Ibovespa cai 1,23% aos 102.174 pontos

MERCADO


Bolsa
A bolsa iniciou a sessão sem notícias importantes, ficando mais devagar até o meio da tarde, quando começou a pesar, com a blue chips sofrendo pressão de venda com as notícias vindas dos EUA, a respeito do difícil acordo sobre a nova rodada de estímulos fiscais. No fechamento o Ibovespa marcou queda de 1,23% aos 102.174 pontos, com giro financeiro de R$ 28,7 bilhões (R$ 27,0 bilhões no à vista). No fechamento, os três índices de NY mostravam queda. Outro destaque do final do dia foi a escolha da senadora Kamala Harris para vice da chapa do candidato democrata Joe Biden. Hoje temos o vencimento de opções sobre o Ibovespa. As bolsas internacionais mostram alta nesta manhã e o petróleo também estava positivo no começo da manhã. A agenda econômica traz dados a produção industrial de junho na zona do euro, com alta de 9,1% no M/M e de queda de 12,3% no A/A. ambos abaixo das expectativas (Bloomberg). No Brasil saem as vendas a varejo de junho e nos EUA, o índice de preço ao consumidor de julho. Os resultados corporativos do 2T20 seguem mostrando o peso da pandemia sobre o desempenho das empresas, pesando sobre as ações. Contudo, as expectativas passadas para este 3T20 são mais animadoras. Os investidores tem mostrado maior cautela nos últimos pregões, o que poderá prevalecer também nesta quarta-feira

Câmbio
A moeda americana recuou de R$ 5,4808 para R$ 5,3820 com queda de 1,80% no fechamento.

Juros
Ontem a taxa de juros para jan/21 fechou em queda de 1,875% para 1,870% e o DI para já/27 caiu de 6,54% para 6,443%. Sem novidades no dia, o mercado seguiu na expectativa da reunião entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, no fim da tarde para discutir a agenda econômica. Em entrevista o ministro destacou as baixas no seu ministério e colocou algumas limitações enfrentada por seu ministério.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

RD Raia Drogasil (RADL3)
Queda de 60,2% no lucro líquido do 2T20, somando R$ 60,2 milhões

O lucro líquido do 2T20 ficou em R$ 60,2 milhões, com queda de 60,2% em relação aos R$ 151,3 milhões registrados no 2T19. No acumulado do semestre o resultado líquido caiu de R$ 231,2 milhões para R$ 170,3 milhões (-26,3%).

  • A receita liquida do 2T20 somou R$ 4,47 bilhões contra R$ 4,23 bilhões no 2T19 (+5,8%);
  • O lucro bruto cresceu 2,4% somando R$ 1,32 bilhão;
  • As despesas operacionais saltaram de R$ 939,5 milhões para R$ 1,09 bilhão (+16,0%), com destaque para as despesas com vendas, (efeito da pandemia).
  • O EBITDA somou R$ 229,6 milhões no 2T20 contra R$ 349,8 milhões no 2T29 (-34,3%);

A ação RADL3 encerrou ontem cotada a R$ 114,33, alta de 2,7% no ano.

Valor de mercado: R$ 37,7 bilhões.


Sinqia (SQIA3)
Forte resultado do 2T20 com melhora nas principais  linhas 

A Sinqia, provedora de tecnologia para o sistema financeiro, reportou seus resultados do 2T20 com melhora nas principais linhas e melhor trimestre de sua história, com continuação de aumento da carteira de clientes e adicionando novos produtos ao portfólio.

A qualidade da carteira de clientes da Sinqia juntamente dos produtos e serviços oferecidos sustentou o sólido crescimento de Receita líquida com Recorde de R$ 49,6 milhões, crescimento +17,5% vs. 2T19) aumento decorrente do crescimento orgânico (+15,1% vs. 2T19) e inorgânico (+2,4% vs. 2T19); A Receita líquida de Software registrou R$ 34,5 milhões (+18,0% vs. 2T19), aumento decorrente do crescimento orgânico (+14,5% vs. 2T19) e inorgânico (+3,5% vs. 2T19); Receita recorrente. Recorde de R$ 43,5 milhões (+23,2% vs. 2T19), representando 87,8% da receita líquida total – percentual mais alto na história da Sinqia; Lucro bruto. Registrou R$ 16,8 milhões (+35,3% vs. 2T19), aumento decorrente do crescimento das receitas e melhoria da lucratividade (+4,4 p.p. vs. 2T19); EBITDA ajustado. Recorde de R$ 7,4 milhões (+44,8% vs. 2T19), combinação de maior receita, aumento na margem bruta e queda nas despesas gerais e administrativas como proporção da receita; Lucro caixa ajustado. Alcançou R$ 2,7 milhões ante R$ 8 mil no mesmo trimestre do ano anterior.

