B3 tem queda de 1,82% na semana

MERCADO


Bolsa
Na semana passada a bolsa foi influenciada pelo noticiário internacional, refletindo sobretudo a disputa comercial entre EUA e China que, segundo noticiário desta segunda-feira, não deverá ser resolvida rapidamente. Do lado da China, o assunto deverá ser avaliado nas próximas semanas, deixando mais incertezas no ar. Na sexta-feira a queda do Ibovespa foi de 0,58% aos 94.258 pontos, com giro financeiro de R$ 13,4 bilhões. Na semana a queda foi de 1,82%. Hoje a agenda econômica está vazia, com destaque apenas para o Boletim Focus e as bolsas internacionais mostram queda no fechamento a Ásia e no andamento dos mercados na zona do euro. Do lado doméstico, nenhum fato animador para direcionar o mercado para cima. Destaque apenas para resultados corporativos que podem influenciar os respectivos papéis.

 

Câmbio
O dólar encerrou a sexta-feira cotado a R$ 3,9555 contra R$ 3,9481 no dia anterior, com alta de 0,19%. Assunto EUA x China foi dado como justificativa para a ligeira alta da moeda.

Juros
Os juros encerraram a semana passada em queda com a sinalização de que há espaço para uma redução na taxa Selic. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/20 em 6,395%, de 6,405% no ajuste da quinta-feira e para jan/25 a taxa caiu de 8,583% para 8,53%.


 

 ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

M Dias Branco (MDIA3)
Menor volume e pressão nos custos resultam em forte contração do lucro no 1T19

 A M Dias Branco registrou no 1T19 um lucro líquido de R$ 56,9 milhões, com queda de 59% em relação aos R$ 139,7 milhões de igual trimestre de 2018, redução explicada pela piora do resultado operacional que refletiu o aumento de 37% do custo médio do trigo e a redução de 7,3% dos volumes produzidos (notadamente na linha de biscoitos), com reflexo na menor diluição dos custos. Soma-se a piora do resultado financeiro, em função do resgate de aplicações financeiras para pagamento da aquisição da Piraquê e do aumento dos juros sobre financiamentos captados no 2T18. As despesas operacionais cresceram 25% em doze meses, com elevação na proporção da receita líquida.
Como forma de retomar volumes, reduzir custos fixos, e aumentar a lucratividade, a M Dias fará (i) a redução número de colaboradores através de desligamentos e Programa de Demissão Voluntária; e (ii) a revisão dos contratos e terceirização; (iii) investimentos na cadeia de suprimentos; (iv) linearização dos volumes vendidos ao longo dos meses; (v) campanhas comerciais e de marketing com foco no crescimento nas regiões e subcategorias com alto poder de crescimento; junto com outras medidas em curso. Com isso esperamos melhora do resultado operacional e incremento de margem, que virão com a redução efetiva dos custos e despesas, maior ocupação de sua capacidade e a continuidade da captura dos ganhos de sinergia com a aquisição da Piraquê.
Temos recomendação de COMPRA e preço justo de R$ 56,00/ação, equivalente a um potencial de alta de 33,7% em relação à cotação de R$ 41,90/ação (valor de mercado de R$ 14,2 bilhões). Nesse preço suas ações registram queda de 2,1% este ano, e múltiplos P/L de 16,2x e VE/EBITDA de 12,1x.


Direcional (DIRR3)
Lucro líquido de R$ 20,4 milhões no 1T19, ante prejuízo de R$ 8,1 milhões no 1T18

A companhia registrou bom desempenho no 1T19, mesmo com redução nos lançamentos e nas vendas contratadas.  O destaque positivo ficou para a recuperação do lucro líquido com os negócios concentrados no MVMV2 e 3 com adoção de modelo construtivo industrializado e de baixo custo, repasse dos clientes simultaneamente às vendas (Modelo Associativo) e uso defunding proveniente do FGTS.

A expectativa da Direcional para os próximos trimestres segue positiva.  No 1T19, houve melhora significativa nas margens e redução importante no endividamento líquido.

A ação DIRR3 encerrou a sexta-feira cotada a R$ 8,30 acumulando valorização de 15,3% no ano, com valor de mercado de R$ 1,22 bilhão.


Alpargatas (ALPA4)
Lucro líquido do 1T19 fica em R$ 43,5 milhões, queda de 61,5% em relação ao 1T18

No 1T19, os resultados da companhia foram penalizados pelo desempenho ruim das operações na Argentina com a escalada da inflação e crise no País, pela variação cambial e itens não recorrentes, além do impacto da contabilização do IFRS16 que traz impacto positivo no Ebitda, mas negativo em outras contas.

O resultado líquido caiu de R$ 112,9 milhões no 1T18 para R$ 43,5 milhões no 1T19.

Na sexta-feira a ação ALPA4 encerrou cotada a R$ 16,58 com valorização de 21,8% neste ano. O valor de mercado da companhia é de R$ 9,2 bilhões.


Petrobras (PETR4)
Venda das ações de propriedade da CEF e a negociação da Liquigás

A Petrobras emitiu dois comunicados importantes na última sexta-feira após o pregão.
• No primeiro deles, em resposta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou que arquivou no dia 8 de maio o Formulário F-3 junto à SEC. Este procedimento é necessário para que a Caixa possa realizar uma oferta registrada nos Estados Unidos. No documento, a Petrobras declarou que podem ser vendidas até 241,3 milhões de suas ações ordinárias cujo preço médio do ADS no dia 7/maio foi de US$ 7,27. Com isso, a oferta pode atingir a US$ 1,7 bilhão (R$ 6,9 bilhões);
• O segundo comunicado versou sobre o início da fase não vinculante da oferta de venda das ações da Liquigás Distribuidora. Os potenciais investidores, que atendam aos critérios de elegibilidade para a operação, poderão manifestar seu interesse até o dia 17 de maio.


Boletim Focus 
Mercado corrige mais uma vez para baixo suas estimativas para o PIB deste ano

Dentre as alterações contidas no Boletim Focus no último Boletim Focus desta segunda-feira, destaque para a manutenção das estimativas para o IPCA de 2019, a despeito das atualizações dos últimos 5 dias apresentarem variação marginal. Para o PIB, a mediana das estimativas mostrou nova retração, a décima primeira consecutiva, apontando para a recuperação ainda discreta da atividade econômica. Por fim, o mercado manteve suas estimativas para a Taxa de Câmbio e para a Taxa Selic inalteradas, todas para este ano.

A mediana do agregado para a produção industrial mostrou arrefecimento para 2019, sugerindo crescimento de 1,70% ante 1,76%. Para os demais indicadores de relevância, não houve alteração em relação às estimativas anteriores.

Com isso, para 2019, as expectativas para o IPCA ficaram em 4,04%, o PIB em 1,45%, Taxa de Câmbio R$/US$ 3,75 e a Meta da Taxa Selic em 6,50% aa.

Destaques do Boletim Focus publicado na segunda-feira, para 2019:

  • IPCA: 4,04%;
  • IPCA (atualização dos últimos 5 dias): 4,11%;
  • PIB: 1,45%
  • Taxa de Câmbio: R$/US$ 3,75;
  • Meta Taxa Selic: 6,50% a.a.

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