Banco do Brasil – Relatório de Análise

Trimestral em linha com melhora de rentabilidade e da qualidade do crédito

O BB registrou no 3T18 um lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões, com crescimento de 25,6% em relação ao 3T17, em linha com nossa estimativa. Esse resultado foi impactado positivamente pelo incremento da margem financeira líquida, potencializada pela expressiva redução da PDD, aliado a evolução das despesas administrativas abaixo da inflação (+0,8%) e incremento de 5,3% das Receitas de Tarifas. No acumulado do 9M18 o lucro líquido ajustado cresceu 22,8% para R$ 9,7 bilhões com ROAE de 13,4% (+1,1pp).

Margem Financeira Bruta (MFB) do 3T18 registrou piora no trimestre, em base de 12 meses e no acumulado dos primeiros nove meses, sensibilizada pelo baixo crescimento da carteira de crédito, notadamente no segmento PJ. O resultado de tesouraria foi impactado negativamente pela mudança no mix da carteira de títulos e positivamente pelo resultado do posicionamento estrutural de hedge.

As Despesas com Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) permanecem em trajetória de queda, contribuindo de maneira decisiva para o crescimento da Margem Financeira Líquida. As Despesas de PDD (líquidas de recuperação de crédito) caíram 37,5% no 3T18 em relação a igual trimestre do ano anterior para R$ 3,2 bilhões, resultando numa Margem Financeira Líquida de R$ 9,4 bilhões (+17,0%) e acumulando R$ 26,1 bilhões no 9M18 (+10,0%). Este decréscimo de PDD aliado ao crescimento das receitas de serviços, e o sólido controle das despesas administrativas, explicam boa parte do incremento do lucro líquido, tanto no trimestre quanto no acumulado do ano.

O bom resultado das rendas de tarifas está ligado diretamente ao desempenho dos negócios e a maior quantidade de dias úteis. Some-se o melhor relacionamento com os clientes, a utilização de plataforma digital como alavanca de consumo de produtos e pacotes de serviços. As Despesas Administrativas (Pessoal e Outras Administrativas), mantidas sobre controle, permaneceram estáveis no 3T18 ante o 3T17 e com alta de 0,8% no 9M18. O Índice de Eficiência (IE) permaneceu estável no trimestre, refletindo o controle das despesas nesta base de comparação.


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