Ibovespa emplaca mais uma alta

MERCADO


Bolsa

O avanço nas negociações entre governo e parlamentares nesta semana ajudou para uma recuperação firme da B3 na reta final de maio. Ontem o Ibovespa emplacou mais uma alta (0,92%) fechando aos 97.457 pontos, com giro financeiro de R$ 14,0 bilhões. Hoje, último pregão do mês, temos em destaque a taxa de desemprego no Brasil (abril) em 12,5% e o resultado primário e nominal do setor público e também o coeficiente Dívida/PIB em abril. Os dados dos EUA são pouco relevantes para nosso mercado. Em mais uma decisão surpresa o presidente Donald Trump impôs tarifas de até 25% para produtos mexicanos e represália à migração para o País. Esta notícia se soma à difícil disputa comercial entre EUA x China. A notícia de apoio crescente ao impeachment de Trump no Congresso americano deve ser colocada no radar. Com este cenário, as bolsas internacionais mostram queda no fechamento da Ásia e na zona do euro nesta manhã e os futuros americanos indicam queda para hoje. A B3 pode se manter descolada do mercado internacional neste último pregão, mas os investidores já preparam estratégias para o mês de junho de olho na pauta politica que deverá se intensificar na primeira quinzena do mês

Câmbio

O dólar subiu de R$ 3,9743 na quarta-feira para R$ 3,9820 (0,19%). O movimento de ontem, ainda que moderado pode ser atribuído a ajustes para a definição da Ptax de maio, que vai servir de referência para liquidação de contratos futuros de dólar e cupom cambial que vencem na virada do mês, além dos ajustes de posições em swap cambial.

Juros

Na mesma linha dos outros mercados, os juros tiveram dia calmo. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/20 fechou em 6,335%, de 6,330% ontem no ajuste, e a do DI para jan/25, caiu de 8,221% para 8,19%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

 

 

BRF (BRFS3)  
Combinação BRF e Marfrig

A BRF S.A. iniciou tratativas com a Marfrig S.A. para avaliar combinação de negócios entre as duas companhias. Nesse contexto, o Conselho de Administração da BRF aprovou ontem (30/maio) a assinatura de Memorando de Entendimentos vinculante entre as duas companhias, estabelecendo regras e condições para que as companhias aprofundem e deem seguimento à análise da possível viabilização da transação. O Memorando de Entendimentos prevê período de exclusividade de 90 dias, prorrogáveis por 30 dias, durante o qual nenhuma das partes poderá iniciar negociações com terceiros.

  • A avaliação relativa de qualquer combinação será baseada na média do valor unitário da cotação diária, ponderada por volume, das ações de cada companhia na B3, nos últimos nos 45 dias corridos, entre os dias 15 de abril e 29 de maio de 2019, resultando na atribuição de 84,98% da participação acionária aos acionistas de BRF e 15,02% aos acionistas de Marfrig.
  • Baseado nos números de mercado projetados para 2019, a companhia resultante terá um faturamento anual de R$ 76,2 bilhões e um EBITDA de 6,5 bilhões – que não considera as sinergias “operacionais e financeiras” que poderão ser capturadas com a transação, uma vez que os negócios são complementares, em produtos, serviços e diversificação geográfica, com relevância no Brasil, Estados Unidos, América Latina, Oriente Médio e Ásia.
  • O valor de mercado da companhia resultante, com base no fechamento de ontem (30/maio), seria de R$ 27,8 bilhões, sendo de R$ 23,6 bilhões da BRF e R$ 4,2 bilhões da Marfrig. Este ano as BRFS3 registram alta de 32,3% enquanto MRFG3 apresenta alta de 24,2%. Em termos de P/VPA os múltiplos são de, 3,5x e 5,9x, respectivamente.
  • Projeções iniciais apontam para sinergias de R$ 5,5 bilhões. Lembrando que o fechamento da transação estará condicionado à análise e aprovação das partes envolvidas, por meio de seus órgãos de administração, acionistas, e das governamentais e terceiros, conforme o caso. No âmbito dos acionistas, destaque para o BNDES (acionista da Marfrig) e dos fundos de pensão Petros e Previ, principais sócios da BRF. A expectativa é que, juntas, as empresas tenham um índice de alavancagem próximo de 3,0 vezes.
  • Exceto quanto ao Memorando de Entendimentos, não há qualquer acordo, contrato e/ou documento celebrado entre a BRF e a Marfrig ou seus acionistas controladores, vinculante ou não vinculante, e que, portanto, não há qualquer garantia de que a transação se concretize.

