Ibovespa pesa com incertezas nos EUA e perde 1,62%

MERCADO


Bolsa
Ontem o Ibovespa pesou e fechou com queda de 1,62% aos 100.461 pontos, com giro financeiro de R$ 33,4 bilhões (R$ 29,4 bilhões no à vista). As incertezas sobre novos estímulos à economia, vindas do lado dos Estados Unidos e o problema fiscal do lado doméstico, aumentaram as preocupações dos investidores. Além disso, a safra de resultados corporativos do 2T20 está se encerrando, com um grande número de resultados divulgados ontem à noite, o que permite aos investidores uma melhor leitura do impacto da pandemia sobre os negócios da dos setores e empresas, levando a uma nova rodada de revisão de preços para os papéis. Hoje a agenda econômica vem carregada de indicadores com destaque para a balança comercial de junho e a previsão do mercado de trabalho e PIB do 2T na zona do euro. No Brasil, sai o índice de atividade econômica (IBCBr) e o IGP10. Nos EUA, temos vendas no varejo, produção industrial em julho. As bolsas internacionais, pesam nesta sexta-feira, na zona do euro e no fechamento da Ásia.

Câmbio
A moeda americana recuou de R$ 5,4229 para R$ 5,3692 (-0,95%).

Juros
O mercado de juros acompanhou ontem os desdobramentos da declaração do presidente Bolsonaro a respeito do teto dos gastos, mas não sofreu influência significativa no seu fechamento. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/22 encerrou em 2,81%, de 2,773% no dia anterior e para janeiro de 2027 subiu de 6,713% para 6,85%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Cyrela (CYRE3)
Lucro líquido de R$ 68 milhões, acumulando R$ 96 milhões no 1S20

A Cyrela encerrou o 2T20 com um lucro líquido de R$ 68 milhões, comparado ao lucro líquido de R$ 28 milhões no 1T20 e R$ 114 milhões no 2T19. No semestre, o lucro líquido da companhia foi de R$ 96 milhões, comparado ao lucro de R$ 162 milhões no 1S19.

A despeito do impacto negativo da pandemia, a empresa mostrou melhora em alguns dados operacionais e sinaliza uma retomada mais firme neste segundo semestre.


Arezzo (ARZZ3)
No 2T20, prejuízo líquido de R$ 82,3 milhões contra lucro de R$ 40,5 milhões no 2T19

Houve piora na situação financeira e um operacional mais fraco.

A Arezzo veio com um resultado muito ruim no 2T20, após sustentar um lucro primeiro trimestre. Desta vez, o resultado foi penalizado pelas operações nos Estados Unidos, que até então vinham sendo ponto de destaque positivo para o negócio da Arezzo. Pesou também o aumento das despesas financeiras, com a empresa saindo de uma posição de caixa liquida para dívida líquida. Outro ponto foi o maior volume de taxas de cartões de crédito, devido ao aumento das transações no canal online.


Cia. Hering (HGTX3)
Lucro líquido de R$ 126,9 milhões no 2T20 com incentivos fiscais

O lucro líquido do 2T20 somou R$ 126,9 milhões, aumento de 211,8% quando comparado ao 2T19, em razão do aumento do resultado financeiro líquido, impactado basicamente pela atualização dos créditos de Pis e Cofins no valor líquido de R$ 110,1 milhões.

O desempenho da Hering no 2T20 foi majoritariamente impactado pelo fechamento das lojas físicas, que refletiu tanto na desaceleração do abastecimento sell-in quanto nas vendas sell-out de lojas.

A receita bruta do trimestre atingiu R$ 142,3 milhões, 66,3% inferior ao 2T19.  Os canais físicos perderam representatividade na receita, enquanto a penetração do e-commerce cresceu 24,7 p.p.


Hapvida (HAPV3)
Lucro líquido de R$ 278,6 milhões no 2T20 e R$ 443,2 milhões no 1S20

A Hapvida mostrou um bom resultado no 2T20 e no acumulado do ano.  O lucro líquido Hapvida (com aquisições) do 2T20 totalizou R$ 278,6 milhões e do 1S20 de R$ 443,2 milhões, apresentando um crescimento de 24,7% e 3,4% na comparação com os mesmos períodos de 2019 por conta, principalmente, da redução da sinistralidade e menores custos e despesas relacionados ao ressarcimento ao SUS.

