B3 cai 0,48% aos 93.910 pontos

MERCADO


Bolsa
A piora no humor das bolsas internacionais pesou também do lado doméstico, com o Ibovespa caindo 0,48% aos 93.910 pontos. O giro financeiro foi de R$ 12,7 bilhões, inferior a sessões anteriores. Hoje a agenda econômica traz a inflação doméstica medida pelo IPCA-15 com alta de alta no 0,35% M/M e de 4,93% em 12 meses.  Ontem a Câmara concluiu a votação da MP 870, que reestrutura os ministérios. O texto será encaminhado ao Senado, que tem a próxima semana para votar a medida, antes que ela perca sua validade, em 3 de junho. O governo foi derrotado na questão do Coaf, que passou do Ministério da Justiça para o da Economia. Do lado externo, dados apenas dos EUA, sem peso para nosso mercado. Numa semana carregada de tensão no mercado internacional, as bolsas asiáticas e da zona do euro mostram recuperação nesta sexta-feira, o que não tira o peso dos temores de desaceleração no crescimento global.  No Brasil temos manifestações populares marcadas para o final de semana, o que poderá ter algum reflexo no mercado na semana que vem.

Câmbio
O dólar marcou a sétima sessão acima dos R$ 4, encerrando ontem cotado a R$ 4,0400 contra R$ 4,0395 na quarta-feira (0,1%).

Juros
Os juros fecharam mais um dia em queda, marcando a quarta sessão seguida de redução nas taxas. A taxa do DI para jan/20, que melhor capta a visão do mercado para a política monetária em 2019, fechou na mínima de 6,380%, de 6,405% ontem no ajuste e a do DI para jan/25 recuou de 8,602% para 8,57%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

 

Comgás (CGAS5)
ARSESP concluiu a 4ª Revisão Tarifária Ordinária da companhia

A companhia informou que no dia 22 de maio de 2019, a Agencia Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP) publicou a Nota Técnica Final NTF-0030-2019 e o Relatório Circunstanciado referente à conclusão da 4ª Revisão Tarifária Ordinária da Comgás para os próximos 6 anos, compreendida entre o período de 31 de maio de 2018 e 30 de maio de 2024.

A Nota Técnica determinou, em relação à Margem Máxima (P0), o valor de R$ 0,5182 por metro cúbico. Para o Fator X, que visa compartilhar com o consumidor o incremento de eficiência operacional ao longo do ciclo pós Revisão Tarifária, através de sua aplicação como redutor do ajuste anual das margens pelo IGPM, o percentual estabelecido é de 0,52% ao ano.

Este valor do P0 está em moeda de abril de 2018 e, de acordo com a cláusula décima terceira do contrato de concessão, deverá ser reajustado pela variação do IGPM no período compreendido entre maio de 2018 e abril de 2019 e descontado do Fator X.

As ações PNA da companhia (CGAS5) fecharam ontem (23/maio) cotadas a R$ 81,00/ação (valor de mercado de R$ 10,7 bilhões) com alta de 38,1% este ano. Nesse preço os múltiplos para 2019 são: P/L de 12,4x e VE/EBITDA de 7,2x.


Cielo S.A. (CIEL3)
Emissão de R$ 3 bi em debêntures e Oferta para aquisição de Notas Sêniores 2022 de 3,750%

O Conselho de Administração da Cielo, em reunião realizada ontem (23/maio), aprovou a 5ª (quinta) emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em série única. Serão emitidas até 3.000.000 Debêntures, com valor nominal unitário de R$ 1.000,00 na Data de Emissão de 18 de junho de 2019, totalizando o montante de até R$ 3,0 bilhões.

As Debêntures terão prazo de vencimento de 3 (três) anos, contados da Data de Emissão, vencendo-se, portanto, em 18 de junho de 2022. Os recursos oriundos da captação por meio da Emissão serão utilizados para reperfilamento de dívidas da Companhia, no curso ordinário de seus negócios. Os juros oferecidos aos investidores serão de, no máximo, 104% do CDI.

Nesta mesma reunião, o Conselho de Administração aprovou a realização de oferta de aquisição de todas e quaisquer Notas Sênior 3,750% com Vencimento em 2022 emitidas pela companhia e as emitidas pela Cielo USA. O prazo de vencimento prévio da Oferta será no dia 6 de junho de 2019, salvo se prorrogado ou antecipado pela companhia. O saldo do Valor Principal das Notas da Cielo que compõe as Units das Notas Sêniores é de US$ 470 milhões.

Temos recomendação de compra e preço justo de R$ 12,00/ação. Suas ações registram queda de 13,2% este ano para uma cotação de R$ 7,50/ação (valor de mercado de R$ 20,4 bilhões). Os múltiplos para 2019 são: P/L de 6,2x e VE/EBITDA de 4,3x.


BCB
Banco Central altera regras de compulsório sobre depósitos a prazo

O Banco Central decidiu excluir da base de cálculo do compulsório sobre depósitos a prazo os depósitos interfinanceiros feitos por Sociedades de Arrendamento Mercantil (SAM) em instituições financeiras de um mesmo conglomerado. A decisão resulta de medida adotada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016, que (i) vedou a realização de operações compromissadas lastreadas em títulos de instituições ligadas ou integrantes de um conglomerado; e (ii) inviabilizou a realização de depósitos interfinanceiros de SAM em instituições do mesmo conglomerado.

De acordo com o BC, esta mudança implicará redução no recolhimento da ordem de R$ 8,2 bilhões, o que representa aproximadamente 3,3% do total atualmente recolhido no Banco Central nessa modalidade de compulsório. A mudança entrará em vigor no dia 1º de julho, com efeitos financeiros a partir do dia 15 de julho.

Vemos como positiva esta decisão, que contempla o trabalho da autoridade monetária, de revisão das normas de recolhimento compulsório, com o objetivo de simplificar e racionalizar suas regras e reduzir os custos de observância das instituições sujeitas ao compulsório. Temos recomendação de compra para Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Santander (SANB11) e Itaúsa (ITSA4).


Siderurgia 
Redução de produção e vendas no mercado interno em abril

A produção brasileira de aço bruto em abril/2019 atingiu 2,9 milhões de toneladas, volume 1,9% menor que no mesmo mês do ano passado, conforme os dados divulgados pelo Instituto Aço Brasil (IABr).  Os números de abril foram fracos, principalmente nos aços longos, cuja produção caiu 10,3%.  Em planos também houve queda no volume produzido (3,2%), assim como nos semiacabados (1,2%).

As vendas de aço no Brasil em abril declinaram, com redução de 2,0% no total.  O volume de aços planos caiu 1,0%, porém, assim como na produção a queda maior foi em longos (5,3%);

Estes dados do IABr são uma indicação negativa para os resultados das siderúrgicas no 2T19.


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