Ibovespa sobe 1,00% na véspera do feriado seguindo as bolsas internacionais

MERCADO


Bolsa
No último pregão da semana passada, antes do feriado de natal, o Ibovespa seguiu as bolsas lá de fora e fechou com ganho de 1,00% aos 117.807 pontos e giro financeiro de R$ 24,5 bilhões (R$ 18,9 bilhões no à vista). O bom desempenho das bolsas refletiu a expectativa de acordo comercial entre o Reino Unido e a União Europeia e ainda o pacote fiscal nos EUA. Após criar empecilhos para a aprovação do pacote fiscal americano, o presidente Donald Trump assinou no domingo à noite, o projeto de lei de alívio da pandemia, após privar milhões de americanos de uma semana de auxílio desemprego. Tudo isso em meio ao avanço do coronavírus e a corrida para a distribuição da vacina. Outro ponto de destaque nos EUA, é a determinação na semana que vem do controle do Senado americano. No Brasil, o alívio com a não votação da PEC dos municípios e os dados positivos de criação de emprego no Brasil em novembro, que vieram acima das estimativas mais otimistas, ajudaram o mercado. Hoje a agenda econômica vem fraca com destaque apenas para os dados do Boletim Focus e a balança comercial semanal no Brasil. As bolsas internacionais mostram alta firme nesta segunda-feira na Europa e os futuros de NY também sinalizam alta com a decisão do presidente Donald Trump de aprovar o pacote fiscal.

Câmbio
A moeda americana registrou a terceira alta consecutiva, fechando a quarta-feira com ganho de 0,21% sobre o real, cotada a R$ 5,2166 ante R$ 5,2058 no dia anterior. Na sexta-feira anterior a cotação fechou em R$ 5,0838 (+2,61%).

Juros
A semana curta foi de queda para os juros futuros com as taxas fechando a véspera do Natal com o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022, em 2,865% de 2,904% no dia anterior.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Vale (VALE3)
Retomada na produção da Samarco

Após o encerramento do último pregão, a empresa informou que a Samarco Mineração S/A iniciou na quarta-feira (23/dez) a retomada gradual de suas operações no Complexo de Germano em Mariana – MG.

• A capacidade de produção da Samarco nesta primeira fase será de 7-8 milhões de toneladas ao ano, utilizando um de seus três concentradores para beneficiamento de minério de ferro no Complexo de Germano e uma das quatro usinas de pelotização do Complexo de Ubu, o que é equivalente a 26% da capacidade de produção da empresa. A Samarco vai realizar o empilhamento dos rejeitos a seco para 80% do total produzido no momento. Os rejeitos restantes serão depositados na cava Alegria Sul, que tem estrutura confinada, sendo mais segura;

• Esta é uma boa notícia para a Vale, significando a retomada na geração de caixa da Samarco na qual ela participa com 50%. Desde o acidente ocorrido em 2015, esta operação estava paralisada e gerando fortíssimos dispêndios. A Fundação Renova, entidade criada pelas sócias da Samarco (Vale e BHP) para reparar os danos do acidente, já gastaram R$ 10 bilhões, sendo que R$ 5,9 bilhões serão dispendidos em 2021.


Ferbasa (FESA4)
Pagamento de proventos

O Conselho de Administração da empresa aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) no total de R$ 18,5 milhões, sendo R$ 0,20422125646 para cada ação ordinária e de R$ 0,22464338211 as preferenciais (valores antes do Imposto de Renda).

• O pagamento deste provento será realizado no dia 19/02/2021, com base nas posições acionárias de 29/dezembro (amanhã). As ações da empresa já serão negociadas “ex-JCP” a partir do dia 30/dezembro;

• Este provento permitirá um retorno de 1,2% (bruto) para os acionistas de FESA4, considerando a cotação ao final do último pregão.


Petrobras (PETR4)
Venda de campos terrestres

Na noite de 23/dezembro, a empresa informou que assinou o contrato para a venda da totalidade de sua participação em um conjunto de doze campos terrestres denominados Polo Remanso para a Petrorecôncavo S/A.

• O preço da venda será de US$ 30 milhões, sendo US$ 4 milhões já pagos na assinatura do contrato, mais US$ 21 milhões no fechamento da operação e outros US$ 5 milhões um ano após este evento;

• A continuação do Plano de Desinvestimentos da Petrobras é sempre uma boa notícia, mesmo quando a venda de ativos envolve valores pequenos.


Itaúsa S.A. (ITSA4)
 Conclusão do investimento na Copagaz com a aquisição da Liquigás

A Itaúsa comunica a conclusão em 23 de dezembro, da aquisição da totalidade das ações da Liquigás Distribuidora S.A. (Liquigás) pelo grupo composto pela Itaúsa, Copagaz – Distribuidora de Gás S.A. (Copagaz) e Nacional Gás Butano Distribuidora Ltda. (Nacional Gás).

·        O valor pela aquisição da Liquigás pago pelo Grupo Adquirente à Petrobras foi de R$ 4,0 bilhões, tendo sido a transação aprovada por unanimidade de votos pelo Cade mediante a celebração de Acordo em Controle de Concentrações (ACC).

·        Foi concluído, também na mesma data, o aporte da Itaúsa na Copagaz, tornando-a, assim, acionista minoritária relevante. A participação da Itaúsa na Operação ocorre por meio de subscrição de ações ordinárias e debêntures da Copagaz no valor total de R$ 1,232 bilhão e resultará em participação de aproximadamente 49% no capital social e votante da Copagaz.

