Após fortes oscilações, Ibovespa fecha em alta de 2,15% com destaque para Petrobras

MERCADO


Bolsa
Após um dia de forte volatilidade, oscilando entre queda de 7,78% e alta de 4,75% o Ibovespa fechou com valorização de 2,15% aos 68.332 pontos, acompanhando o comportamento das bolsas americanas. O giro financeiro foi de R$ 34,5 bilhões. Em dia de agenda esvaziada destaque nos EUA para o indicador de Vendas de casas já existentes de fevereiro. O Senado Federal pretende votar decreto de calamidade pública encaminhado pelo governo federal nesta sexta-feira, segundo a agência Senado Notícias. Ao mesmo tempo, no documento, atualizado a cada dois meses na entrega ao Congresso, o governo deve reduzir para 0,50% sua projeção para o PIB deste ano. Bolsas no mundo sobem, petróleo em alta, assim como os futuros americanos. Nesse cenário, esperamos um dia positivo.

Câmbio
Mesmo num mercado volátil o exterior trouxe algum alívio após o Fed anunciar linhas de swaps em dólar com mais nove bancos centrais, incluindo o brasileiro, repetindo medida adotada na crise de 2008. O dólar subiu na abertura, desacelerou, e no final, fechou com queda de 0,28% a R$ 5,0947, com a ajuda também de um novo leilão de moeda à vista feito pelo BC.

Juros
No final do dia de ontem, com os mercados mais calmos e operando em campo positivo, os juros futuros no curto prazo caíram em resposta ao corte de 0,50pp da Selic pelo Copom para 3,75% interpretada por parte do mercado como “tímida”. Já os longos subiram, com a adição de prêmios de riscos devido ao cenário global com Covid-19 e o receio fiscal doméstico. Ao final da sessão regular o DI Janeiro 21 caía 1,5 pontos para 3,985% enquanto o DI Janeiro 23 subia 7 pontos para 7,1%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Copasa (CSMG3)
Lucro de R$ 255 milhões no 4T19, acima do esperado

A Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais (Copasa) registrou no 4T19 um lucro líquido de R$ 255,3 milhões, 43% superior ao lucro de R$ 178,0 milhões do 4T18, e acima das nossas projeções com destaque para o aumento de preços em função do reajuste médio autorizado; o melhor resultado financeiro e notadamente o resultado operacional, que no conjunto, compensaram a queda dos volumes comercializados no trimestre.

No acumulado de 2019 o lucro líquido cresceu 30% em relação a 2018 somando R$ 754,4 milhões. Seguimos com recomendação de COMPRA e Preço Justo de R$ 85,00/ação (potencial de alta de 123%). Ao preço de R$ 38,09/ação (valor de mercado de R$ 4,8 bilhões) a ação CSMG3 registra queda de 44,0% este ano. Os múltiplos para 2020 apontam para um P/L de 5,0x e VE/EBITDA de 5,1x.

Com base no resultado o conselho de administração da companhia, reunido ontem (19/março), aprovou a declaração dos Juros sobre o Capital Próprio (JCP) referente ao 4T19 no valor bruto de R$ 84,5 milhões, equivalente a R$ 0,6685937152/ação. Serão consideradas as posições de ações do dia 25/03/20, ficando as ações “ex” juros em 26/03/20. A data do pagamento será definida na AGO de 2020 e o retorno líquido trimestral estimado é de 1,5%. O conselho também definiu o payout para 2020 em 25%..


Cemig (CMIG4)
Lucro líquido de R$ 497,5 milhões no 4T19 e R$ 3,1 bilhões em 2019

A Cemig registrou no 4T19 um lucro líquido de R$ 497,5 milhões, representando queda de 50,4% em relação ao lucro de R$ 1,0 bilhão de igual trimestre do ano anterior. Esse resultado foi construído a partir do crescimento de 16,8% da receita líquida que somou R$ 6,4 bilhões no 4T19. O EBITDA cresceu 0,5% para R$ 993,4 milhões

Tomando por base o resultado acumulado de 2019 em relação a 2018, o lucro líquido cresceu 84,0% para R$ 3,1 bilhões, explicado pelo incremento de 14,0% da receita líquida que alcançou R$ 25,4 bilhões e o incremento de 15,7% do EBITDA para R$ 4,4 bilhões.

A energia vendida (exluindo CCEE) foi de 14.202 GWh após queda de 1,0% ante o 4T18. Em base anual a energia vendida caiu 0,9% totalizando 55.045 GWh. Ressalte-se a continuidade na melhora dos resultados da Cemig D no 4T19, com destaque para o Lucro líquido de R$ 393 milhões, que se compara a R$ 189 milhões no 4T18. O lucro de 2019 somou R$ 1,64 bilhão (o maior já registrado);

A companhia nomeou os diretores Leonardo Magalhães (Finanças e RI), Eduardo Soares (Jurídico) e Rafael Noda (CemigPar).


Cyrela Brazil Realty S.A. (CYRE3)
Lucro de R$ 149 milhões no 4T19 (acima do esperado)

A Cyrela registrou no 4T19 um lucro líquido de R$ 149 milhões que se compara ao lucro de R$ 104 milhões no 3T19 e lucro de R$ 116 milhões no 4T18. No acumulado de 2019 o lucro somou R$ 416 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 84 milhões de 2018. O ROAE , excluindo participações minoritárias, foi de 8,4% em 2019.

