Prezado Sr.(a),

O primeiro mês de Governo Bolsonaro parece traduzir bem como será a vida de agora em diante: de um lado uma mudança radical positiva, abandonando a lógica do presidencialismo de coalisão, onde imperava o loteamento do governo com indicações políticas de aliados, por nomes tecnicamente qualificados e, por outro, o enfrentamento do lamaçal construído nos últimos anos, cujas práticas e rejeitos políticos e ideológicos estão entranhados no cotidiano brasileiro.

Contudo, a força da renovação, capitaneada desde as manifestações de junho de 2013, materializou-se no último sufrágio onde 243 das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados pertencem agora a novos parlamentares. No Senado a mudança foi ainda maior: das 54 vagas, 46 foram para novos nomes. A eleição de Bolsonaro aliada a essas duas enormes alterações da Câmara e do Senado mostram a inequívoca mensagem do povo brasileiro de fadiga a tudo que se viu até o momento. Esse clamor por mudança, todavia, precisa ser acompanhada de perto, sobretudo pelo viés que se carrega da “velha politica” que, de alguma forma, ainda permanece em vários párias em ambas as Casas.

De toda sorte, os mercados entenderam e reagiram muito bem a tudo isso em meio aos primeiros passos da “nova política”. O Ibovespa subiu mais de 10% em janeiro e o Dólar caiu quase 6%. O risco Brasil, medido pelo CDS de 5 anos reduziu fechando o mês em 165,73 pontos, enquanto os juros nominais mais líquidos até 2027 ficaram abaixo de 9% e as NTN-Bs mais longas pagavam juros reais abaixo de 4,5%. Um verdadeiro feito! Assim, parafraseando Neil Armstrong, as últimas eleições podem ter sido um pequeno passo para nós neste momento, mas um salto gigante para o futuro das próximas gerações no Brasil.

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