·        O restante do capital permanece com a atual acionista da Copagaz, holding da família Ueze Zahran, que manterá o controle acionário.

·        A Nacional Gás adquirirá fatia minoritária na Liquigás e, após reorganização societária que ocorrerá nos próximos meses, conforme aprovado pelo Cade, passará a ser detentora de ativos em determinadas localidades equivalentes a 18% do volume de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) vendido pela Liquigás.

·        A integração das operações da Liquigás permitirá a captura de sinergias importantes ao longo dos próximos anos.


AES Tietê Energia S.A. (TIET11)
Compra de complexos eólicos por R$ 806 milhões

A companhia assinou em 27 de dezembro, o Contrato de Compra e Venda de Ações com a Cúbico Brasil S.A. para a aquisição pela AES Brasil da totalidade das ações representativas do capital social das sociedades de propósito específico (“SPEs”) que compõem o Complexo Eólico MS e o Complexo Eólico Santos.

O valor total da aquisição (enterprise value) é de até R$ 806 milhões, sendo: (i) R$ 529 milhões de equity; e (ii) assunção da dívida líquida do Projeto de R$ 277 milhões (data base dezembro de 2019).

Localizado em uma das regiões mais privilegiadas em termos de recurso eólico do País, nos estados do Rio Grande do Norte e Ceará, costa da região Nordeste, os dois complexos encontram-se em operação desde 2013.

Possuem 158,5 MW de capacidade instalada, 100% contratado no mercado regulado e comercializado por leilões de reserva e de energia nova por 20 anos.


IRB-Brasil Resseguros S.A. (IRBR3)
Prejuízo Líquido de R$ 23,8 milhões em outubro de 2020

O IRB disponibilizou relatório periódico mensal de outubro enviado à Susep (FIP – Formulário de Informações Periódicas) e a reconciliação destas informações com o modelo Visão Negócio praticado pela companhia em suas divulgações periódicas.

A empresa destaca que no mês de outubro de 2020, como não houve impacto material em decorrência dos negócios descontinuados, e que os comentários refletem os resultados consolidados (negócios continuados + descontinuados).

Os impactos materiais de efeitos one-offs (que ocorrem uma vez) ocorreram devido a um maior provisionamento da carteira de vida internacional. Adicionalmente, no mês de outubro também ocorreu a operação de transferência/venda pelo IRB de portfólio de sinistros do segmento rural (Loss Portfolio Transfer).

Destaques

Faturamento bruto de outubro/20 (Prêmio Emitido): Alcançou R$ 692,9 milhões, um crescimento 17,9% em relação a outubro de 2019, sendo R$ 370,0 milhões no Brasil (+18,2%) e R$322,9 milhões no Exterior (+17,7%).

Faturamento de competência de outubro/20 (Prêmio Ganho): O prêmio ganho somou R$ 423,3 milhões, impactado pela reversão da linha de Variação das Provisões Técnicas, em virtude do grande volume retrocedido em LPT (Loss Portfolio Transfer) da ordem de R$ 118 milhões.

Lucro (prejuízo) líquido: em outubro/20, o prejuízo líquido reportado foi de R$ 23,8 milhões. Ao excluirmos os efeitos one-offs, o lucro líquido seria positivo em R$ 110,3 milhões.


Cemig S.A. (CMIG4)
Programa de Investimentos 2021-2025

O Conselho de Administração da Copasa, em reunião realizada em 17.12.2020, aprovou o Programa de Investimentos plurianual projetado, referente à Controladora, para o período de 2021 a 2025, no montante de R$ 6.415 milhões.

·        Os valores por ano são: R$ 1.250 milhões em 2021, R$ 1.365 milhões em 2022, R$ 1.275 milhões em 2023, o valor de R$ 1.275 milhões em 2024 e R$ 1.250 milhões em 2025.

·        Em relação ao plano de investimentos da Copanor, a Direção da subsidiária deliberou, para o ano de 2021, o valor de R$ 47,2 milhões.

Temos recomendação de COMPRA para CSMG3 e Preço Justo de R$ 21,00/ação.


Banco Bradesco S.A. (BBDC4)
Renovado Programa de Recompra de Ações

O Conselho de Administração do Bradesco deliberou renovar o Programa de Aquisição de Ações de própria emissão para permanência em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, sem redução do capital social.

·        Serão utilizados os recursos existentes em “Reservas de Lucros – Estatutária”, disponíveis para investimentos, para aquisição de até 15,0 milhões de ações (sendo de até 7,5 milhões de ações ordinárias e até 7,5 milhões de ações preferenciai), no período de 28.12.2020 a 28.6.2022.

·        O montante total da recompra corresponde a 0,3% das ações do banco em circulação (equivalentes a 0,6% das ON e 0,2% das PN). Se recompradas na totalidade pelo preço de R$ 24,85/ação ordinária e R$ 27,72/ação preferencial, o montante total alcança R$ 394,3 milhões.

O Bradesco S.A. anunciou também a emissão de seu primeiro título atrelado a critérios ESG (ambientais, sociais e de governança).  Com valor de R$ 1,2 bilhão, é a maior emissão de um título com rótulo sustentável já feita por um banco privado brasileiro. A emissão acontece por meio de uma Letra Financeira, com oferta privada, prazo de 30 meses e taxa de CDI+0,6% por ano.

Os recursos serão utilizados para financiar projetos e bens em áreas que contribuem com a transição para uma economia menos intensiva em carbono, como energia renovável, eficiência energética e operacional, transporte limpo e edificações sustentáveis (green building).


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