Mesmo não considerando as aquisições a empresa mostrou resultados consistentes. A posição de caixa líquido somava R$ 2,1 bilhões em junho.


Suzano (SUZB3)
Prejuízo líquido de R$ 2,1 bilhões no 2T20

No 2T20, a Companhia registrou prejuízo de R$ 2,05 bilhões, contra lucro de R$ 700 milhões no 2T19 e prejuízo de R$ 13,4 bilhões no 1T20. A variação em relação ao 2T19 é explicada pelo resultado financeiro negativo, por sua vez decorrente da variação cambial sobre a dívida e pelo resultado de operações com derivativos, parcialmente compensado pelo aumento no resultado operacional.

Alguns destaques do período (2T20/2T19):

A oferta de celulose foi ampliada no 2T20 pela postergação das paradas programadas de manutenção.

• Preço médio líquido de celulose – mercado externo: US$ 470/t (-25% vs. 2T19), resultado da correção do preço da celulose no mercado global no período.

O preço líquido médio em USD da celulose comercializada pela Suzano no 2T20 foi de US$ 466/ton, representando um aumento de US$ 4/ton frente ao 1T20. Com relação ao preço médio realizado no 2T19, houve uma queda de US$ 162/ton (-26%) O preço médio líquido no mercado externo no 2T20 ficou em US$ 471/ton (frente a US$ 469/ton no 1T20 e US$ 631/ton no 2T19).

• Redução de aproximadamente 220 mil toneladas nos estoques de celulose.

• Queda de 22% nas vendas de papel s de papel, menos 235 mil ton;

• Custo caixa de celulose sem paradas de R$ 599/ton, (-14% vs. 2T19).

– No final de junho, a dívida liquida da Suzano era de R$ 67,9 bilhões (5,6x o EBITDA ajustado de 12 meses), contra R$ 52,5 bilhões em jun/19 e R$ 66,0 bilhões em mar/20. Segundo a empresa, o aumento da dívida líquida em BRL decorre da desvalorização do BRL no período.

O resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 5,66 bilhões no 2T20.


Eztec (EZTC3)
No 2T20, lucro líquido de R$ 68,1 milhões acumulando R$ 145,8 milhões no 1S20

No 2T20, a Eztec mostrou um bom resultado mesmo a queda de 5,3% na receita liquida. O destaque positivo ficou para o forte crescimento na margem bruta de 39,1% no 2T19 para 51,2% no 2T20.

As despesas operacionais também tiveram uma forte redução nos dois períodos comparativos, com reflexo no resultado final.

A Companhia encerrou o 2T20 com caixa bruto de R$ 1,296 bilhão e dívida bruta de R$ 0,6 milhões.  O caixa líquido resultante de R$ 1,296 bilhão implica em geração de R$ 29,2 milhões no 2T20.


JBS S.A. (JBSS3)
Lucro Líquido de R$ 3,4 bilhões no 2T20

A JBS reportou seus resultados do 2T20, com lucro líquido de R$ 3,4 bilhões, 55% superior ao lucro líquido do 2T19, reflexo do crescimento de receita, melhora do resultado operacional, incremento de margem, e melhora do resultado financeiro dado o comportamento do câmbio.

Ressalte-se o forte crescimento 33% da Receita Líquida consolidada entre o 2T20 e o 2T19 somando R$ 67,6 bilhões, com todas as unidades de negócios registrando crescimento de receita em reais. No trimestre, aproximadamente 74% das vendas globais da JBS foram realizadas nos mercados domésticos em que a companhia atua e 26% por meio de exportações.

O EBITDA consolidado ajustado cresceu 106% entre os trimestres para R$ 10,5 bilhões no 2T20. Nesta base de comparação a margem EBITDA elevou-se de 10,0% para 15,5%. A geração de caixa livre alcançou R$ 9,5 bilhões, um aumento de 176% quando comparado ao 2T10. Do ponto de vista operacional apenas a Pilgrim’s Pride (PPC) registrou queda de EBITDA e de margem no trimestre.