A Sinquia fechou cotada a R$ 24,95 com valorização de 1,84% no ano.


Petrobras Distribuidora (BRDT3)
Um lucro melhor que o esperado no 2T20

Na noite de ontem, a empresa divulgou seus números do 2T20, que mostraram forte redução nas vendas e na receita, mas o corte nas despesas operacionais e ganhos não recorrentes permitiram um resultado positivo acima do esperado.
• A Petrobras Distribuidora lucrou R$ 188 milhões (R$ 0,16 por ação) no 1T20, valor 19,7% menos que no trimestre anterior e 37,7% abaixo do 2T19;
• No 2T20, o volume total vendido pela BR Distribuidora, sempre comparando ao 2T19, caiu 21,7%, em consequência das restrições de movimentação determinadas para o combate à pandemia de Covid-19. Assim como no 1T20, o pior desempenho nas vendas foi dos combustíveis de aviação, com queda de 82,3%;
• No 2T20, o EBITDA total foi de R$ 816 milhões, valor 92,7% maior que no mesmo período do ano passado. Este crescimento foi devido à redução das despesas operacionais e por ganhos não recorrentes de R$ 376 milhões. Este ganho se deve à recuperação de créditos fiscais com a exclusão do ICMS no cálculo do PIS/COFINS. Sem este efeito, o EBITDA seria de R$ 440 milhões. O EBITDA foi de R$ 104,3 por metro cúbico vendido no 2T20, valor 32,7% menor que no 2T19. Excluindo os ganhos não recorrentes, este número cai para R$ 56,2.


Eneva (ENEV3)
Lucro líquido de R$ 85,8 milhões no 2T20 e de R$ 265,5 milhões no 1S20

A Eneva registrou no 2T20 um lucro líquido de R$ 85,8 milhões, que se compara a R$ 15,8 milhões do 2T19, acumulando no 1S20 um lucro líquido de R$ 265,5 milhões, com crescimento de 82,4% em relação a igual semestre do ano anterior, explicado por maiores receitas, pelo incremento da geração operacional de caixa medida pelo EBITDA e melhora do resultado financeiro líquido devido às menores despesas com encargos de dívida.

Destaques do 2T20

Conforme esperado, usinas de geração ficaram fora da ordem de mérito de despacho no trimestre. A receita operacional líquida caiu 6,7% para R$ 518,7 milhões. O EBITDA ajustado somou R$ 279,2 milhões (-2% versus o 2T19), mesmo no contexto da pandemia. A margem EBITDA ajustada atingiu 53,8%, um aumento de 2,6 p.p. em relação ao 2T19.

Ao final de junho a dívida líquida da companhia somava R$ 4,5 bilhões e a alavancagem (dívida líquida/EBITDA últimos 12 meses) manteve-se estável em 2,8x.

Destaque para o fortalecimento da posição de liquidez da companhia com a captação de R$ 1,15 bilhão, sendo R$ 500 milhões de curto prazo e R$ 650 milhões de longo prazo. Ao final do 2T20 sua posição de caixa e equivalentes era de R$ 2,4 bilhões.

A companhia concluiu os poços de desenvolvimento dos campos de Azulão e Gavião Preto, sendo finalizado o desenvolvimento programado de Gavião Branco. Apesar das paradas pontuais ocorridas nas obras, os projetos Parnaíba V, Azulão e Jaguatirica seguem avançando.


Santander Brasil (SANB11)
Aquisição de participação GIRA

O Santander Brasil celebrou em 11 de agosto com os acionistas do Gira – Gestão Integrada de Recebíveis do Agronegócio S.A. (“Gira”), contrato de compra e venda de ações e outras avenças, pelo qual, uma vez efetivada a operação, passará a deter a titularidade de 80% do capital social do Gira.

