Boletim Diário – 26 de Outubro 2018

MERCADO

Bolsa
O Ibovespa teve oscilações mais fortes nesta semana, com alta de 1,23% no fechamento de ontem, após a queda da quarta-feira. O índice fechou aos 84.084 pontos, com giro financeiro de R$ 15,8 bilhões. É importante observar a reação do mercado neste último pregão que antecede a eleição presidencial. A safra de resultados traz mais informações nesta sexta-feira, podendo também ter influência nos preços dos papéis, além do mercado de petróleo com a tensão no exterior. As bolsas internacionais fecharam pesadas na Ásia e caem na Europa. Hoje a agenda econômica traz dados domésticos com pouca relevância para o mercado. Nos EUA, destaque para o PIB do 3T18 e outros indicadores do país.

Câmbio
A moeda americana reagiu ao noticiário mais calmo do lado externo e encerrou o dia cotada a R$ 3,7052 com queda de 0,88%, no mercado à vista.

Juros
Na expectativa de mais uma divulgação de pesquisas no final do dia o mercado de juros mostrou indefinição de rumo, mas no fechamento a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/20 subiu de 7,403% para 7,47%. Na ponta mais longa (jan/25) a taxa do DI terminou em 10,19%, de 10,152 na véspera.



ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Grendene (GRND3)
Resultado líquido cai 18,6% nos 9M18 para R$ 334,2 milhões

  • Lucro líquido do 3T18 cai 23,4% para R$ 112,4 milhões e no acumulado de 9 meses a redução foi de 18,6% somando R$ 334,2 milhões. A queda reflete, principalmente, o menor ganho financeiro.
  •  A Grendene possui posição de caixa líquido de R$ 1,8 bilhão.
  • Distribuição de Dividendos – R$ 47,2 milhões, ações ex-dividendo a partir de 06/11/2018 e pagamento a partir de 21/11/2018 acumulando R$171,6 milhões nos 9M18.
  • A ação GRND3 encerrou ontem cotada a R$ 7,74 acumulando queda de 15,4% no ano.
  • Temos recomendação de COMPRA para a ação com preço justo de R$ 9,83 o que significa valorização potencial de 27%.

Lojas Renner (LREN3)
Crescimento de 44,8% no lucro líquido de 9 meses somando R$ 580 milhões

  • Bom ritmo de vendas no período com evolução de 11,3% na receita líquida do 3T18 e 12% nos 9 meses e menor evolução nos custos, resultando numa melhora da margem bruta de 0,9 p.p nos 9 meses;
  • Forte crescimento no EBITDA (ver tabela).
  • Redução na despesa financeira líquida ajudando o resultado final.
  • Redução do endividamento líquido de R$ 842,1 milhões em set/17 para R$ 779,4 milhões em set/18, com alavancagem de 0,49x.
  • Aumento no fluxo de caixa livre de R$ 137,1 milhões nos 9M17 para R$ 204,7 milhões nos 9M18. Temos recomendação de COMPRA para a ação LREN3 com preço justo de R$ 37,0 por ação com potencial de valorização de 2,3% sobre o fechamento de ontem.Os investimentos que vêm sendo realizados com a expansão da rede de lojas e a transformação digital na companhia deverão trazer fortes resultados nos próximos períodos, considerando um cenário de retomada da economia brasileira.

EDP – Energias do Brasil S.A. (ENBR3)
Venda de Ativos de Geração no Espírito Santo

A EDP – Energias do Brasil S.A. assinou ontem (25/out) um contrato de compra e venda de ações com a Statkraft Energias Renováveis S.A. para alienar 100% das ações detidas pela companhia na EDP Pequenas Centrais Hidroelétricas S.A., composta por sete usinas hidrelétricas, e na Santa Fé Energia S.A., totalizando 131,9 MW de capacidade instalada e 68,8 MW médios de garantia física, com prazo final de concessão entre 2025 e 2031.

  • O valor total da transação foi de R$ 704 milhões, incluindo dívida líquida estimada em R$ 113 milhões. Deste modo, o valor a ser recebido será de R$ 591 milhões, ajustado entre a presente data e a data de fechamento. A operação está sujeita à aprovação do CADE e da ANEEL.
  • Ao preço de R$ 14,31/ação as ENBR3 registram alta de 6,0% este ano. O preço justo de R$ 17,00/ação corresponde a um potencial de alta de 18,8%.

