Ibovespa fecha em alta de 0,11% com cautela de investidores em relação ao cenário doméstico

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa encerrou a quarta-feira com leve alta de 0,11% aos 117.624 pontos, com giro financeiro de R$ 32,0 bilhões (R$ 25,6 bilhões), em dia de expectativa da ata do comitê de política monetária (Fomc) do Federal Reserve, que acabou trazendo ânimo aos mercados, com as bolsas internacionais refletindo o documento, nesta quinta-feira, com desempenho majoritariamente e em alta. Na Europa o movimento é positivo e os futuros de NY também sobem nesta manhã com a divulgação da ata. Do lado doméstico, preocupação com mais uma declaração do presidente Jair Bolsonaro a respeito da política de preços da Petrobras. O presidente disse que não vai interferir na Petrobras, mas que pode mudar essa política de preço e que é preciso previsibilidade na empresa. A troca do comando da Petrobras deverá gerar apreensão no mercado, até que ser conheça a linha de pensamento do novo presidente da empresa. Hoje, a agenda econômica traz dados sem relevância para os mercados. O petróleo mostra queda com a piora da pandemia em regiões que a Opep prepara aumento da produção para as próximas semanas. A pandemia ainda seguirá influenciando o rumo dos mercados, com atenção para o Brasil que ainda está na fase alta da contaminação e de mortes pelo vírus.

Câmbio
O dólar estabilizou numa faixa alta de preço e ontem subiu mais um pouco passando de R$ 5,5923 para R$ 5,6161 (+ 0,43%). O dia foi de volatilidade para a moeda com os eventos, ata do Fomc e a declaração do presidente Bolsonaro, puxando para lados opostos.

Juros
Os juros futuros também sofreram com o noticiário do dia a respeito da Petrobras e do Orçamento de 2021, duas questões preocupantes no curto prazo. No fechamento a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/22 encerrou em 4,725%, de 4,656% e para jan/27 a taxa passou de 8,854% para 8,99%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Banco Bradesco S.A. (BBDC4)
BC aprovou o aumento de capital com bonificação de 10% em ações. Ex-bonificação em 19/04

O Bradesco comunicou a aprovação, pelo Banco Central do Brasil, em 6.4.2021, do processo de aumento do seu capital social no valor de R$ 4,0 bilhões, elevando-o de R$ 79,1 bilhões para R$ 83,1 bilhões, com bonificação de 10% em ações (1 nova ação para cada 10 ações da mesma espécie possuídas), deliberado na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 10.3.2021.

  • Serão beneficiados os acionistas que estiverem inscritos nos registros do banco em 16.4.2021;
  • A partir de 19.4.2021, as ações passarão a ser negociadas ex-bonificação;
  • As ações oriundas da bonificação serão incorporadas à posição dos acionistas em 22.4.2021, estando disponíveis em 23.4.2021;
  • Os juros sobre o capital próprio mensais permanecem pelo valor bruto de R$ 0,017249826 por ação ordinária e R$ 0,018974809 por ação preferencial;
  • O custo unitário atribuído às ações bonificadas é de R$ 4,527177676.

JBS S.A. (JBSS3)
Moody´s elevou rating da companhia para Ba1, com perspectiva estável

A agência de rating Moody´s Investors Service (“Moody´s”) elevou a classificação da JBS de Ba2 para Ba1, com perspectiva estável. Dentre os aspectos que sustentam a elevação destacam-se:

  • O perfil de crédito da companhia “que continua refletindo a robustez de suas operações globais como a maior produtora de proteínas do mundo e sua ampla diversificação em segmentos de proteínas, geografias e mercados”.
  • A estratégia da JBS “de expandir sua presença global nos segmentos de alimentos processados de valor agregado e que melhorou seu perfil de negócios, resultando em mais estabilidade em sua margem operacional e fluxo de caixa ao longo do tempo”.
  • Amparada por políticas financeiras claras de exigência de caixa mínimo e alavancagem “a companhia realizou uma série de iniciativas para alongar o vencimento da dívida, amortizar dívidas e reduzir custos de captação”.

Ao final de 2020 a alavancagem da JBS era de 1,56x em reais, com uma disponibilidade financeira total de R$ 29,9 bilhões (inclusas as linhas de crédito pré-aprovadas de US$ 2,0 bilhões). A estratégia de redução de custos e maior eficiência operacional, com adequado controle de qualidade de seus produtos e a busca por maior transparência, continuam norteando as atividades da companhia.


CCR (CCRO3)
Aquisição de concessões aeroportuárias

Em leilão realizado ontem, a empresa adquiriu dois blocos (Sul e Central) de concessões de aeroportos, totalizando 15 terminais.  A CCR vai pagar um total de R$ 2,9 bilhões como contribuição inicial para administrar estas concessões por trinta anos.

  • Por estas aquisições a CCR pagou ágios elevados em relação ao preço mínimo, com valores também bem superiores aos segundos colocados nos leilões dos dois blocos.  Em função disso, o mercado já penalizou a ação no pregão de ontem, que caiu 1,8%.  Acreditamos que a CCR tem experiência na gestão de aeroportos e uma história de boas aquisições.  Dessa forma, vemos com cautela as compras em função dos ágios pagos, mas sem ainda poder qualificá-las como negativas;
  • Vale lembrar que a CCR tem participações nas concessionárias que administram os aeroportos de Quito (Equador), San José (Costa Rica), Curaçao e Belo Horizonte.  Em 2020, a receita bruta somada destes aeroportos foi de R$ 1,1 bilhão, equivalente a 11,0% do total consolidado.

Petrobras (PETR4)
Atraso no início da produção da área de Mero 1

Durante o pregão de ontem, a empresa informou que foi postergado o início da produção em Mero 1 do 4T21 para o 1T22.

  • A produção nesta área será feita com o FPSO Guanabara, que está em conversão na China sofreu um atraso em suas obras, devido aos problemas trazidos pela pandemia de Covid-19. Este FPSO tem uma capacidade de processamento diário de 180 mil barris de petróleo e 12 milhões de m³ de gás;
  • Esta é uma notícia marginalmente negativa para a empresa, dado que o adiamento não é grande.

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