Queda de 0,94% aos 99.681 pontos

MERCADO


Bolsa

O Ibovespa foi influenciado negativamente pelo comportamento das bolsas internacionais, encerrando a terça-feira com queda de 0,94% aos 99.681 pontos e volume financeiro de R$ 17,3 bilhões. Hoje as bolsas internacionais operam em alta na zona do euro, com um ambiente mais calmo em Hong Kong com notícias de retirada da ameaça de extradição que provocou intensas manifestações populares no país recentemente e sinais de melhora na relação da Itália com a comunidade europeia, a partir de uma coalização política no país para tratar da crise. A agenda econômica de hoje traz o resultado de vendas a varejo em julho na zona do euro com alta de 2,2% no A/A e nos EUA. No Brasil, nenhum destaque para hoje. No mercado doméstico, seguimos sem um bom referencial para dar uma dinâmica à bolsa.

Câmbio

A moeda americana teve um leve recuo ontem de R$ 4,1876 na segunda-feira para R$ 4,1682 (0,46%). Os dados de desempenho da indústria divulgados nos EUA ontem reforçam o temor de desaceleração na economia mundial, com reflexo na moeda em outros mercados.

Juros

Os juros futuros tiveram mais um dia de queda, com a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) fechou a 5,50%, de 5,579% na segunda-feira e a do DI para jan/25 terminou caiu de 7,181% para 7,09%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Itau Unibanco (ITUB4)
Reunião Pública Anual destaca os resultados, a centralidade no cliente e a estratégia digital

O Itaú Unibanco realizou ontem sua Reunião Publica onde foram abordados (i) os 10 anos da união dos negócios entre o Itaú e o Unibanco; (ii) os resultados do banco à luz das mudanças estruturais do Sistema Financeiro Nacional (SFN); (ii) sua estratégia atual com foco no cliente e a estratégia digital.
Como pano de fundo, no âmbito das reformas aprovadas, a TLP (taxa de longo prazo), o Cadastro Positivo e a Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, e a Agenda BC+ do Banco Central. A Selic caminha para fechar o ano em 5,00% e a inflação se mantem sob controle e dentro da meta estabelecida pela autoridade monetária.
Seguimos com recomendação de COMPRA para ITUB4 e preço justo de R$ 43,00/ação, que traz um potencial de alta de 30,9% em relação à cotação de R$ 32,86/ação (valor de mercado de R$ 322,2 bilhões). Nesse preço a banco está sendo negociado a 2,6x o seu valor patrimonial e com P/L de 11,4x para 2019.


Itaúsa (ITSA4)
Reunião Pública Anual ressalta o portfólio consistente, foco na gestão das companhias investidas e geração de valor de longo prazo

A Itaúsa realizou ontem sua Reunião Publica onde foram abordados os principais aspectos relacionados a própria Holding e suas companhias investidas: NTS, Alpargatas e Duratex. O foco permanece no fortalecimento da gestão das investidas e geração de valor de longo prazo. Destaque para a pulverização do capital da Itaúsa com a ampliação de 175% em doze meses para 297 mil acionistas Pessoas Físicas no Brasil.

A companhia continua com o firme propósito de criação de valor para os acionistas no longo prazo e de forma sustentável, com base nos seus investimentos, em negócios duradouros e impacto positivo na sociedade.

Este ano a ação ITSA4 registra alta de 8,2% para uma cotação de R$ 11,95/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 100,5 bilhões. Nesse preço a companhia está sendo negociada com P/L de 9,2x para 2019 e a 1,9x o seu valor patrimonial. Temos recomendação de COMPRA com preço justo de R$ 16,00/ação, que traz um potencial de alta de 33,9%.

O foco na diversificação de seu portfólio de investimentos está ativo. Atualmente a companhia avalia um portfólio de 15 empresas. A Itaúsa mira investimentos entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões em companhias com taxa de retorno consistentes, empresas maiores e que proporcionam a oportunidade de participar do bloco de controle.  Deste portfólio o processo mais avançado é o da Liquigás.


Sul América S.A. (SULA11)
Swiss Re não é mais acionista da companhia

A companhia recebeu ontem (3/setembro) correspondência da Swiss Re Direct Investments Company Ltd. (“Swiss Re”), a respeito da alienação da totalidade das ações ordinárias e preferenciais de sua propriedade emitidas pela Sul América, representadas por 58.764.180 units (equivalente a 14,9% do capital da companhia).

Como resultado desta operação, a partir de 3 de setembro, a Swiss Re deixa de ser acionista da Sul América e o acordo de acionistas celebrado em 2 de dezembro de 2013 entre a Swiss Re e a Sulasapar Participações S.A., controladora da companhia, assim como os direitos e obrigações dele decorrentes, deixam de vigorar.

Cotadas a R$ 46,15/Unit equivalente a um valor de mercado de R$ 18,2 bilhões, suas Units registram alta de 64,9% este ano. Nesse patamar de preço o P/L para 2019 é de 17,3x.


MRV Engenharia (MRVE3)
Confirmado estudo para aquisição da AHS Residential LLC (EUA)

Em fato relevante divulgado ontem (03/09), a MRV esclarece que mantém estudos a respeito de um potencial investimento na AHS Residential LLC, empresa que atua no segmento de imóveis multifamiliares nos Estados Unidos, controlada pela família Menin.

O valor estimado da transação não foi revelado pela companhia, mas esta estratégia de entrada no mercado americano, numa empresa já estabelecida naquele mercado, pode ser um novo canal de oportunidade para a MRV.

Ontem a ação MRVE3 encerrou cotada a R$ 18,94 acumulando alta de 56,6% no ano. O valor de mercado da companhia é de R$ 8,4 bilhões


Petrobras (PETR4)
Produção recorde em agosto e a plataforma P-68

Pouco antes do início do pregão de ontem, a empresa informou alguns dados de sua produção em agosto.  O volume médio diário total no mês alcançou 3,1 milhões de barris de óleo equivalente (boed).  A produção no pré-sal foi de 2,2 milhões de boed.  Estes volumes foram recordes.

  • O efeito desta notícia já foi refletido na ação ontem, com PETR4 subindo 1,2%, enquanto o Ibovespa caiu 0,9%;
  • Em apresentação realizada ontem, a Petrobras deu mais detalhes sobre a plataforma (FPSO) P-68 que será instalada no 4T19 no Campo de Berbigão (pré-sal da Bacia de Santos).  Nesta área a Petrobras detém 42,5%, tendo como sócias a Shell (25%), Total (22,5%) e Petrogal (10%).  A P-68 tem uma capacidade de processar 150 mil barris diários de petróleo e 6 milhões de m³ de gás.

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