Lançamento da Amazon Prime, pesando sobre as ações do setor de varejo

MERCADO


Bolsa

Ontem, o desempenho da B3 foi influenciado pela notícia do lançamento da Amazon Prime, pesando sobre as ações do setor de varejo (MGLU3, BTOW3, VVAR3 e LAME4) e realização de lucros também no setor financeiro. No fechamento o Ibovespa marcou queda de 0,14% aos 103.032 pontos e giro financeiro de R$ 17.4 bilhões. Hoje, a agenda econômica vem carregada de dados, com destaque para o IPC-Fipe semanal com alta de 0,29% (dentro das expectativas) e as vendas no varejo (julho) com alta de 1,1% no M/M e de 4,3% no A/A. Nos EUA, sai o índice de preços ao consumidor (agosto). Ainda do lado doméstico começa a ser debatida a intenção a equipe econômica de aprovação de um novo imposto sobre transações financeiras de 0,4% sobre saques e depósitos. Se avançar, a proposta dependerá ainda de decisão final do presidente Bolsonaro que já se manifestou contrário a esta ideia. Destaque também para as discussões em torno do texto da reforma da Previdência, com dificuldades para conclusão. Estes assuntos podem alterar o humor dos investidores e os estrangeiros seguem retirando recursos da bolsa. Os preços do petróleo e minério de ferro mostram alta nesta manhã, ajudando as bolsas internacionais que operam em alta na zona e euro e positivas também no fechamento na Ásia, influenciadas também pelo alivio da China sobre a guerra comercial com os EUA.

Câmbio

A moeda americana encerrou ontem cotada a R$ 4,0822 com queda de 0,37% em relação ao dia anterior (R$ 4,0975).

Juros

O mercado de juros teve uma terça-feira tranquila, em dia de agenda fraca. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21 fechou a 5,35%, de 5,338% na segunda-feira e para jan/25 a taxa passou de 6,891% para 7,01%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Suzano (SUZB3)
Alteração no número de ações de ADRs

A atual proporção de 1 (um) American Depositary Share (ADS) representando 2 (duas) ações ordinárias da Suzano será alterado para 1 (um) ADS representando 1 (uma) ação ordinária da Suzano. Como resultado da mudança no número de ações por ADS, detentores de ADSs na Data-Base receberão, automaticamente, na Data de Distribuição 1 (um) ADS adicional para cada ADS detido na Data-Base. O preço ajustado dos ADSs será refletido a partir de 24 de setembro de 2019.
Ontem a ação SUZB3 encerrou cotada a R$ 27,10 acumulando queda de 16,9% no ano


Minerva S.A. (BEEF3)
Abertura da China pode acelerar desalavancagem

De acordo com o diretor financeiro da Minerva, a abertura da China para frigoríficos brasileiros, pode contribuir para a desalavancagem da companhia, que ao final de junho de 2019 era de 3,8x o EBITDA, para uma dívida líquida de R$ 6,1 bilhões. A posição de caixa era de R$ 3,1 bilhões.
Na segunda-feira, 9 de setembro, a companhia teve habilitada, 2 de suas plantas no Brasil para exportação para a China: Rolim de Moura (RO) e Palmeiras de Goiás (GO), com capacidades de abate conjunto de 3.500 cabeças/dia.
Com esta habilitação, somada a unidade de Barretos (SP), que já exporta para o mercado chinês, a companhia passa a atender a China por meio de 3 plantas perfazendo uma capacidade total de aproximadamente 4.340 cabeças/dia, representando 45% da capacidade total de abate da Divisão Brasil.
Adicionalmente, a companhia destaca sua subsidiária Athena Foods, que já possui 4 plantas de abate habilitadas para o mercado chinês: 3 no Uruguai, e a unidade de Rosário na Argentina, totalizando 5.600 cabeças/dia.
A Minerva informa que a sua capacidade consolidada apta a atender à crescente demanda do mercado chinês totaliza 7 plantas e 9.940 cabeças/dia.


Eneva S.A. (ENEV3)
Cia adquire 6 blocos na Oferta Permanente de Licitações da ANP

A Eneva adquiriu 6 blocos em terra no primeiro ciclo da Oferta Permanente, realizada ontem (10/setembro) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A empresa será operadora em todos os blocos arrematados, e o valor total do bônus de assinatura foi de R$ 3,5 milhões.
A companhia adquiriu 100% de participação dos blocos PN-T-47, PN-T-48A, PN-T-66, PN-T-67A, PN-T-68, PNT-102A, na Bacia do Parnaíba, no Maranhão, e ofertou Programa Exploratório Mínimo (“PEM”) de 8.811 Unidades de Trabalho (“UT”), a ser executado ao longo de 6 anos, na área total arrematada de 13.779,74 Km².
Segundo cronograma da ANP, a assinatura dos contratos de concessão das empresas vencedoras do leilão deve ocorrer até 28 de fevereiro de 2020.


Cteep – Transmissão Paulista (TRPL4)
Início da operação comercial de IE Itapura

A Cteep informou ao mercado que a IE Itapura, sua subsidiária integral, obteve ontem (10/setembro) o Termo de Liberação Definitiva (“TLD”) do Operador Nacional do Sistema Elétrico (“ONS”) referente ao início da sua operação comercial plena em 27 de agosto de 2019.

O empreendimento consiste na instalação de um compensador estático em 440kV com -125/+250 MVAr na Subestação Bauru, no município de Bauru em São Paulo. A instalação desse equipamento na subestação garante benefícios para o Sistema Interligado Nacional (“SIN”), e em especial no controle de tensão na malha de 440 kV do estado de São Paulo.

O investimento Aneel é de R$ 138,1 milhões (corrigido para a data base do ciclo 2019/2020). A operação comercial plena garante o recebimento de Receita Anual Permitida (“RAP”) de R$ 11,8 milhões (ciclo 2019/2020).


Petrobras (PETR4)
Venda do campo de Maromba

Após o pregão de ontem, a empresa anunciou que concluiu a venda de sua participação (70%) no campo de Maromba, para a BW Offshore Production do Brasil Ltda por US$ 90 milhões.
• O campo de Maromba está localizado em águas rasas ao sul da Bacia de Campos, próximo aos campos de Peregrino e Papa-Terra, possuindo óleo pesado (grau 16 API) que ainda não foi extraído. A Petrobras era operadora com uma participação de 70%, tendo como sócia a Chevron (30%);
• O prosseguimento do Plano de Desinvestimento da Petrobras é sempre uma notícia positiva. Estas vendas de ativos têm permitido a empresa reduzir sua dívida e os investimentos, o que resulta em maior geração de caixa disponível para pagar proventos aos acionistas.


PetroRio (PRIO3)
Produção em agosto cresceu 7,5%

A empresa comunicou ontem, que sua produção média diária somada nos campos onde tem participação atingiu 21.055 barris, volume 7,5% maior que em julho.
• Em agosto, a produção média diária no campo de Polvo foi de 8.013 barris, com queda de 0,6% em relação a julho. Em Frade, o volume produzido alcançou 10.163 barris/dia, 1,2% maior que no mês anterior. No campo de Manati, onde é produzido gás, o volume em agosto cresceu 95,0% para 2.878 barris de óleo equivalente;
• Estes números são positivos para a PetroRio, que vem conseguido aumentar elevar sua produção total com novas aquisições. Este ano a empresa comprou da Chevron 51,74% do campo de Frade, onde já detinha 18,26%..


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