Bolsa encerra a semana com queda de 3,08% com incertezas do lado doméstico e no exterior

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa teve mais uma semana pesada, encerrando a sexta-feira com a notícia de que contaminação do presidente Donald Trump pelo coronavírus com a bolsa caindo 1,53% no dia aos 94.016 pontos e acumulando baixa de 3,08% na semana. No ano, a queda chegou a 18,70%. Hoje a agenda econômica traz dados da zona do euro em agosto, com destaque para as vendas a varejo com crescimento 4,4% no M/M e de 3,7% no A/A., e no Brasil destaque somente para o Boletim Focus. O petróleo opera em alta firme nesta manhã e as bolsas internacionais e os futuros de NY também têm desempenho positivo com a expectativa de alta do presidente Trump. Contudo, os mercados acompanham atentamente o impacto da doença no avanço da campanha presidencial com a aproximação da eleição e as incertezas a respeito de um acordo sobre o pacote de estímulos à economia americana.

Câmbio
A moeda americana segue em alta com o aumento do risco do lado doméstico com a pauta de reformas ainda travada e no exterior a dificuldade de acordo para o pacote fiscal e a doença do presidente Trump. No fechamento o dólar passou de R$ 5,6480 para R$ 5,6845 (+0,65%).

Juros
A piora no ambiente político pesou sobe o mercado de juros que encerrou a sexta-feira com a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/22 com taxa de 3,40%, de 3,124% na quinta-feira e para jan/27 a taxa avançou de 7,504% para 7,60%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

JHSF (JHSF3)
Aprovação de dividendos no valor de R$ 46 milhões, o equivalente a R$ 0,0671 por ação.

O Conselho de Administração da JHSF aprovou nesta sexta-feira o pagamento de dividendos intermediários no valor total de R$ 46 milhões, o equivalente a R$ 0,0671 por ação ordinária.

  • O valor será pago de acordo com a posição acionária do dia 7 de outubro, e a partir do dia 8, os papéis passam a ser negociados ex-direitos.
  • O crédito será feito aos acionistas a partir do dia 19 de outubro.

Na sexta-feira a ação JHSF3 encerrou cotada a R$ 7,25 com valorização de 2,6% no ano.

Com base nesta cotação, o retorno para os acionistas é de 0,92%.


Qualicorp (QUAL3)
Aprovação de JCP de R$ 48 milhões, o equivalente a R$ 0,1693 por ação.

Na sexta-feira, o Conselho de Administração da Qualicorp aprovou o pagamento de Juros sobre o Capital Próprio (JCP) no valor total de R$ 48 milhões, o equivalente a R$ 0,1693 por ação ordinária.

  • O valor será pago de acordo com a posição acionária do dia 13 de outubro, e a partir do dia 14, os papéis passam a ser negociados ex-juros.
  • O crédito será feito aos acionistas a partir de 26 de outubro.

A ação QUAL3 encerrou a sexta-feira cotada a R$ 32,12 com queda de 13,4% no ano.

Com base nesta cotação o retorno para os acionistas é de 0,53%.


Sabesp (SBSP3)
Consulta Pública para Determinação da meta regulatória de perdas para a 3ª Revisão Tarifária Ordinária

A ARSESP – Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, publicou na sexta-feira (2/10), Aviso de Consulta Pública nº 11/2020.

·       Esta consulta pública tem por objetivo estabelecer a Metodologia e cálculo do nível econômico de perdas – Determinação da meta regulatória de perdas para a Terceira Revisão Tarifária Ordinária da Sabesp.

·       Os interessados poderão enviar suas contribuições entre 2 a 19 de outubro de 2020.

Lembrando que a análise pela ARSESP, da proposta de estrutura tarifária apresentada pela Sabesp em novembro de 2019, incluindo solicitação de informações adicionais, foi alterada do dia 20 de outubro para até 1º de dezembro de 2020.


Marcopolo (POMO4)
Aprovação do fechamento da planta localizada no Rio de Janeiro

A empresa informou, que seu Conselho de Administração aprovou o fechamento da planta industrial localizada no município de Duque de Caxias – RJ, a partir do dia 30 deste mês.
• Segundo a Marcopolo, este fechamento faz parte do processo de otimização das suas plantas, com a concentração das operações em um menor número de unidade;
• Uma otimização de unidades indica redução de custos, o que é positivo para a empresa. Porém, neste caso acreditamos que o estreitamento do mercado de ônibus no Brasil teve um papel importante nesta decisão da empresa.


Petrobras (PETR4)
 Venda de ativos no Uruguai e outra decisão positiva do STF

Após o pregão da última sexta-feira, a empresa anunciou que assinou o contrato para a venda da sua participação na Petrobras Uruguay Distribuición S/A (PUDSA para a DISA Corporación Petrolífera S/A. Em outro comunicado, a Petrobras anunciou outra decisão positiva do STF para seu Programa de Desinvestimentos.
• A venda foi realizada por US$ 61,7 milhões, que serão pagos em duas parcelas, a primeira de US$ 6,2 milhões na assinatura do contrato e mais US$ 55,5 milhões no fechamento da transação, sujeito a ajustes;
• A Petrobras também informou que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou improcedente a ação direta de inconstitucionalidade, que questionava o Decreto 9355/2018, que regula o procedimento de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos. Com esta decisão do STF, aumentou a segurança jurídica para as vendas deste tipo de ativos da Petrobras;
• Vale lembrar que na semana passada o STF negou o pedido para suspender os processos de desinvestimento em refino e seus respectivos ativos logísticos. As duas decisões são importantes para facilitar os desinvestimentos da empresa.


Bancos
BC prorroga alíquota temporária de 17% do compulsório sobre recursos a prazo

O Banco Central (BC) decidiu na sexta-feira (02/10), estender a vigência da alíquota temporária do compulsório sobre recursos a prazo, prevista para vigorar inicialmente até dezembro de 2020, para abril de 2021, e reduzir a alíquota a viger, a partir de abril de 2021, de 25% para 20%.

·        Em fevereiro de 2020, o BC reduziu a alíquota de 31% para 25%, com o objetivo de reduzir a sobreposição entre recolhimentos compulsórios e o indicador LCR (Liquidity Coverage Ratio);

·        Em março de 2020, o BC decidiu por nova redução da alíquota, de 25% para 17%, de forma emergencial e temporária, como medida de combate aos efeitos econômicos advindos da pandemia de Covid-19;

·        Ainda na decisão da redução, em março, foi previsto o retorno à alíquota de 25%, em dezembro deste ano.

Nesse contexto, e considerando: (i) a permanência das condições mais restritivas de captação bancária; (ii) o crescimento do nível dos depósitos que constituem a base de cálculo deste tipo de recolhimento; (iii) e os limites para utilização do compulsório para fins de apuração do LCR; o BC decidiu estender a alíquota temporária, de 17%, até abril de 2021 e reduzir a alíquota a ser cumprida a partir de abril de 2021, passando-a de 25% para 20%.

A notícia repercutiu de forma positiva no desempenho das ações dos bancos na sexta-feira, dia 2 de outubro. A estimativa, segundo o BC, é que a mudança implique na redução do valor previsto para ser recolhido, a partir de abril de 2021, de R$ 62 bilhões (com base nos dados atuais).



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