Bolsa sobe 1,65% com investidores garimpando oportunidades

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa iniciou a semana em alta (1,65%) aos 74.639 pontos, acompanhando a curva das bolsas americanas com boa recuperação no dia. O giro financeiro foi de R$ 19,9 bilhões, abaixo a média de pregões anteriores. Mesmo com noticiário político e econômico conturbado por conta do vírus, investidores buscam oportunidades na bolsa. Na reta final, março acumula queda de 28,35% até ontem. Hoje a agenda econômica traz em destaque, do lado doméstico, o coeficiente (% dívida/PIB). A taxa de desemprego nacional de janeiro e fevereiro a ser divulgada durante o dia, está suspensa até a completa atualização dos dados pelas empresas. Do lado externo poucos indicadores para hoje. Na reta final da safra de resultados de 2019, aumenta o garimpo na B3. Hoje as bolsas internacionais e futuros americanos operam em alta.

Câmbio
O dólar refletiu mais uma vez a aversão ao risco no exterior com investidores atentos aos efeitos da pandemia na economia. Ao final fechou com alta de 1,85% a R$ 5,1943.

Juros
Os juros futuros seguem imunes aos efeitos do vírus. Enquanto outros mercados estão sendo chacoalhados, as taxas de juros futuros ainda encontram espaço para queda. Ontem a taxa do DI para jan/21 reduziu de 3,499% para 3,395% (piso histórico) e a do DI para jan/27, passou de 7,642% para 7,53%. O volume de negócio foi reduzido.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

JSL (JSLG3)
Empresa mostra ótimos resultados com Lucro Líquido Recorde de R$319 milhões em 2019, crescimento de 68% no ano.

A JSL teve resultados recordes em 2019. Receita Líquida atingiu R$9,7 bilhões, crescimento de 19,9% em relação ao ano anterior. O EBITDA foi de R$2,1 bilhões, sendo 32,5% maior e Lucro Líquido cresceu 68,4%, atingindo recorde de R$318,6 milhões. Houve redução da alavancagem de 4,2 vezes para 3,6 vezes na relação dívida líquida/EBITDA.

Em 2019, a dívida líquida do grupo totalizou R$7,6 bilhões, um aumento de R$509,4 milhões, 7,2% na comparação com o 3T19. Na comparação anual, houve incremento de R$852,9 milhões, ou +12,7% a/a, sobretudo devido ao investimento realizados na expansão dos negócios intensivos em capital que contribuem para a geração de caixa.

Quanto ao cenário de pandemia do Covid-19, a empresa diz que maior parte da receita do Grupo JSL é originada de serviços considerados essenciais. Diz também que está tomando todas as medidas necessárias para reduzir custos, manter geração de receita e reforçar ainda mais nossa liquidez, que já estava em patamares elevados.

A JSLG3 encerrou cotada a R$13,87 reais com queda de no ano 47,9%.


Linx (LINX3)
Queda de 45,3% no lucro líquido de 2019, somando R$ 38,9 milhões

O lucro líquido foi de R$ 9,4 milhões no 4T19, R$ 7,8 milhões abaixo do 4T18 em função principalmente da não utilização dos benefícios dos juros sobre capital próprio no ano de 2019.
Em 2019, o lucro líquido ficou em R$ 38,9 milhões, queda de 45,3% em relação a 2018 (R$71,1 milhões), reflexo do forte crescimento nos custos dos serviços prestados, (50,5% no 4T19 e 38,9% no ano). Além disso, as despesas de vendas e marketing e o resultado financeiro também pesaram sobre o resultado final da empresa.

Ontem a ação LINX3 encerrou cotada a R$ 19,48 com queda acumulada de 45,0% neste ano e 2,6% no último pregão.


Cogna Educação (COGN3)
Lucro líquido de R$ 51,6 milhões no 4T19, queda de 73,1%. No ano a redução foi de 48,9%

A companhia encerrou o 4T19 com receita liquida de R$ 1,92 bilhão, aumento de 0,5% sobre o 4T18 e no ano a receita somou R$ 7,0 bilhões, evolução de 15,9% sobre 2018. O EBITDA do 4T19 caiu 9,5% ficando em R$ 535,0 milhões e no ano a redução foi de 2,4% para R$ 2,42 bilhões.

