CCR – Relatório de Análise

Alteração nas projeções e recomendação

Atualizamos as projeções da CCR com base nos números do 2T20 e adicionamos mais um negócio (ViaCosteira) à empresa, elevando o Preço Justo de CCRO3 de R$ 16,40 para R$ 17,50 por ação, indicando um potencial de alta em 29%. Alteramos ainda nossa recomendação de Venda para Compra. As restrições nas movimentações das pessoas, determinadas para o combate da pandemia de Covid-19, afetaram fortemente a CCR em seus negócios de concessões rodoviárias, mobilidade urbana e gestão de aeroportos. Porém, já vemos melhorias significativas no tráfego nas rodovias, mas recuperações ainda modestas em Mobilidade e Aeroportos. Vale destacar que as perdas derivadas da crise atual serão objeto de pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro aos poderes concedentes das concessões rodoviárias. Além deste pedido, as concessionárias da CCR que têm negócios no estado de São Paulo (AutoBan, ViaOeste, Renovias e SPVias), estão discutindo vários pedidos de reequilíbrio de contrato, que podem resultar em extensão dos prazos das concessões. Neste sentido, recentemente o ministro da Infraestrutura afirmou que poderá estender a concessão da NovaDutra, o que seria muito positiva para a CCR. Esta medida se deve à dificuldade para realizar o leilão desta concessão antes do seu vencimento (fevereiro/2021).

· Aquisição recente: Em fevereiro deste ano, a CCR venceu o leilão para a concessão de um trecho de 220 quilômetros da BR 101, entre os munícios de Paulo Lopes (SC) e São João do Sul (SC), na divisa do estado com o Rio Grande do Sul. Em abril/2020, foi homologado o resultado do leilão, com o contrato sendo assinado no dia 6 de julho. O prazo é de 30 anos e os investimentos estimados serão de R$ 3,4 bilhões, segundo o Edital de Licitação. A tarifa a ser cobrada é de R$ 1,97012 com base em agosto/2019. A cobrança de tarifas deve começar em julho de 2021;

· Vencimento de concessões rodoviárias: A CCR tem duas importantes concessões vencendo nos próximos meses, cuja participação somada na receita líquida chegou a 20,4% e de 20,5% do EBITDA no ano passado. A primeira concessão a vencer será da NovaDutra em fevereiro de 2021, sendo que em 2019 a receita líquida desta rodovia foi equivalente a 13,1% e o EBITDA a 11,0% do total consolidado. A segunda com vencimento mais próximo é a RodoNorte (7,3% da receita e 9,6% do EBITDA), que vai acabar em novembro de 2021;

· Operação na pandemia: As medidas de distanciamento social, adotadas para o combate à pandemia de Covid-19, impactaram severamente o tráfego de veículos, a mobilidade urbana e a operação dos aeroportos, as principais atividades do grupo CCR. Entre os dias 7 e 13/agosto (última quinta-feira), comparado ao mesmo período de 2019, o tráfego nas concessões rodoviárias da CCR (sem a ViaSul) teve uma queda de 5,4% no total, com redução de 17,6% no tráfego dos veículos de passeio, mas aumento de 4,8% nos comerciais;

· Boa remuneração aos acionistas: A CCR tradicionalmente paga altos percentuais dos resultados aos seus acionistas, elevando o retorno de suas ações. Em 2020, a redução no fluxo de caixa, dada pela diminuição das operações com a pandemia, deve levar a CCR a diminuir a distribuição de proventos. Porém, a empresa distribui dividendos duas vezes por ano e no primeiro semestre de 2020 definiu um pagamento de R$ 600 milhões (R$ 0,29702970297 por ação), mesmo valor distribuído nesta época em 2019. A segunda parcela dos proventos normalmente é anunciada em outubro e estimamos um valor de R$ 300 milhões (R$ 0,15/ação) para esta distribuição.

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