De acordo com a companhia, a Cyrela apresentou um quarto trimestre positivo em relação ao desempenho operacional, com destaque para o volume de lançamentos e a forte velocidade de vendas desses lançamentos, de 45% no mesmo trimestre, reforçam a assertividade, a qualidade e a rentabilidade.

As vendas no trimestre somaram R$ 2,06 bilhões, 15,5% inferiores ao realizado no 4T18, acumulando em 2019 vendas de R$ 6,6 bilhões, 30% maiores do que 2018. A receita líquida foi de R$ 1,2 bilhão no 4T19 (quedade 7,4% em 12 meses) e de R$ 3,9 bilhões (+24,9% ante 2018). Os lançamentos somaram R$ 2,4 bilhões no 4T19, 12% inferior ao 4T18 e de R$ 6,8 bilhões e crescimento de 35% em 2018.

A geração de caixa somou R$ 245 milhões no 4T19 ante R$ 137 milhões no 4T18, acumulando R$ 669 milhões em 2019 ante R$ 805 milhões em 2018, com baixo endividamento líquido e forte posição de caixa. A margem bruta subiu de 25,1% no 4T18 para 31,2% no 4T19. No acumulado de 2019 a margem bruta foi de 30,9% e de 26,5% em 2018.


Vale (VALE3)
Operações no Terminal da Malásia

A empresa informou na noite de ontem que não mais fechará seu centro de distribuição na Malásia, denominado Terminal Marítimo Teluk Rubiah, (TRMT).

· Na quarta-feira, a Vale havia informado que o terminal seria fechado, já que restrições impostas pelo governo local ao transporte entre cidades, limitaria o acesso dos trabalhadores ao TRMT.

· Portanto, é uma boa notícia o não fechamento do terminal na Malásia, facilitando as operações da empresa.

 


Randon (RAPT4)
Férias coletivas e o faturamento em fevereiro

A empresa fez comunicados importantes, sobre a adoção de férias coletivas em suas unidades e informando o faturamento em fevereiro, que foi bom.

· Ontem, pouco antes do pregão, a Randon informou que iria conceder férias coletivas e/ou seletivas em suas várias unidades de negócio. No final da tarde a empresa detalhou isso. A Randon confirmou que, a partir do dia 23 de março (próxima segunda-feira), concederá férias coletivas por 20 dias;

· Nesta manhã, a Randon comunicou sua receita líquida nos dois primeiros meses de 2020, que atingiu R$ 796,0 milhões, valor 8,4% maior que em igual período do ano anterior. Em fevereiro, a receita foi de R$ 416,6 milhões, 7,6% acima da verificada no mesmo mês de 2019;

· Os números da receita divulgados foram muito positivos, contribuindo para a expectativa de um bom resultado no 1T20.


Ecorodovias (ECOR3)
Medidas para enfrentar a pandemia e números de tráfego

Durante o pregão de ontem, a empresa informou que está tomando todas as medidas para a segurança de seus empregados, frente à pandemia da Covid-19.

· Além disso, a Ecorodovias informou seus números gerenciais para o tráfego em suas nove concessões rodoviárias durante o mês de março (até o dia 17) e no acumulado do ano. Nos primeiros dezessete dias de março, os dados mostram crescimento de 0,8% nas sete concessões que eram administradas também neste mês no ano passado. O tráfego total, considerando também as concessões Eco 135 e Eco 050, adicionadas durante 2019, cresceu 10,8% comparado ao mesmo período do ano passado;

· No acumulado do ano, houve um crescimento também de 0,8% nas sete concessões e 10,9% no total;

· Com isso, os números de tráfego e resultado operacional da Ecorodovias serão bons no 1T20, com os efeitos das restrições derivadas do surto do Coronavírus sendo sentidos a partir do 2T20.


EZTEC S.A. (EZTC3)
Lucro de R$ 107,6 milhões no 4T19 (+147%)

EZTEC registrou um lucro líquido de R$ 107,6 milhões no 4T19, com forte crescimento de 147% em doze meses. A receita líquida cresceu 114% para R$ 308,6 milhões. A companhia aprovou a recompra de 10% dos papéis em circulação, equivalente a 9,5 milhões de ações ordinárias, com prazo de três meses.

Como evento subsequente, as vendas das primeiras semanas de março (R$ 35,6 milhões e R$ 37,0 milhões) seguem em linha com a performance semanal mediana de janeiro e fevereiro (R$ 37,1 milhões);

A Receita Líquida alcançou R$ 804,4 milhões em 2019; O Lucro Bruto foi de R$ 328,2 milhões, para uma margem Bruta de 40,8% em 2019; O Lucro Líquido atingiu R$281,1 milhões, com Margem Líquida de 34,9% em 2019; As Vendas Líquidas, participação EZTEC, atingiram R$1.564,7 milhões em 2019, valor líquido de distratos;

Ao final de dez/19 o Estoque de Terrenos totalizou R$ 7,4 bilhões em VGV próprio. O custo médio de aquisição dos terrenos, incluindo os custos com o aumento do potencial construtivo, está em 14% do VGV;  A companhia terminou o 4T19 com posição de caixa Líquido, de R$ 1,27 bilhão, além de deter R$ 549,7 milhões em Recebíveis de empreendimentos imobiliários Performados.

 


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