Copel Energia S.A. (CPLE6)
Atualização sobre o cronograma de obras da UHE Colider

A Copel Energia revisou o cronograma de obras da Usina Hidrelétrica de Colíder, uma companhia 100% da controlada Copel GeT. Possui uma capacidade instalada de 300 MW, garantia física de 178,1 MW médios, 125 MW médios de energia vendida no ACR ao preço de R$ 168,87/MWh e vencimento da concessão em 16.01.2046.

  • A data de início operacional, que estava anteriormente prevista para outubro de 2018, foi revisada para o mês de dezembro de 2018.
  • A UHE Colider descontratou a totalidade de sua energia a ser entregue em 2018 via Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits – MCSD, não havendo, dessa forma, obrigação de compra de energia no mercado de curto prazo para esse ano.
  • Este ano as CPLE6 registram alta de 4,9% para uma cotação de R$ 25,00/ação, correspondente a um valor de mercado de R$ 6,8 bilhões. O preço justo de R$ 32,00/ação traz um potencial de alta de 28,0% para suas ações.

Cielo (CIEL3)
Paulo Rogério Caffarelli é o Novo Diretor-Presidente da Cielo

O Conselho de Administração da Cielo aprovou por unanimidade a eleição do Sr. Paulo Rogério Caffarelli como novo Diretor-Presidente da Cielo, cujos efeitos se iniciam em 05 de novembro de 2018, com sua posse efetiva após homologação por parte do Banco Central do Brasil.

  • Vemos como positiva a chegada de Caffarelli, mas em termos de resultado, o ano de 2018 ainda será de ajustes e construção de valor, com melhora de lucratividade em 2019.
  • As CIEL3 registram forte queda de 45,5% este ano para uma cotação de R$ 12,00/ação, correspondente a um valor de mercado de R$ 32,6 bilhões. O preço justo de R$ 22,50/ação traz um potencial de alta de 87,5% para suas ações.

Banco do Brasil (BBAS3)
Substituição do presidente Paulo Caffarelli

O Banco do Brasil anunciou que seu presidente Paulo Caffarelli apresentou pedido de renúncia aos cargos de presidente e membro do conselho de administração do banco, com efeito, a partir de 1º de novembro.

  • Na presidência do banco entra Marcelo Labuto, ex-CEO do BB Seguridade, unidade de seguros do Banco do Brasil, e atual responsável pela área de varejo do banco. O mandato de Labuto pode ser curto, caso o presidente eleito resolva mudar o comando do banco.
  • Às vésperas da eleição de um novo presidente, já era esperada a troca de comando, que de certa forma, foi antecipada. Seguimos com recomendação de compra para BBAS3 com preço justo de R$ 52,00/ação, equivalente a um potencial de alta de 29,7% em relação a cotação de R$ 40,10/ação.
  • Na gestão de Caffarelli o ROAE do BB subiu de 6,6% (base mai/16) para 13,8% no 2T18, um trabalho marcado pelo foco na eficiência operacional do banco, com resultados bastante claros e positivos no sentido de maior retorno a seus acionistas.

Pão de Açúcar (PCAR4)
Crescimento forte no lucro líquido do 3T18 somando R$ 188 milhões

  • O lucro consolidado dos acionistas controladores das operações em continuidade atingiu R$ 188 milhões, superior em 18,8x o lucro do 3T17. Nos 9 meses o resultado líquido foi de R$ 726 milhões, aumento de 194,3% sobre os 9M17.
  • O Grupo Pão de Açúcar mostrou crescimento nas principais linhas de resultado (consolidado) com destaque para o Assaí onde vem sendo realizados grandes investimentos.
  • Nos 9M18 a receita líquida somou R$ 35,3 bilhões (+10,0% s/ os 9M17);
  • O EBITDA atingiu R$ 2,1 bilhões, aumento de 33,4% no período de 9 meses;
  • O resultado financeiro (despesa líquida) caiu 21,0% somando R$ 414 milhões nos 9M18.
  • A ação PCAR4 encerrou ontem cotada a R$ 79,99 com valorização de 2,5% no ano.

