Bolsa tem um dia de realização após forte sequência de altas

Bolsa tem um dia de realização após forte sequência de altas

MERCADO


Bolsa
Ontem na B3 foi dia de realização de lucros após a forte sequência de altas. Ao final o Ibovespa registrou queda de 0,76%, aos 129.787 pontos com giro financeiro de R$ 36,0 bilhões.  Do lado da economia, as revisões para cima sobre a atividade econômica e a redução das preocupações com a situação fiscal do País, resultaram na melhora do fluxo de recursos externos, com efeitos diretos sobre o câmbio e a Bolsa. A agenda hoje no Brasil traz o IPCA de maio com mediana das expectativas em 0,71% acima de 0,31% da leitura anterior. Nos EUA os dados de Estoques no Atacado de abril. Os contratos futuros do petróleo operavam em alta na madrugada desta quarta-feira, ampliando os ganhos do dia anterior. As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em baixa, com inflação no foco após a alta nos preços ao produtor (PPI) na China, acima das expectativas. Em dia de agenda esvaziada as bolsas europeias abriram sem direção única. Nos EUA os índices futuros das bolsas de Nova York operam em leve alta após um pregão misto e de variações modestas nos mercados à vista ontem. Os investidores estão na expectativa para dados de inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, a serem divulgados nesta quinta-feira.

Câmbio
Ontem o dólar à vista fechou em baixa de 0,22% cotado a R$ 5,03 refletindo um ambiente mais favorável ao risco e que tem impulsionado os fluxos para mercados emergentes, principalmente para a dívida local. O dado de vendas no varejo de abril, melhor que o esperado, ajudou a estimular a venda da moeda americana. No final da tarde, o dólar futuro para julho era negociado com leve queda de 0,08% a R$ 5,06.

Juros
No mercado de juros, as taxas que apontavam queda pela manhã passaram à estabilidade na parte da tarde. Contribuiu para este movimento o cenário fiscal após a sinalização pelo governo, da extensão em “dois ou três” meses do auxilio emergencial aliado e um reforço no programa Bolsa Família. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou em 5,125%, de 5,122% no ajuste do dia anterior. A taxa do DI para janeiro de 2023 ficou estável em 6,72%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

JBS (JBSS3)
Companhia precifica emissão de US$ 1 bilhão em 2032 bonds a 3,75% ao ano

De acordo com o comunicado ao mercado da JBS, sua subsidiária JBS Finance Luxembourg realizou a emissão e precificação no mercado internacional de US$ 1 bilhão em bonds atrelados a indicadores de sustentabilidade.

A emissão se deu pelo valor de face de US$ 98,913, com rendimento de 3,75% a.a., cupom de 3,625% a.a. e vencimento em 2032. A operação recebeu os ratings Ba1 (Moody’s) e BBB- (Fitch).

Mais uma operação de dívida no curso normal dos negócios do Grupo JBS e atrelada a indicadores de sustentabilidade, o que é positivo. Seguimos com recomendação de COMPRA para JBSS3 e Preço Justo de R$ 37,00/ação, equivalente a um potencial de alta de 26,5%.


Enauta (ENAT3)
Forte aumento na produção em maio

Na noite de ontem, a empresa informou que sua produção total (petróleo + gás) em maio/21 atingiu 555,6 mil barris de óleo equivalente (boe), volume 40,4% maior que no mês anterior.

·       A recuperação da produção nos dois campos produtores da Enauta é uma excelente notícia, dado que problemas técnicos paralisaram a produção em Atlanta (petróleo) no ano passado, sendo que a baixa demanda havia impactado os volumes em Manati (gás);

·       Em Atlanta, a produção total em maio (participação da Enauta) foi de 234,1 mil barris (7,4 mil barris/dia), uma quantidade 82,9% acima da verificada em abril, mesmo com a planta ficando parada durante dois dias por problemas técnicos.  Somente dois poços estão em operação neste campo, com o terceiro tendo seu retorno programado para julho.  A expectativa de produção média em 2021 para o Campo de Atlanta é de 14 mil barris/dia.


Vale (VALE3)
Liquidação antecipada do project finance das operações de carvão de Moçambique

A empresa informou, após o pregão de ontem, que vai realizar o pagamento antecipado de US$ 2,5 bilhões, referente ao project finance do Corredor Logístico de Nacala (CLN).  A liquidação vai ocorrer no dia 22 deste mês.

·       A quitação deste empréstimo será seguida pela aquisição da participação da Mitsui na mina de carvão de Moatize e no CLN.  Com isso, a Vale vai consolidar os resultados destas operações e simplificar sua gestão, o que permitirá redução de custos financeiros e aumento da eficiência da operação, além de facilitar sua venda;

·       O desinvestimento destas operações, quando ocorrer, será uma boa notícia para a Vale, que vem perdendo muito neste negócio.  No 1T21, o EBITDA do segmento de carvão foi negativo em US$ 159 milhões e no ano passado a perda atingiu US$ 931 milhões.


Petrobras (PETR4)
Recompra de US$ 2,1 bilhões em títulos no mercado internacional

A empresa informou ontem, que vai recomprar títulos no valor de US$ 2,1 bilhões com vencimento entre 2024 e 2050.  O pagamento aos investidores será realizado em 11 de junho (próxima sexta-feira).  Para financiar esta recompra, a Petrobras já anunciou uma emissão com vencimento em 2051.

·       Esta gestão da dívida é positiva para a Petrobras, permitindo a extensão de prazos e redução dos juros pagos.  Isso ocorre pela boa situação financeira atual da empresa;

·       Ao final do 1T21, a dívida líquida da Petrobras (incluindo arrendamentos) era de R$ 332,9 bilhões, 1,4% acima do trimestre anterior, mas 12,4% abaixo do 1T20.  A redução do endividamento em doze meses foi decorrente de uma maior geração de caixa e da entrada de recursos das vendas de ativos.


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