Volume financeiro reduzido e noticiário fraco

MERCADO


Bolsa

O primeiro pregão de setembro foi de volume financeiro reduzido pelo feriado nos Estados Unidos “Labor Day”, com R$ 10,3 bilhões de giro. Este fato, somado ao noticiário fraco e sem uma referência para os investidores, os investidores optaram pela cautela. A B3 abriu em alta, mas inverteu o sinal na parte da tarde para fechar com queda de 0,50% aos 100.626 pontos. Ajudou o mercado, a alta forte do minério de ferro negociado na China, puxando as ações de Vale e CSN. Destaque também para a formação da nova carteira do Ibovespa passando de 65 para 68 papéis com a inclusão de Intermedica ON e as Units do Banco BTG Pactual. A agenda trouxe o IPC-Fipe mensal com alta de 0.33%, acima do esperado. Nos EUA não há dados relevantes. Na Ásia as bolsas fecharam em alta. A zona do Euro operam em queda assim como os futuros americanos. Hoje o fluxo estrangeiro deve retomar e aumentar o volume da bolsa. Petróleo em queda e dólar em alta frente as principais moedas sinaliza mais um dia de volatilidade na B3.

Câmbio

Ontem o dólar fechou no maior patamar no ano, a R$ 4,187 com alta de 1,0% em relação à cotação do dia anterior (R$ 4,145). Esse é o maior número desde setembro de 2018 e refletiu a dificuldade entre EUA e China ajustarem uma agenda comum.

Juros

A semana abriu com alta nas taxas de juros futuros, mas com liquidez reduzida. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21 fechou a etapa regular a 5,58%, na máxima, de 5,529% no ajuste de sexta-feira. O DI para jan/25 encerrou com taxa de 7,18%, de 7,111%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Braskem (BRKM5)
Pagamento de dividendos

A diretoria da empresa vai recomendar à Assembleia Geral Extraordinária da Braskem, que será realizada no dia 3 de outubro de 2019, o pagamento de dividendo mínimo obrigatório no valor de R$ 667,4 milhões (R$ 0,838620027834 por ação ordinária e PNA).

A redução no valor a ser pago, comparado ao inicialmente proposto, se deve à piora no cenário petroquímico global e as incertezas quanto aos impactos dos problemas geológicos em Maceió;

A redução dos dividendos é negativa para os acionistas da Braskem, mas reflete o momento mais difícil da empresa, que é conhecido de todos;

Este dividendo permitirá um retorno de 3,0% para os detentores de BRKM5, considerando sua cotação no fechamento do pregão de ontem.


CCR (CCRO3)
Ação judicial para reequilibrar os contratos da ViaRio e NovaDutra

O Conselho de Administração da empresa aprovou ontem, a proposta de ação judicial para reequilibrar os contratos de concessão da ViaRio e da NovaDutra.

A ação para o reequilíbrio do contrato da ViaRio será contra a Prefeitura do Rio de Janeiro e, no caso da NovaDutra, será acionada a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT);

Estas ações são normais no curso das concessões, quando as concessionárias acreditam que os termos dos contratos foram desequilibrados por alguma ação unilateral do poder concedente.


Petrobras (PETR4)
Fase vinculante da venda do Polo de Garoupa

 

A empresa divulgou ontem, que iniciou a fase vinculante para a venda da totalidade de sua participação em 11 campos de produção localizados em águas rasas na Bacia de Campos (Polo Garoupa).

Este polo engloba as concessões de Anequim, Bagre, Cherne, Congro, Corvina, Malhado, Namorado, Parati, Garoupa, Garoupinha e Viola. A produção média destes campos nos últimos 12 meses foi de cerca de 19,6 mil barris de óleo equivalente ao dia;

Os desinvestimentos da Petrobras são positivos, por reduzir a dívida e os investimentos, o que eleva os lucros e o caixa disponível para o pagamento de dividendos aos acionistas.


ENGIE Brasil Energia (EGIE3)
Incorporação societária de controladas

A companhia informa que ontem (2/setembro), as assembleias gerais extraordinárias da Aliança Transportadora de Gás Participações S.A. (“Aliança”) e da Transportadora Associada de Gás S.A. – TAG (“TAG”) aprovaram, por unanimidade, a incorporação societária da Aliança pela TAG. Com a efetivação da Incorporação, a Aliança foi extinta e sucedida pela TAG, a título universal, em todos os direitos e obrigações, nos termos do artigo 227 da Lei das S.A.

Conforme previsto no Protocolo e Justificação, a Incorporação resultou na redução de capital social da TAG em R$ 4,6 bilhões passando a ser de R$ 1,3 bilhão, dividido em 359.833 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.

Em ato contínuo à Incorporação, a Petrobras transferiu 64.016 ações ordinárias de emissão da TAG de sua titularidade para a companhia, a GDF International (“GDFI”) e a Caisse de Dépôt et Placement du Québec (“CDPQ”), de modo que, após tal transferência, a companhia, a GDFI e a CDPQ restabeleceram, em conjunto, a participação de 90% no capital social da TAG e a Petrobras permaneceu com 10% do capital social da TAG.

As EGIE3 registram alta de 34,3% este ano para R$ 44,25/ação (valor de mercado de R$ 36,1 bilhões). Nesse preço os múltiplos para 2019 são: P/L de 14,6x e VE/EBITDA de 9,6x. O preço justo de R$ 50,00/ação e uma potencial valorização de 13,0%.


Eletrobras (ELET6)
Empréstimo compulsório

Em complemento ao Comunicado ao Mercado divulgado em 12 de junho de 2019 e em atenção à notícia veiculada hoje no portal Bloomberg, sob o título “Eletrobras deve pagar juros remuneratórios em Compulsório”, a empresa comunica que não há nenhuma nova informação, além da publicação do acórdão referente àquela decisão previamente divulgada no comunicado sobre o processo relativo ao termo final de incidência dos juros remuneratórios de 6% ao ano nos eventuais créditos discutidos nas demandas judiciais em que a Companhia figura no polo passivo.

A Eletrobras destaca que “neste momento, não há elementos para que a decisão proferida pelo SJT altere os valores já provisionados referentes aos processos do Empréstimo Compulsório de Energia Elétrica, tendo em vista que, segundo entendimentos da área jurídica da Eletrobras, o julgamento afeta somente o processo em questão, não tendo efeito automático para os demais processos provisionados”.

As ELET3 cotadas a R$ 45,11/ação registram alta de 95,2% este ano. As ELET6 ao preço de R$ 47,27/ação apresentam valorização de 74,7% em 2019. Este desempenho se compara a valorização de 14,5% do Ibovespa e da alta de 38,7% do IEE no mesmo período.


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