CCR (CCRO3)
Queda no lucro em relação ao 3T17

O resultado da CCR no 3T18, divulgado na noite de ontem, mostrou queda no tráfego e no lucro líquido, em relação com o mesmo trimestre do ano passado.

  • Comparado ao trimestre anterior, ocorreu uma forte recuperação, por conta das perdas que ocorreram no 2T18 com a greve do caminhoneiro;
  • A CCR obteve no 3T18 um lucro líquido pró-forma de R$ 365 milhões (R$ 0,18 por ação), que foi 22,7% menor que no 3T17, mas 22,7% acima do trimestre anterior;
  • O tráfego nas oito concessões rodoviárias da CCR durante o 3T18 caiu 4,5% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, mas teve uma recuperação de 7,6% em relação ao 2T18.

Usiminas (USIM5)
Um ótimo resultado no 3T18

  • A Usiminas divulgou seus resultados do 3T18 nesta manhã, apresentando números muito positivos, com forte aumento da receita e na rentabilidade, que ficaram acima das nossas expectativas.
    • No 3T18, Usiminas obteve um lucro líquido de R$ 264 milhões (R$ 0,21 por ação), que foi 242,9% maior que no mesmo trimestre do ano passado e reverteu o prejuízo do trimestre anterior;
    • No 3T18, as vendas totais de aço da Usiminas aumentaram 9,0% em relação ao 3T18, principalmente pelo crescimento do volume vendido no mercado interno, que teve uma elevação de 12,5%, com queda de 14,2% das exportações;
    • Em minério de ferro, houve enorme salto nas vendas (95,6%), com crescimentos nas vendas para a própria usina da Usiminas (4,7%), mas um grande aumento (364,9%) nas vendas para terceiros.

Vale (VALE5)
Teleconferência de resultados do 3T18

A Vale promoveu uma teleconferência na manhã de ontem para discutir o resultado do 3T18, insistindo no bom momento para o minério de ferro com alta qualidade e na “freada de arrumação” no segmento de metais básicos.  Além disso, a empresa frisou que pretende manter elevados os dividendos e fazer outras recompras de ações.

  • Recompra: Já fizeram metade do valor autorizado de US$ 1 bilhão, com preço médio de US$ 13,27 (fechamento do ADR ontem foi a US$ 14,72);
  • Alta de preços do minério nos últimos dias foi consequência do aumento da demanda chinesa, em função dos estímulos concedidos pelo governo;
  • Samarco: Já estão construindo uma nova barragem de rejeitos, que deve ficar pronta ao final do ano.  Daí será pedida uma nova licença de operações. Estimam o reinício das operações para 2020.

Suzano Papel e Celulose (SUZB3)
Resultados do 3T18, com destaque para a geração de caixa operacional

A ação SUZB3 encerrou ontem cotada a R$ 42,43 acumulando valorização de 127,0% em 2018. O valor de mercado atual da companhia é de R$ 46,1 bilhões e a ação está sendo negociada a 4,34x o valor patrimonial.

Os resultados do 3T18 trouxeram à tona a robustez da Suzano, com geração de caixa operacional e EBITDA ajustado atingindo recordes, sobretudo por um mercado de celulose ainda demandado, favorecendo o volume de vendas da companhia. No negócio de papel os resultados também se mostraram consistentes, com forte elevação do EBITDA ajustado. No geral, a Suzano registrou no trimestre crescimento de receita, EBITDA e ganho nas margens, no entanto, o resultado líquido do período se mostrou penalizado pelo maior resultado financeiro negativo, levando a companhia a reportar prejuízo líquido de R$ 108 milhões, frente ao prejuízo de R$ 1,3 bilhão no 2T18 e lucro de R$ 906 milhões no 3T17.

A companhia ainda destacou a autorização sem restrições concedidas pela SAMR (China) e Turquia, a decisão positiva do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e filing na Comissão Europeia, todas com o parecer sobre a transação envolvendo a Fibria.

Demonstração de Resultado T/T

  • Receita Líquida de Vendas – +25%;
  • Custo dos Produtos Vendidos –  +16,9%;
  • Margem EBITDA – +8,6pp;
  • EBITDA Ajustado – +63,8%;
  • Margem EBITDA Ajustada – 7,9pp;
  • Lucro Líquido do Exercício – -178,9%

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