O lucro líquido ajustado caiu de R$ 191,8 milhões no 4T18 para R$ 51,6 milhões no 4T19 e em 12 meses a queda foi de 48,9% de R$ 1,51 bilhão para R$ 772,0 milhões.

A ação COGN3 encerrou ontem cotada a R$ 5,06 com queda de 4,9% e no ano a desvalorização é de R$ 55,7%.


ENEVA (ENEV3)
Operação com a AES Tietê será feita por financiamento bancário

A Eneva afirmou, em resposta a questionamento da CVM, que vai levantar o montante de R$ 2,75 bilhões para a operação com a AES Tietê por financiamento bancário até que seja possível refinanciar o montante “em condições melhores no mercado de debêntures”, após a pandemia do coronavírus.

Segundo comunicado “é de se esperar que, neste momento, a companhia opte por utilizar linhas de crédito tradicionais com instituições financeiras, mantendo os empréstimos até que as condições do mercado de capitais brasileiro se tornem mais atrativos e permitam melhores condições para eventual refinanciamento”.

A diretoria da Eneva está confiante na realização da operação, cuja proposta envolve montante de R$ 6,6 bilhões, sendo 60% em ações da nova companhia e 40% em dinheiro. Ao final de dez/10 a Eneva detinha em caixa R$ 1,8 bilhão, mas no contexto atual, a companhia deve otimizar os recursos, buscando financiamento de parte ou totalidade dos valores a serem pagos.


Banco Inter S.A. (BIDI11)
Nova parceria com a Mastercard

O Banco INTER celebrou ontem (30/março) um novo acordo estratégico de incentivos com a MasterCard, uma das empresas líderes em tecnologia com foco na indústria global de pagamentos. A parceria, que terá duração de 10 (dez) anos e prevê a exclusividade da bandeira MasterCard na emissão dos cartões pelo Banco INTER, reforça o relacionamento de longo prazo entre as empresas e permitirá ao banco a obtenção de maiores ganhos de escala e eficiência, além de incentivos financeiros, que poderão ser investidos na área de cartões e meios de pagamento.

Desde 2016 o Banco Inter é emissor de cartões MasterCard e 100% de seus correntistas recebem um cartão múltiplo, internacional e sem anuidade da bandeira na abertura de conta, nas modalidades Gold, Platinum, Black ou Micro Business.

Até hoje, 31 de março de 2020, os acionistas do banco fazem jus ao JCP referente ao 1T20 de R$ 0,069307257/Unit. O retorno líquido estimado é de 0,2%. O pagamento ocorrerá em 8 de abril.


Petrobras Distribuidora (BRDT3)
Recebimento da Eletrobras

A empresa informou na noite de ontem, que recebeu a 23ª parcela dos Instrumentos de Confissão de Dívida (ICDs) da Eletrobras no valor de R$ 36 milhões.

  • A Petrobras Distribuidora já recebeu um total de R$ 4.348 milhões desde a assinatura dos ICDs em 2018;
  • Estes ICDs foram assinados em abril/2018, entre a Petrobras Distribuidora e a Eletrobras, juntamente com algumas de suas controladas (Eletrobras Amazonas, Eletrobras Roraima, Eletrobras Rondônia e Eletrobras Acre), para o pagamento de débitos com valor de R$ 4,6 bilhões;

O recebimento deste valor é uma boa notícia para a empresa, com impacto direto no resultado do 1T20, dado que esta dívida já havia sido inteiramente provisionada


Distribuidoras de Combustíveis 
Declaração de “força maior” nas compras de etanol

A companhia encerrou o 4T19 com receita liquida de R$ 1,92 bilhão, aumento de 0,5% sobre o 4T18 e no ano a receita somou R$ 7,0 bilhões, evolução de 15,9% sobre 2018. O EBITDA do 4T19 caiu 9,5% ficando em R$ 535,0 milhões e no ano a redução foi de 2,4% para R$ 2,42 bilhões.

O lucro líquido ajustado caiu de R$ 191,8 milhões no 4T18 para R$ 51,6 milhões no 4T19 e em 12 meses a queda foi de 48,9% de R$ 1,51 bilhão para R$ 772,0 milhões.

A ação COGN3 encerrou ontem cotada a R$ 5,06 com queda de 4,9% e no ano a desvalorização é de R$ 55,7%.


 

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