Ibovespa tem queda de 0,13% aos 110.977 pontos

MERCADO


Bolsa

Após uma sequência de altas na semana passada o Ibovespa acomodou ontem, fechando com queda de 0,13% aos 110.977 pontos e giro financeiro de R$ 18,5 bilhões. No ano o Ibovespa acumula ganho de 26,27%. Hoje a agenda econômica traz dados da China e Estados Unidos e nenhum indicador do lado doméstico. No entanto, a semana ainda terá eventos importantes que podem influenciar os mercados, além da pressão dos Democratas nos EUA com o levantamento de dados para o impeachment do presidente Donald Trump e a proximidade da decisão sobre as tarifas comerciais dos EUA em relação aos produtos chineses. Este assunto vem pesando sobre as bolsas que operam com queda generalizada nesta terça-feira. O Ibovespa, por vezes tem conseguido se descolar das bolsas internacionais e sem a dependência do investidor estrangeiro, o que é positivo para nosso mercado.

Câmbio

A moeda americana encerrou a segunda-feira cotada a R$ 4,1397 ante R$ 4,1389 na sexta-feira. Os dados mais recentes divulgados para a economia brasileira e a previsibilidade em relação aos indicadores que serão divulgados, deram uma acalmada neste mercado.

Juros

Os juros futuros seguem numa faixa de acomodação e sem pressão. Ontem o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21, encerrou com uma pequena alta de 4,599% no ajuste anterior para 4,62%, mas na ponta mais longa (jan/27) o DI estável em 6,70%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Petrobras (PETR4)
Conclusão da venda de participação em campos terrestres

Após o pregão de ontem, a empresa informou que finalizou a venda de sua participação em 34 campos de produção terrestres para a Potiguar E&P S.A, subsidiária da Petrorecôncavo S.A.
• O valor total da operação foi de US$ 294,8 milhões, sendo US$ 266 milhões pagos agora no fechamento da operação e US$ 28,8 milhões, que já haviam sido recebidos na assinatura do contrato de venda em abril/2019. A Petrobras pode ainda receber US$ 61,5 milhões, caso se obtenha uma extensão do prazo de dez das concessões;
• O prosseguimento do Plano de Desinvestimento da Petrobras é sempre uma notícia positiva. Estas vendas de ativos têm permitido a empresa reduzir sua dívida e os investimentos, o que resulta em maior geração de caixa disponível para pagar proventos aos acionistas.


Ferbasa (FESA4)
Parceria comercial para a compra de coque

A Ferbasa informou na noite de ontem que fechou uma parceria comercial com uma empresa colombiana para a aquisição de coque metalúrgico. A parceria é válida por um ano, podendo ser prorrogada por períodos iguais.
• A empresa já vinha indicando que estava negociando uma fonte para o suprimento desta matéria-prima, usada na produção de ferro cromo;
• Esta negociação faz parte dos projetos estratégicos da Ferbasa, destinados à redução de custos e aumento da produtividade.


São Martinho S.A (SMTO3)
Política de remuneração e distribuição de JCP (ex em 13/dez)

O Conselho de Administração da São Martinho aprovou ontem (9/dez) a Política de Remuneração aos acionistas, a qual prevê a distribuição anual, por meio de dividendos e/ou juros sobre capital próprio (JCP), de no mínimo: (i) 25% do lucro líquido do exercício ou; (ii) 40% do lucro caixa, o que for maior.
A distribuição mínima de 40% do lucro caixa poderá não ser adotada, por recomendação do Conselho de Administração, nas seguintes hipóteses: (i) Utilização de capital relevante em função de investimento em seus negócios, programa de recompra de ações e/ou eventuais fusões e aquisições; (ii) Indicadores de endividamento, tais como, dívida líquida/EBITDA ajustado superior a 2 vezes, apurada no encerramento do exercício, visando manter o grau de investimento pela S&P; (iii) Mudanças fiscais; e (iv) Destinação a reservas obrigatórias ou limitação à distribuição de parcela destas que alterem a capacidade de distribuição dos lucros.
Distribuição de JCP. O Conselho de Administração da companhia aprovou ontem (9/dez) também, o pagamento em 23.12.19, de juros sobre capital próprio (JCP), no valor bruto de R$ 120,0 milhões equivalente a R$ 0,34464282 por ação.
Terão direito ao recebimento de JCP os acionistas constantes da posição acionária em 12.12.2019, sendo as ações negociadas ex juros sobre capital próprio a partir de 13.12.2019 (próxima sexta-feira). Com base na cotação de R$ 21,41/ação o retorno líquido é de 1,37%.


Banco Bradesco S.A. (BBDC4)
Ex JCP complementares dia 20/dezembro

A Diretoria do Bradesco, em reunião realizada ontem (9/dezembro), decidiu propor ao Conselho de Administração, que deliberará em reunião que será realizada no dia 19 de dezembro de 2019, o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) complementares, no valor total de R$ 4,245 bilhões, sendo R$ 0,503379600 por ação ordinária e R$ 0,553717560 por ação preferencial.
Se aprovada a proposta serão beneficiados os acionistas em 19.12.2019 (data da declaração), passando as ações a ser negociadas “ex-direito” aos juros complementares a partir de 20.12.2019. O retorno líquido para as preferenciais com base na cotação de R$ 34,60/ação é de 1,36%.


Itaúsa S.A. (ITSA4)
Ex JCP em 13/dezembro

O Conselho de Administração da Itaúsa, reunido ontem (9/dez), aprovou a declaração de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor de R$ 0,005950 por ação, que serão pagos aos acionistas até 30.04.2020, com base na posição acionária final do dia 12.12.2019, ficando as ações “ex” juros em 13 de dezembro de 2019, próxima sexta-feira. Com base na cotação de R$ 13,68/ação o retorno líquido é de 0,04%.


 

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