Ibovespa cede 0,14% aos 112.629 pontos

MERCADO


Bolsa
O bom humor do mercado foi interrompido no final da tarde pela notícia vinda do Congresso Nacional de que o teto de gastos pode não ser respeitado no ano que vem. Esta é uma questão sensível em relação à credibilidade. O Ministério da Economia tratou de agir rápido se manifestando contra qualquer proposta que trate da flexibilização do teto de gastos. Mesmo assim a notícia já havia pesado sobre o Ibovespa que recuou 0,14% no fechamento, para 112.629 pontos, com giro financeiro de R$ 33,6 bilhões (R$ 27,0 bilhões no à vista). A segunda onda de disseminação da Covid-19 leva países a ligarem o sinal de alerta novamente. Nos EUA foram registrados 174.987 novos casos e 1,118 óbitos somente ontem. Na Califórnia, entraram em vigor novas medidas restritivas para conter a disseminação local do vírus. Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel defendeu a adoção de mais medidas restritivas no país antes das festas de fim de ano. O retrocesso na abertura dos mercados significa mais prejuízos em todas atividades. A agenda econômica de hoje vem carregada com dados da Europa, mostrando o mercadão de empregos no 3T20 e PIB trimestral da região. No Brasil, sai o IPC-S, o IPCA e nos EUA, nenhum dado relevante para hoje. As bolsas internacionais mostram queda hoje, com o peso da nova onda de Covid-19 e indecisões sobre o Brexit, pacote fiscal dos EUA, etc. O Ibovespa poderá ir no mesmo rumo.

Câmbio
A moeda americana cedeu de R$ 5,1298 para R$ 5,1075 no fechamento de ontem, queda de 0,43%, mas na reta final o mercado de câmbio mostrou volatilidade com a notícia sobre da PEC Emergencial.

Juros
O mercado de juros que vinha numa sessão tranquila, passou a refletir a notícia sobre a minuta do substitutivo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) emergencial traz autorização para que receitas desvinculadas banquem despesas fora do teto. No entanto, as alterações nas taxas foram pouco sensíveis. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/22 fechou em 3,06% de 3,094% no ajuste anterior e para jan/27 passou de 6,923% para 6,91%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Azul (AZUL4)
Desempenho operacional de novembro/20

A Azul divulgou os dados operacionais de novembro mostrando aumento de 17,5% no tráfego de passageiros consolidado (RPKs) em relação ao outubro.

A capacidade (ASKs) aumentou 12,2% no mesmo período comparativo, resultando em uma taxa de ocupação de 83,1%. A taxa de ocupação doméstica foi de 83,8% e a internacional totalizou 72,6%.

A administração da Azul mantém a expectativa de continuidade desta tendência à medida em que aumentar sua operação, passando a voar para 113 destinos até o final de 2020.

Ontem a ação AZUL4 encerrou cotada a R$ 41,89 com queda de 28,1% no ano.


Banrisul (BRSR6)
Distribuição de JCP referente ao 4T20. Ex em 11/12

De acordo com Política de Remuneração aos Acionistas, em reunião da Diretoria do Banrisul ocorrida em 07 de dezembro de 2020 foi deliberado o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) referente ao 4T20, no valor total de R$ 42,0 milhões, equivalente a R$ 0,10269590 por ação PNB.

Serão beneficiados os acionistas na data de 10 de dezembro de 2020 (data da declaração), passando as ações a serem negociadas “ex-direito” aos juros a partir de 11 de dezembro de 2020.

O pagamento ocorrerá em 28 de dezembro de 2020. Com base na cotação de R$ 13,75/ação o retorno líquido trimestral é de 0,63%. Temos recomendação de COMPRA para BRSR6 com Preço Justo de R$ 20,00/ação.


Itaúsa S.A. (ITSA4)
Declaração de JCP. Ex em 11/12

O Conselho de Administração da Itaúsa reunido ontem (7/12) aprovou a declaração de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor bruto de R$ 0,10165 por ação.

Os juros serão pagos até 30.04.2021, com base na posição acionária final do dia 10.12.2020. A partir de 11 de dezembro de 2020 as ações passam a ser negociadas na condição “ex” JCP.

Com base na cotação de R$ 11,26/ação o retorno líquido é de 0,77%. Temos recomendação de COMPRA para a ação ITSA4 e Preço Justo de R$ 12,70/ação.


Indústria automobilística
Produção de veículos cresceu 4,7% em novembro

A produção em novembro/2020 somou 238,2 mil unidades, volume 4,7% maior que em igual mês de 2019, conforme os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na comparação com outubro, houve um crescimento de 0,7% no total produzido.

· Entre janeiro e novembro de 2020, a produção brasileira de veículos somou 1,7 milhão de unidades, 35,0% menor que a verificada em igual período de 2019;

· A venda (licenciamentos) de veículos novos nacionais em novembro atingiu de 205,1 mil unidades, 6,2% menos que no mesmo mês de 2019. No acumulado de onze meses em 2020, as vendas tiveram uma diminuição de 28,1%, alcançando 1,6 milhão de unidades. Em relação ao mês anterior, as vendas em novembro aumentaram 4,6%;

· O ritmo de produção da indústria automobilística é um importante indicador antecedente para as vendas dos fabricantes de veículos e autopeças (Marcopolo, Randon e Tupy), assim como para as vendas no mercado interno das siderúrgicas (Usiminas, CSN e Gerdau).


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