taxa avançou de 6,743% para 6,95%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Azul (AZUL4)
Tráfego em agosto/20 e metas de malha para outubro

A Azul divulgou ontem o desempenho operacional de agosto com aumento de 26,4% no tráfego de passageiros consolidado (RPKs) sobre julho/20, ante um crescimento de 33,3% na capacidade (ASKs), resultando em uma taxa de ocupação de 75,5%. A taxa de ocupação doméstica foi de 75,7% e a internacional totalizou 72,7%. Em agosto a empresa aumentou em 40% sua capacidade doméstica comparada com o mesmo período no ano passado.  Segundo a empresa, houve aumento também na tarifa e na receita.

Metas para outubro:

  • A Azul espera operar 505 decolagens diárias nos dias de maior demanda em outubro para 89 destinos.
  • A capacidade total representará aproximadamente 55% dos ASKs no mesmo período do ano passado e a capacidade doméstica representará 60% dos ASKs domésticos de outubro de 2019.

No 1S20 a empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 9,1 bilhões influenciado pela perda com derivativos e variação cambial. O prejuízo líquido ajustado para estas perdas somou R$ 2,5 bilhões. A ação AZUL4 encerrou ontem cotada a R$ 26,10 com queda de 55,2% no ano.


Sul América S.A. (SULA11)
Concluída a compra da Paraná Clínicas por R$ 396 milhões

A Sul América S.A. através da sua controlada indireta Sul América Companhia de Seguro Saúde, após o cumprimento das condições precedentes previstas em contrato, concluiu ontem (10/setembro), a aquisição da Paraná Clínicas – Planos de Saúde S.A.

O preço pago de R$ 396 milhões contemplou os resultados do período desde a assinatura do contrato e R$ 9 milhões referentes à aquisição e investimentos em um novo centro médico ainda em construção em São José dos Pinhais (PR) que ampliará a capilaridade e capacidade de atendimento na região.

Fundada em 1998 a Paraná Clínicas é a 5ª maior operadora de planos de saúde do estado do Paraná, com mais de 90 mil beneficiários e centros clínicos que suportam sua operação, assim como o credenciamento do Hospital Santa Cruz do Grupo Rede D’Or São Luiz. No primeiro semestre de 2020, a Paraná Clínicas registrou receitas de R$ 103 milhões e índice de despesas assistenciais de 69%, segundo dados da ANS.

De acordo com a SulAmérica, a compra representa um importante movimento para reforçar sua posição e relevância no Sul do Brasil, com um novo padrão de ticket médio, ampliando seu portfólio de produtos e market share na região para mais de 5% (em termos de beneficiários).


Vale (VALE3)
Pagamento de proventos

Após o pregão de ontem, a empresa informou que seu Conselho de Administração aprovou o pagamento de uma remuneração para aos acionistas cujo total (antes do Imposto de Renda) é de R$ 2,4075 por ação. Este provento será composto por sendo R$ 1,4102 por ação na forma de dividendos e R$ 0,9973/ação como juros sobre o capital próprio (JCP).
• O pagamento deste provento será realizado no dia 30 de setembro de 2020, com base nos registros dos acionistas em 21 de setembro. Portanto, a partir do 22 de setembro VALE3 será negociada “ex-direitos”.
• Considerando a cotação de VALE3 ontem, estes proventos permitem um retorno bruto de 4,1%;
• É importante lembrar que, no final de agosto, o Ministério Público Federal em Minas Gerais entrou com uma nova ação judicial, que entre outras demandas pede um bloqueio de recursos da empresa no valor de R$ 26,7 bilhões e a suspensão do pagamento de dividendos. Nesta semana, a justiça negou a urgência da intervenção, mas o processo prossegue.


Braskem (BRKM5)
Início das operações da nova fábrica nos EUA

• Na noite de ontem, a empresa informou que iniciou a produção comercial de polipropileno em sua nova fábrica na cidade de La Porte (Texas) nos Estados Unidos;
• Esta nova unidade tem uma capacidade de produção de 450 mil toneladas de polipropileno por ano, com orçamento de investimentos em US$ 675 milhões;
• Vale lembrar que a empresa informou na semana passada, que a forte demanda por resinas no mercado interno levou à normalização da taxa de utilização das suas centrais petroquímicas no Brasil. Segundo a Braskem, as vendas de resinas em agosto/2020 superaram 350 mil toneladas, volume recorde no país.


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