O resultado financeiro líquido consolidado registrou forte melhora, passando de despesa financeira líquida de R$ 9,1 bilhões no 1T20 (por conta da variação cambial) para despesa financeira líquida de R$ 3,2 bilhões no 2T20.

A dívida líquida em reais aumentou de R$ 44,8 bilhões no 2T19 para R$ 54,5 bilhões no 2T20, com redução da alavancagem de 2,8x para 2,1x no período.


Copel (CPLE6)
Lucro Líquido de R$ 1,6 bilhão no 2T20 por conta de crédito PIS/Cofins

A Copel Energia registrou um lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no 2T20 impactado pelo crédito PIS/Cofins de R$ 5,6 bilhões e reflexo de R$ 1,2 bilhões no lucro líquido do trimestre. Desconsiderando os efeitos não-recorrentes que impactaram o resultado, especialmente a decisão judicial que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS e Cofins, o lucro líquido ajustado do 2T20 seria de R$ 515 milhões, com crescimento de 20% em relação ao montante registrado no 2T19.

No acumulado do primeiro semestre de 2020, o lucro líquido cresceu 147% em relação ao mesmo período de 2019, para R$ 2,1 bilhões. Desconsiderando os efeitos não recorrentes, o lucro líquido ajustado do 1S20 aumentou 19%, para R$ 1,1 bilhão.


SLC Agrícola (SLCE3)
Lucro Líquido de R$ 196 milhões no 2T20

A SLC Agrícola registrou um Lucro Líquido de R$ 196 milhões no 2T20 com queda de 7,5% em relação ao 2T19 acumulando no 1S20 um lucro de R$ 352 milhões e alta de 9,0% ante igual semestre do ano anterior. O principal fator que contribuiu para a queda no 2T20 “foi a dinâmica de contabilização dos Ativos Biológicos, notadamente na soja, visto que, nesse ano, o resultado líquido atribuído à cultura teve maior parte de seu reconhecimento no primeiro trimestre, quando comparado com o ano de 2019”.

A Receita líquida cresceu 36%, no 2T20 em relação ao 2T19, para R$ 563 milhões, principalmente devido ao maior volume de soja comercializado. No semestre a receita líquida alcançou R$ 1,2 bilhão, um aumento de 16%, explicado por aumento de 11% no volume faturado somado à elevação dos preços unitários faturados em todas as culturas, com exceção do algodão.

Destaque no 2T20 para o aumento de 40% no Custo dos Produtos Vendidos, principalmente devido ao maior volume de soja faturado no período e aumento do custo unitário nas três principais culturas. O custo dos produtos vendidos no 1S20 cresceu 27% ante o 1S19, com destaque para a cultura do algodão em pluma em virtude do incremento no custo unitário.

O EBITDA ajustado no 2T20 somou R$ 145 milhões (margem de 25,7%), com aumento de 31% em relação ao 2T19, reflexo do aumento de R$ 35 milhões no Resultado Bruto (excluindo as Variações de Ativos Biológicos); parcialmente compensado pelo aumento das Despesas Gerais e Administrativas. No acumulado do 1S20 o EBITDA ajustado atingiu R$ 328 milhões, com margem EBITDA ajustada de 27,4%, ficando 3,3% inferior ao 1S19.


B3 (B3SA3)
Lucro Líquido recorrente de R$ 1,0 bilhão no 2T20

A B3 registrou no 2T20 um lucro líquido recorrente de R$ 1,0 bilhão, com alta de 29% em relação aos R$ 795 milhões de igual trimestre do ano anterior, explicado, principalmente pela melhora operacional reflexo do forte incremento de receita (+35%) que compensaram a alta de 8% das despesas e a piora do resultado financeiro.

Cotada a R$ 60,65/ação , correspondente a um valor de mercado de R$ 124,9 bilhões, a ação B3SA3 registra alta de 45,1% este ano, acima da queda de 13,1% do Ibovespa.

O EBITDA somou R$ 1,4 bilhão no trimestre, com crescimento de 42% ante o 2T19, explicado por aumento de receita reflexo dos altos volumes negociados nos principais negócios da companhia e que resultaram em sólido desempenho financeiro e forte geração de caixa.