Itaú Unibanco (ITUB4)
Aprovado novo Programa de Recompra de Ações

O Conselho de Administração do banco, reunido ontem (30/maio) deliberou por encerrar, por antecipação, o programa de recompra de ações de emissão própria aprovado na reunião de 15.12.2017.

  • Ao mesmo tempo, aprovou novo Programa de Recompra de Ações, que passará a vigorar a partir de hoje, dia 31.05.2019, autorizando a aquisição de até 15 milhões de ações ordinárias e até 75 milhões de ações preferenciais de sua própria emissão, para manutenção em tesouraria, cancelamento ou recolocação no mercado. O prazo definido foi de 18 meses e as aquisições serão efetuadas em bolsa de valores, no período de 31.5.2019 a 30.11.2020.
  • Se recompradas, na totalidade, as ordinárias, ao preço de R$ 30,15/ação, correspondem a um valor de R$ 452,3 milhões, equivalente a 54,5 dias de negociação. Já as PN ao preço de R$ 35,08/ação, representam um montante de R$ 2,6 bilhões e equivalem a 4,1 dias de negociação na B3.
  • Temos recomendação de compra para ITUB4 com preço justo de R$ 43,00/ação e potencial de alta de 22,6% ante a cotação de R$ 35,08/ação de ontem (30/maio).

Ultrapar (UGPA3) 
Precificação de captação no exterior

A empresa comunicou na noite de ontem, que precificou uma emissão de Notes no exterior no valor de US$ 500 milhões (R$ 1.986 milhões).  A taxa anual de juros será de 5,25% e o vencimento vai ocorrer em 2029.

  • A Ultrapar vai utilizar US$ 200 milhões desta emissão para recomprar de Notes que vencerão em 2026.  O restante dos recursos será usado para reforço do caixa;
  • O endividamento líquido consolidado da Ultrapar no 1T19 somou R$ 8,6 bilhões, que cresceu 0,9% nos últimos doze meses e 5,0% no trimestre.

Ecorodovias (ECOR3) 
Conclusão da compra da MGO

A empresa concluiu ontem a aquisição da totalidade do capital social da Concessionária de Rodovias Minas Gerais Goiás S.A. (MGO), pelo valor atualizado de R$654,8 milhões, pago à vista.

  • A MGO é responsável pela concessão da BR-050 (liga Goiás a Minas Gerais), no trecho de 436,6 quilômetros que começa no entroncamento com a BR-040, em Cristalina (GO), e se estende até a divisa de Minas Gerais com São Paulo, no munícipio de Delta (MG).  O contrato desta concessão foi assinado em dezembro de 2013 e expira em janeiro de 2044;
  • Além da MGO, a Ecorodovias em junho/2018 adquiriu a Eco135, que administra um trecho de 363,9 km das rodovias BR 135, MG 231 e LMG 754, entre Belo Horizonte e Montes Claros;
  • Com estas aquisições, o prazo médio de duração das concessões da Ecorodovias passou de 12 anos e 2 meses para 16 anos e 11 meses.

Multiplan (MULT3) 
Novo programa de recompra de até 7,5 milhões e ações

O conselho de administração da Multiplan aprovou um novo programa de recompra de ações, que envolve até 7,5 milhões de papéis ON da companhia a ser executado em 18 meses. O volume total da aquisição pode chegar a 183,8 milhões. A ação negocia em média R$ 74,3 milhões por dia.


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