Manifestações refletiram positivamente no mercado

MERCADO


Bolsa

Com volume reduzido pelo feriado “Memorial Day” nos EUA, a bolsa teve dia de alta (1,32%), com o Ibovespa marcando 94.864 pontos no fechamento. Os negócios somaram R$ 8,5 bilhões, pouco mais da metade da média de maio, de R$ 14,8 bilhões. As manifestações em favor do governo de Jair Bolsonaro e da reforma da Previdência, refletiram positivamente no mercado ontem, mas a pauta em discussão tem mais um ponto nesta terça-feira com a MP da reforma administrativa indo para votação no Congresso. A agenda econômica vem carregada com dados da zona do euro com melhora nos indicadores de confiança (maio) na economia, indústria e serviços e estabilização do lado negativo na confiança do consumidor. Nos EUA, saem indicadores sem relevância para nosso mercado e do lado doméstico, nenhum dado importante para hoje. As bolsas internacionais mostram queda na zona do euro e alta no fechamento da Ásia. Os futuros de NY também indicam queda com o retorno dos traders após o feriado nos EUA e Reino Unido, mostrando cautela em relação ao cenário político, o que poderá influenciar nosso mercado hoje. Os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 441,4 milhões na B3 no dia 23.

Câmbio

O dólar completou a 9ª sessão com cotação de fechamento acima de R$ 4. Ontem a cotação ficou em R$ 4,0419 ante R$ 4,0229 na sexta-feira. O feriado nos EUA e Londres ajudaram para reduzir a liquidez do mercado.

Juros

O cenário político menos pressionado com o apoio popular às propostas do governo deu um alívio ao mercado de juros futuros. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21 fechou em 6,750%, de 6,791% no ajuste de sexta-feira e para jan/25 a taxa encerrou a 8,52%, de 8,572%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

 

Carrefour (CRFB3)
Parceria com Magazine Luiza para novo modelo de negócio

O Carrefour comunicou ao mercado acordo de parceria com o Magazine Luiza para um projeto piloto de um novo modelo de negócio no qual o Magalu vai abrir lojas dentro dos hipermercados do Grupo Carrefour para vender eletroeletrônicos, eletrodomésticos, TV e celular. Este modelo de parceria já é adotado entre grandes redes, envolvendo área de lojas, existe em alguns países da Europa, mas é inédito no Brasil.

A parceria num projeto piloto entre duas empresas de grande representatividade em seus setores, poderá abrir uma nova oportunidade de negócio com vantagens para os dois lados.

Ontem a ação CRFB3 fechou cotada a R$ 21,25 com alta de 17,7% no ano e valor de mercado de R$ 42,6 bilhões e a ação MGLU3 encerrou a R$ 178,00 acumulando queda de 1,1% no ano, com valor de mercado de R$ 33,6 bilhões.


Braskem (BRKM5)
Aprovação do acordo de leniência com a CGU/AGU

Após o pregão de ontem, a empresa informou que seu Conselho de administração aprovou um acordo de leniência com a Controladoria Geral da União (CGU) e a Advocacia Geral da União (AGU).  Neste acordo, a Braskem pagará R$ 410 milhões em duas parcelas (2024 e 2025), com valores corrigidos pela variação da taxa Selic.

Um desembolso de caixa tão elevado não é uma boa notícia.  Porém, as soluções destas discussões com as autoridades governamentais, são fundamentais para a empresa reduzir seus riscos;

Esperamos que a assinatura deste acordo de leniência, contribua para a solução mais rápida dos problemas com a atraso na entrega do formulário 20-F à Bolsa de Nova York.


Petrobras (PETR4)
Suspensão do processo de venda da TAG

O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu ontem uma liminar que suspendeu os processos de venda de vários ativos da Petrobras, entre eles a Transportadora Associada de Gás (TAG).

No mês passado, a Petrobras assinou o contrato para a venda de 90% de sua participação na TAG para o grupo formado pela ENGIE e o fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec.  O valor da transação foi de US$ 8,6 bilhões e inclui a dívida da empresa (US$ 800 milhões);

A Petrobras informou ontem, que ainda não foi intimada, mas vai avaliar a decisão do STF para tomar as medidas cabíveis.  Esta notícia é negativa, porque impede um negócio muito próximo da conclusão.


Cemig S.A. (CMIG4) 
Alienação de participação acionária

A companhia recebeu correspondência do Itaú Unibanco S.A. comunicando que, em 24/05/2019, a soma das ações e de outros valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos referenciados em tais ações, conforme aplicável, detidos pelo conjunto de fundos de investimento geridos pelo banco, atingiu 4,375% das ações ordinárias (CMIG3), totalizando 21.333.125 ações.

O banco declarou, ainda, que tal posição de ações, não tem o objetivo de alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da Cemig, reforçando que, esta participação refere-se a posições detidas por fundos de investimentos geridos pelo ltaú Unibanco, no contexto de sua atividade de administração de recursos de terceiros (asset management).

Até então os Fundos administrados pelo Itaú Unibanco detinha 5,009% do capital ordinário da Cemig, reduzido para 4,375%, configurando, portanto, alteração de participação acionária relevante. Cotadas a R$ 16,59 as ações ordinárias (CMIG3) registram alta de 13,3% este ano.

Já as preferenciais (CMIG4) apresentam alta de 2,1% este ano, para uma cotação de R$ 13,71/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 20,0 bilhões. Os múltiplos para 2019 são: P/L de 9,9x e VE/EBITDA de 7,6x. O preço justo de R$ 16,00/ação traz um potencial de alta de 16,7%.

O free float das ordinárias é de 49,0% e o das preferenciais, 99,9%. Em termos de liquidez a média negociada para as ON na B3 é de R$ 49 milhões por dia enquanto as preferenciais negociam R$ 133 milhões/dia.


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