A empresa destaca que, com o “objetivo de manter uma estrutura de capital adequada realizou uma operação de empréstimo bancário de R$ 1,25 bilhão em junho e anunciou agora em agosto uma emissão de debênture no mercado local de R$ 3,55 bilhões, além de liquidar o Global Bond 2020 no montante de R$ 2,5 bilhões em julho”.


Sabesp (SBSP3)
Lucro Líquido de 378 milhões no 2T20

A Sabesp registrou no 2T20 um lucro líquido de R$ 378 milhões, que se compara ao lucro de R$ 454 milhões no 2T19, representando um decréscimo de R$ 76,2 milhões. A receita operacional líquida, a qual considera a receita de construção, totalizou R$ 4,4 bilhões, um acréscimo de 10,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Ao preço de R$ 56,10/ação, equivalente a um valor de mercado de R$ 38,3 bilhões, a ação SBSP3 registra queda de 4,2% este ano. Seguimos com recomendação de COMPRA.

Os custos e despesas, que consideram os custos de construção, somaram R$ 3,3 bilhões, com incremento de 4,9% quando comparados ao ano anterior. O EBIT ajustado, no valor de R$ 1,1 bilhão aumentou 34,2% em relação aos R$ 807 milhões apresentados no 2T19.

O EBITDA ajustado no valor de R$ 1,6 bilhão aumentou 28,4% em relação aos R$ 1,2 bilhão de igual trimestre do ano anterior sendo de R$ 7,8 bilhões nos últimos 12 meses. A margem EBITDA ajustada foi de 35,7% no 2T20, ante 30,8% no 2T19 (42,0% nos últimos 12 meses).


IRB-Brasil Resseguros S.A. (IRBR3)
Montante subscrito no aumento de capital soma R$ 2,08 bilhões

O IRB Brasil RE informou que foi encerrado o período para exercício do direito de preferência para subscrição privada no Aumento de Capital da companhia.

Conforme informações fornecidas pelo Banco do Brasil S.A., agente escriturador das Ações, foram subscritas, até 12 de agosto de 2020 (inclusive), 300.083.857 novas ações ordinárias de emissão da companhia, ao preço de emissão de R$ 6,93 por ação, totalizando o montante de R$ 2.079.581.134,87.

As Ações Subscritas, isto é, 300.083.857 ações ordinárias, correspondem a, aproximadamente, 99,0% da quantidade mínima de ações permitida no âmbito do Aumento de Capital (303.030.304); e 90,4% da quantidade máxima de ações permitidas no âmbito do Aumento de Capital (331.890.331).

O exercício do direito de preferência contou com a adesão de, aproximadamente, 100 mil acionistas da companhia, sendo que do total de ações subscritas, cerca de 70% do volume financeiro foi subscrito por acionistas institucionais e cerca de 30% por acionistas individuais.

Tão logo possível, a Companhia informará ao mercado, por meio dos canais oficiais, as regras e procedimentos para a participação no Primeiro Rateio de Sobras do Aumento de Capital.


B2w (BTOW3)
Crescimento acelerado permitiu redução importante do prejuízo no 2T20 

Com recorde histórico de vendas da companhia, o GMV teve um crescimento de 72,2%, R$ 6.714,7 milhões a/a, com 1P forte, crescendo 62% e 3P +79%  demostrando um modelo híbrido de negócios. A penetração do marketplace no GMV foi de 61% no 2T20. No mesmo período o número de novos sellers na plataforma da B2W aumentou significativamente em 167% comparada ao 1T20.Os acessos via app seguem evoluindo alcançando 82% do tráfego no 2T20 vs 75% em 2T19. Em termos do sortimento, o crescimento foi para 40 milhões de itens.

A ação da BTOW3 fechou R$122,00 com valorização de 94% em 2020 e valor de mercado de 68 bilhões.


