Ibovespa cai 36,9% no 1T20 e segue com cenário inalterado

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa encerrou março com desvalorização de 29,9% e 36,86% no 1º trimestre, com a disseminação do coronavírus no mundo. Foi o pior desempenho trimestral na história a B3. Ontem, a queda foi de 2,17% aos 73.020 pontos, com giro financeiro total de R$ 24,0 bilhões. A agenda econômica desta quarta-feira traz, do lado doméstico, a produção industrial de fevereiro com 0,5% M/M e -0,4% A/A e a balança comercial de março, além do IPC-S de março em 0,34% acima de 0,18% em fevereiro. Nos EUA saem vários dados econômicos que não deverão desviar o foco do vírus. As bolsas internacionais negociam em baixa. O mês abril inicia sem mudança de cenário para a bolsa, considerando ainda o aumento de casos de contaminação pelo vírus e a pressão sobre o governo na busca de soluções para amenizar os prejuízos em geral.

Câmbio
Nesse ambiente de grande volatilidade o dólar registrou sua maior alta mensal desde 2011. Ontem a moeda à vista fechou a R$ 5,2053 após alta de 0,2%.

Juros
Juros futuros seguem em queda com a taxa do contrato e Depósito Interfinanceiro (DI) para jan;21 renovando mínima histórica, fechando em 3,235% de 3,394% no dia anterior. O DI para jan/27 terminou com taxa de 7,48%, de 7,532%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Helbor (HBOR3)
No 4T19, prejuízo líquido de R$ 26,9 milhões e no ano, R$ 104,2 milhões

A Helbor mostrou redução nos prejuízos do trimestre e em 12 meses mas ainda segue com números ruins num momento em que a esperada retomada do setor é interrompida pela paralisação da economia. A empresa reduziu sua dívida liquida em 45%, de R$ 1,6 bilhão em 2018 para R$ 878,6 milhões em dez/19 (54,9% do patrimônio líquido).

A ação HBOR3 teve um bom momento em 2019 (alta de 201,3%). Com o aparecimento do coronavírus a ação acumula 58,7% de queda no ano, cotada a R$ 1,88 no fechamento de ontem.


BRF S.A. (BRFS3)
Companhia contratou R$ 1,4 bi em linhas de financiamento de um ano

A BRF contratou, entre 25 e 31 de março de 2020, linhas de financiamento junto a instituições financeiras no Brasil, no montante agregado de, aproximadamente, R$ 1,4 bilhão e prazo de um ano, com o objetivo de reforçar, preventivamente, o seu nível de liquidez durante esse período de grande volatilidade.

A companhia ressalta ainda que, em 27 de dezembro de 2019, contratou uma linha de crédito rotativo (revolving credit facility) junto ao Banco do Brasil, no montante de até R$ 1,5 bilhão, pelo prazo de até 3 anos e cujos recursos não foram desembolsados.


Neoenergia (NEOE3)
Parcelamento de conta de energia elétrica

A Neoenergia, que controla distribuidoras de energia na Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, decidiu oferecer o parcelamento da conta de energia elétrica em até 12 vezes no cartão de crédito, com o objetivo de ajudar os clientes a não acumular faturas vencidas diante do atual contexto provocado pela pandemia do Covid-19.

Essa iniciativa veio após a proibição temporária da Aneel, do corte no fornecimento de energia por inadimplência para consumidores residenciais, rurais e urbanos, e de serviços essenciais.

A modalidade de pagamento permite, ainda, a quitação da fatura em uma única vez à vista, sem juros. No cenário atual, o aumento da inadimplência, preocupa as distribuidoras. Os encargos por atraso, no entanto, estão mantidos.


Vulcabrás (VULC33)
Venda das operações em Sergipe por R$ 41,5 milhões

A Vulcabras fechou ontem(30/03) a venda de suas operações no estado de Sergipe para a Dok Participações. A venda foi anunciada pela Vulcabras em janeiro. O valor final da transação foi de R$ 41,493 milhões e a operação envolveu todos os ativos e passivos, inclusive de capital de giro.

Ontem a ação VULC3 encerrou cotada a R$ 4,07 com desvalorização de 48,5% em março e 55,8% no ano. A ação está cotada a 0,92x o seu VPA.


Petrobras Distribuidora (BRDT3)
Adiamento da AGO/AGE e postergação no pagamento de proventos

Após o pregão de ontem, a empresa informou que alterou a data de sua Assembleia Geral Ordinária e da Extraordinária (AGO e AGE), que ocorrerão em conjunto, para o dia 30 de abril. Além disso, a Petrobras (BR) Distribuidora vai postergar o pagamento de proventos.

Os dividendos já declarados (R$ 540,3 milhões) terão seu pagamento postergado de 30/junho para o dia 30/setembro de 2020. Para atender ao dividendo mínimo, a empresa vai propor à AGO a distribuição de dividendos no valor de R$ 49,8 milhões, que também serão pagos em 30/setembro. Estes dois valores somam R$ 590,2 bilhões (R$ 0,51 por ação);
Será retido temporariamente o pagamento de R$ 534,0 milhões, que foi declarado como dividendo adicional, sem data definida para pagamento.


Petrobras (PETR4)
Andamento de dois processos de desinvestimentos

Na noite de ontem, a empresa emitiu comunicados sobre dois processos de desinvestimentos, que são as vendas de 10% da Nova Transportadora do Sudeste S.A. (NTS) e a totalidade da participação nos campos de Merluza e Lagosta.

  • No primeiro comunicado, a Petrobras informou o início da etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda de sua participação remanescente (10%) na NTS.  A Petrobras vendeu 90% das ações da NTS em abril de 2017 por US$ 5,1 bilhões;
  • No segundo comunicado, a Petrobras informou sobre o início da fase vinculante para venda da totalidade de sua participação nos campos de Merluza e Lagosta.  Os dois campos estão localizados em águas rasas (lâmina d’água de 135 metros) da Bacia de Santos.  Os campos operam desde 1993, conectados à plataforma fixa de Merluza (PMLZ-1).  Em 2019, a produção média dos campos foi de 3,6 mil barris de óleo equivalente ao dia.

 

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