O preço da aquisição não foi divulgado e a efetivação da operação estará sujeita as aprovações regulatórias aplicáveis.

O Gira é uma empresa de tecnologia que atua na gestão de recebíveis do agronegócio. Utiliza diversas aplicações dentre as quais a geolocalização das áreas produtivas, captura e análise de dados agronômicos e acompanhamento permanente do desempenho de produção das propriedades envolvidas nas operações de crédito.

Atua ainda na revisão e registro de forma digital das garantias fornecidas no âmbito dos contratos comerciais e o monitoramento contínuo do desenvolvimento das culturas como forma de acompanhamento de riscos.


Linx (LINX3)
Lucro líquido de R$ 2,3 milhões no 2T20 contra R$ 12,5 milhões no 2T19. No 1S20, foi prejuízo de R$ 6,3 milhões.

Destaques do 2T20/2T19:

  • A receita liquida do 2T20 somou R$ 213,4 milhões (+10,8%);
  • O lucro bruto cresceu 14,2% somando R$ 147,6 milhões no 2T20;
  • As despesas operacionais aumentaram 30.8% somando R$ 1371, milhões, pesando sobre a última linha.

A ação LINX3 encerrou ontem cotada a R$ 34,40 com queda de 2,4% no ano, mesmo com a puxada pelo anúncio da venda da empresa. No dia anterior a ação valorizou 31,5%.


Linx (LINX3)
Stone adquire Linx por 6 bilhoes, 10% em ações e 90% em dinheiro 

Ontem foi um dia completamente atípico para as ações da LINX3 que tiveram um desenho de alta fora da média (+32%). Durante o dia a Linx soltou fato relevante dizendo que estaria em tratativas finais com a Stone, mas que não tinha nada confirmado até então. Entretendo, após fechamento do mercado veio ao comunicado oficial que assinatura do Acordo de Associação.

Foi feito a incorporação da totalidade das ações de emissão da Linx pela STNE. A Stone está pagando R$ 6,04 bilhões pela Linx — 90% em cash e 10% em ações — e vai emitir US$ 1 bilhão em novas ações para financiar a compra.

Um movimento que prova uma tese que vem se aplicando no varejo – O M&A como forma de expansão.  A principal mensagem é que a guerra de preço e taxas não deve se manter como pilar de muitos negócios, ou seja, é necessário gerar valor para o cliente.

Isso aumenta a competitividade, abre possibilidades pra novas aquisições, novas fusões. Uma briga que vai além de Stone e Cielo, podendo se encaixar a Magalu, pois o Frederico Trajano tem uma mentalidade similar e está jogando e jogo de consolidação, assim como Mercado Livre. A gente vê um cenário das grandes empresas se posicionando muito além do preço, mas utilizando sua capacidade de marca, de caixa e venda pra adquirir novos negócios que vão gerar valor pro usuário.


Se preferir, baixe em PDF:

Ibovespa cai 1,23% aos 102.174 pontos

 

 


DISCLAIMER
Este relatório foi preparado pela Planner Corretora e está sendo fornecido exclusivamente com o objetivo de informar. As informações, opiniões, estimativas e projeções referem-se à data presente e estão sujeitas à mudanças como resultado de alterações nas condições de mercado, sem aviso prévio. As informações utilizadas neste relatório foram obtidas das companhias analisadas e de fontes públicas, que acreditamos confiáveis e de boa fé. Contudo, não foram independentemente conferidas e nenhuma garantia, expressa ou implícita, é dada sobre sua exatidão. Nenhuma parte deste relatório pode ser copiada ou redistribuída sem prévio consentimento da Planner Corretora de Valores. O presente relatório se destina ao uso exclusivo do destinatário, não podendo ser, no todo ou em parte, copiado, reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Planner Corretora. As opiniões, estimativas, projeções e premissas relevantes contidas neste relatório são baseadas em julgamento do(s) analista(s) de investimento envolvido(s) na sua elaboração (“analistas de investimento”) e são, portanto, sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado. Declarações dos analistas de investimento envolvidos na elaboração deste relatório nos termos do art. 21 da Instrução CVM 598/18: O(s) analista(s) de investimento declara(m) que as opiniões contidas neste relatório refletem exclusivamente suas opiniões pessoais sobre a companhia e seus valores mobiliários e foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à Planner Corretora e demais empresas do Grupo.

Open chat