Centauro (CNTO3)
Trimestre pesado com prejuízo de R$89,1 milhões no 2T20 

Centauro reportou seus resultados bastante impactados pelo COVID-19 no 2T20, a receita líquida encolheu 56% com o fechamento das lojas físicas, atingindo R$239,4 milhões, o crescimento no GMV de +105% a/a não foi suficiente para evitar o prejuízo de R$89,1 milhões. Mesmo assim a companhia conseguiu limitar a perda econômica gerando caixa na operação e dobrando a receita do canal digital. O curto prazo ainda é bastante desafiador, mas pouco a pouco, a empresa deve recuperar a receita.

A ação da CNTO3 fechou cotada a R$28,68 com desvalorização de 18% em 2020. O valor de mercado da companhia é de 6,9 bilhões.


Randon (RAPT4)
Redução de vendas e do lucro no 2T20

A empresa divulgou seus resultados do 2T20, após o pregão de ontem, apresentando decréscimos nas vendas e na rentabilidade operacional, refletindo os problemas gerados pela pandemia de Covid-19.
• O lucro da Randon no 2T20 foi de R$ 55 milhões (R$ 0,16 por ação), 34,6% abaixo do mesmo trimestre do ano passado, mas 18,5 vezes acima do 1T20;
• No 2T20, as vendas da Randon, sempre comparando ao mesmo período do ano passado, tiveram diminuição na maioria das linhas de produtos. No segmento de Autopeças, cujas vendas representaram 45,1% do faturamento no 2T20 (redução de 6,1 pontos percentuais), houve uma forte queda, dado que as montadoras fecharam suas fábricas em boa parte do trimestre;
• Em veículos e Implementos, que aumentou sua participação na receita em 4,9 pp para 49,9%, houve contração nas vendas de em Semirreboques para o mercado interno (-23,9%) e para exportação (-63,7%). Porém, houve um crescimento de 6,4% nas vendas de veículos especiais. O volume vendido foi prejudicado no período com a parada dos Detrans na primeira metade do trimestre.


Ferbasa (FESA4)
Um bom resultado no 2T20

A empresa apresentou em seus resultados do 2T20, divulgados após o último pregão, um forte aumento das exportações, que compensou a redução dos volumes destinados ao mercado interno. Isso, somado aos ganhos dados pela desvalorização do real, permitiram aumento na receita, ganhos de margem e a reversão do prejuízo sofrido no trimestre passado.
• A Ferbasa lucrou R$ 21,5 milhão (R$ 0,24 por ação) no 2T20, valor 32,3% menor que no 2T19, mas uma reversão ao prejuízo do 1T19;
• As vendas totais no 2T20 aumentaram 17,4%, sempre comparando ao 2T19. Assim como no trimestre anterior, este incremento das vendas foi conseguido pelo forte crescimento das exportações (30,7%), mais que compensando a queda de 42,3% das do volume destinado ao mercado interno. O destaque nas exportações ficou com as ligas de cromo, cujo volume vendido aumentou 359,6%;
• O resultado financeiro negativo de R$ 62,3 milhões, foi muito influenciado pelas perdas com hedge, que chegaram a R$ 64,2 milhões no trimestre.


CCR (CCRO3)
Forte redução no tráfego e prejuízo o 2T20

A empresa divulgou seus resultados após o pregão de ontem, apresentando uma forte queda no tráfego e na receita, que somado a aumentos de custos, determinou o resultado negativo do período.
• No 2T20, a CCR sofreu um prejuízo de R$ 142 milhões (R$ 0,07), contra resultados positivos de R$ 347 milhões no 2T19 e R$ 249 milhões no trimestre anterior;
• O tráfego nas nove concessões rodoviárias administradas pela CCR, durante 2T20, atingiu 198,2 milhões de veículos equivalentes (considerando a ViaSul), com queda de 18,2%, sempre comparando ao 2T19. Esta forte redução foi ocasionada pelas medidas de distanciamento social usadas para o combate da pandemia de Covid-19. Como a empresa vem divulgando regularmente seus números desde o começo da crise, este número já é de conhecimento do mercado;
• Os custos totais da CCR tiveram uma elevação de 6,9% na comparação com o 2T19, principalmente devido ao aumento da depreciação, com a adição de novos ativos. Este incremento impactou negativamente as margens consolidadas.


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