Vale – Relatório de Análise

Fatores não recorrentes levam ao prejuízo no 4T19

As provisões elevadas relativas ao acidente de Brumadinho e uma grande baixa no valor dos ativos (impairment), principalmente nos negócios de níquel e carvão, levaram a empresa ao prejuízo no 4T19 e em 2019.  Porém, a alta dos preços do minério, uma melhoria dos números do segmento de metais básicos e a forte redução dos investimentos, permitiram a manutenção do fluxo de caixa elevado e a redução da dívida líquida.  A Vale começa o ano com expectativas positivas para a retomada gradual da produção, redução de custos e aproveitando-se dos melhores preços do minério, níquel e cobre.  No entanto, os efeitos do coronavírus, na hipótese de a epidemia não ser controlada no curto prazo, podem afetar muito os negócios da empresa no decorrer do ano.

  • Meta de produção para 2020: Foi mantida na faixa de 340 a 355 milhões de toneladas. O ponto mínimo desta faixa tem menor risco, por que comtempla a entrada em operação de mais 21 milhões de ton. do S11D e 12 milhões t. de outras duas minas, que só dependem da Vale.  Os outros 15 milhões de t. adicionais, estão concentrados em minas que precisam de licenças governamentais para voltar à produção;
  • Coronavírus: A diretoria fez uma avaliação dos efeitos da doença nos grandes usuários de aço (indústria automobilística, construção civil e linha branca), mostrando que estas operações estão sendo muito afetadas e com grande queda na produção. As siderúrgicas continuam operação normalmente, tendo prejuízos e formando estoques recordes de aço.  As vendas da Vale continuam normais e se aproveitando da queda na produção local de minério com menor qualidade, o que está elevando o prêmio para o produto de Carajás;
  • Provisão adicional: A Vale está negociando um acordo que levará a provisões adicionais para o evento Brumadinho entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões. Este acordo visa aumentar às indenizações por danos coletivos, compensações para a sociedade e meio ambiente.  O acordo será fechado somente se as autoridades estaduais de Minas Gerais encerrarem as ações públicas movidas contra a empresa;
  • Samarco: Início do retorno às operações já deve ocorrer em julho/2020, com a volta plena em dezembro. A empresa voltará a produzir com capacidade de 8 milhões de toneladas ao ano.

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