Ibovespa volta a fechar do lado positivo com ganho de 0,09%

Ibovespa volta a fechar do lado positivo com ganho de 0,09%

MERCADO


Bolsa

O Ibovespa voltou a fechar do lado positivo ontem após a realização de lucros na terça-feira, vindo de uma longa sequência de altas.  O índice subiu 0,09% marcando 129.907 pontos e giro financeiro de R$ 39,3 bilhões (R$ 31,1 bilhões à vista). A divulgação ontem do IPCA de maio com alta de 0,83% – acima do teto das estimativas e o maior para o mês em 25 anos – chama a atenção para as próximas rodadas de divulgação de índices de atividade econômica e para a sinalização que vira para o mercado na reunião dom Copom na próxima semana.

As bolsas americanas fecharam em queda com volatilidade nos preços aguardando a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que sai agora nesta manhã. O Dow Jones fechou caiu 0,44%, o S&P 500 recuou 0,18%, e o Nasdaq perdeu 0,09%.  Dependendo do indicador de preços nos EUA, os mercados estarão avaliando a trajetória recente da inflação e os impactos para a política monetária do Federal Reserve (Fed). A agenda econômica de hoje traz. Além do CPI nos EUA, dados de seguro desemprego e outros indicadores econômicos menos relevantes. Na Europa e no Brasil, nenhum dado relevantes para hoje.  As bolsas internacionais mostram pequena queda na Europa, nesta manhã e os futuros de Nova York também mostram cautela no aguardo do principal indicador do dia. Os investidores estão aguardando o relatório de inflação para ver se mudam as percepções de quando o Federal Reserve pode começar conversas sobre redução gradual das compras de ativos. O petróleo e o minério de ferro operam ligeiramente positivos nesta quinta-feira.

Câmbio
A moeda americana interrompeu uma sequência de baixas, mas não trouxe preocupações ao mercado. A cotação passou de R$ 5,0346 para R$ 5,0629, alta de 0,56%, firimando numa faixa estreita de preços nas últimas sessões.

Juros
A quarta-feira foi de alta para as taxas e juros futuros, influenciadas pela divulgação do IPCA de maio acima do esperado. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/22 fechou em 5,22%, de 5,137% na terça-feira e para jan/27 a taxa passou de 8,304% para 8,33%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Tim (TIMS3)
Aprovação de JCP no valor de R$ 350 milhões (R$ 0,1447 /ação)

O conselho de administração da TIM aprovou, em reunião ontem, a distribuição de R$ 350 milhões em juros sobre capital próprio (JCP).

O pagamento será feito em 20 de julho, considerando a base acionária de 21 de junho. As ações passam a ser negociadas “ex-juros” a partir de 22 de junho.

O valor bruto por ação será de R$ 0,144654605 incidindo a taxação de 15% sobre este valor.

Ontem a ação TIMS3 encerrou o dia cotada a R$ 12,72 com alta de 2,50%. O retorno para os acionistas, com base nesta cotação, é de 1,14%.


JSL (JSLG3 )
Quinta aquisição em menos de 1 ano, a Transportes Marvel deve trazer um crescimento  de 50% na Receita Bruta

A JSL, subsidiária do grupo Simpar, divulgou ontem em fato relevante que adquiriu a Transportes Marvel Ltda. (“Marvel”) (“Transação”).

Com esta aquisição a JSL pretende ampliar de forma relevante  a presença
em transporte rodoviário de cargas congeladas e refrigeradas de alto valor agregado, e a representatividade do segmento de alimentos na JSL, oferecendo serviços no Brasil e outros países da América do Sul. A combinação das operações trará uma grande oportunidade de sinergias comerciais e operacionais, especialmente pela complementariedade de sua base de clientes e rotas percorridas.

Somadas as outras 4 aquisições realizadas entre agosto de 2020 e fevereiro de 2021, a JSL adiciona.  Em números anualizados, R$ 1,7 bilhão à Receita Bruta da Companhia, aumentando de R$ 3,4 bilhões para um total de R$ 5,1 bilhões, um crescimento de 50%.

A JSLG3 fechou cotada a R$ 10,70 com valorização de 0,2% vs 9,1% do Ibovespa.


Petrobras (PETR4)
Aprovação do CADE para a venda da RLAM

Na noite de ontem, a empresa informou que a Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) para a Mubadala Capital.

·       Ainda faltam o cumprimento de algumas condições precedentes para o fechamento da operação, que deve ocorrer no prazo de quinze dias imposto pela Lei 12.529 de 2011;

·       Esta é uma notícia positiva para a continuidade do Plano de Desinvestimentos da Petrobras, dado que a aprovação do CADE é normalmente difícil e demorada, atrasando a conclusão de negócios deste vulto.


Usiminas (USIM5)
Estudos para a venda do Terminal Marítimo de Cubatão

A empresa informou, após o pregão de ontem, que contratou assessores financeiros para estudar a venda dos ativos relacionados ao Terminal Marítimo Privativo de Cubatão (TMPC).

·       Acreditamos que a venda do TMPC possa ser positiva para a Usiminas, que não utiliza totalmente sua capacidade.  Há dois anos, a imprensa noticiou que a empresa tinha um grande projeto de expansão do terminal, trazendo investidores para a retro área;

·       O TMPC está localizado na área da Usiminas Cubatão (antiga Cosipa) a 70 km da região metropolitana de São Paulo, com acessos pelo sistema Anchieta-Imigrantes e a Rodovia Cônego Domênico Rangoni, sendo também ligado por terminal ferroviário da MRS.


Cemig (CMIG4)
Esclarecimento sobre a consulta da CVM

Em esclarecimento a consulta feita pela CVM a Cemig confirmou que espera alcançar posição relevante em Geração Distribuída (GD), com foco no Estado de Minas Gerais, através de investimentos que somam R$ 1,0 bilhão até 2025 em projetos para operação de fazendas solares verticalizadas (equivalente à 275MWp) com TIR equivalente à média de mercado, garantindo posição relevante de market share (~30%) com EBITDA anual de R$ 170 milhões.

•         Tais informações foram divulgadas durante o Encontro Anual da Cemig com o Mercado de Capitais, ocorrido em 28/04/2021.

•         A companhia reitera que busca manter o mercado devidamente atualizado sobre processos de aquisição de ativos, seja pela própria companhia ou através de suas subsidiárias.

•         O Plano de Investimentos consolidado da companhia alcança aproximadamente R$ 22,5 bilhões nos próximos 5 anos e objetiva reforçar e expandir os negócios atuais e explorar novas oportunidades.


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