Bolsa fecha perto da estabilidade na sexta-feira com alta de 0,02%

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa vinha num ritmo firme de alta nas três semanas anteriores, mas na semana passada o índice recuou 0,49% com um noticiário internacional mais pesado nos últimos dias, principalmente pelo aumento da tensão entre EUA e China. Na sexta-feira o Ibovespa chegou a pesar, principalmente na parte da manhã, mas ganhou fôlego e fechou com alta de 0,09% aos 102.382 pontos, com giro financeiro de R$ 27,4 bilhões (R$ 24,9 bilhões no à vista).  Hoje a agenda econômica traz, além do Boletim Focus, o IPC-Fipe semanal com alta de 0,22% (expectativa: 0,31% na média) e no meio da tarde sai a balança comercial semanal. Nos EUA, poucos dados, com destaque para pedidos de bens duráveis. Nos EUA, o pacote de estímulo de US$ 1 trilhão, que terá os detalhes divulgados nesta tarde, foi bem aceito pelo principais assessores da Casa Branca. O pacote deverá conter benefícios prolongados de desemprego que visam substituir 70% dos salários anteriores de trabalhadores demitidos. Por outro lado os democratas da Câmara aprovaram uma lei de ajuda muito maior em maio, e os republicanos têm apenas algumas semanas para administrar a diferença entre as propostas, numa acirrada disputa política de olho em novembro. As bolsas internacionais abrem a semana com queda na Ásia e movimento misto na zona do euro.

Câmbio
A moeda americana encerrou a sexta-feira com uma pequena alta 0,35% passando de R$ 5,2138 para R$ 5,2319.

Juros
A taxa do contrato de DI para jan/21 passou de 2,029% na quinta-feira para  1,9505% no encerramento da semana. O ambiente começa a ficar favorável para mais uma redução da taxa Selic em agosto. Na ponta longa, o DI para jan/27 caiu de 6,433% para 6,33%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Hypera Pharma (HYPE3)
Lucro líquido cresce 17,8% no 2T20 somando R$ 396,4 milhões

No 1T20 a companhia registrou lucro líquido de R$ 396,4 milhões, aumento de 17,8% sobre o 2T19 e no 1S20 o resultado líquido foi de R$ 634,6 milhões, queda de 3,6% em relação ao 1S19.

 A Hypera mostrou bom desempenho no 2T20, com crescimento na receita e no lucro líquido. A receita líquida somou R$ 1,05 bilhão (+7,9% sobre o 2T19). A corrida dos consumidores às farmácias no final de março e na pandemia, na procura por medicamentos sem prescrição, ajudou o desempenho da companhia. O período fraco foi em abril, com as restrições mais rígidas para circulação da população.

O Fluxo de Caixa Operacional foi de R$ 352,0 milhões no 2T20, um aumento de R$ 156,7 milhões sobre o 2T19, e refletiu principalmente o crescimento do resultado operacional no trimestre. Já o Fluxo de Caixa Livre apresentou crescimento de R$ 110,1 milhões, resultado dos investimentos adicionais para expansão da fábrica em Anápolis e em Pesquisa e Desenvolvimento.

A posição de Caixa Líquido foi de R$ 369,8 milhões no 2T20, ante R$ 240,8 milhões registrados no 1T20, e foi beneficiada principalmente pelo Fluxo de Caixa Livre do período. Nesse trimestre, a Companhia concluiu parte da emissão das debêntures de longo prazo aprovadas no 1T20 para o pagamento da aquisição da Takeda, que contribuiu em R$ 2,49 bilhões para o aumento de sua posição de caixa e endividamento bruto.

Na sexta-feira a ação HYPE3 encerrou cotada a R$ 34,25 com queda de 2,3% no ano.


Petrobras (PETR4)
Ajustes na operação de venda do Campo de Baúna

A empresa informou após o último pregão, que acertou ajustes nos termos do contrato de venda da sua participação (100%) no campo de Baúna, em comum acordo com o comprador (Karoon Petróleo & Gás Ltda).
• Os ajustes envolvem a extensão do prazo para o cumprimento das condições precedentes e a divisão do valor anunciado anteriormente (US$ 665 milhões). Agora o pagamento será realizado com uma parcela de US$ 380 milhões (menos US$ 49,9 milhões já pagos) e outra de US$ 150 milhões no fechamento da operação, sendo que o valor remanescente será quitado em 18 parcelas após a conclusão da operação;
• Este negócio foi afetado pelos problemas econômicos derivados do combate à pandemia de Covid-19 e seu ajuste é positivo, por facilitar sua finalização.


CCR (CCRO3)
Dados operacionais melhores no tráfego de veículos e Mobilidade

Após o fechamento pregão da última sexta-feira, a empresa informou dados melhores que na semana anterior para o tráfego de veículos e também no segmento de mobilidade. Para os aeroportos administrados pela CCR, os números permaneceram estáveis.
• Entre os dias 17 e 23 de julho (última quinta-feira), comparado ao mesmo período de 2019, o tráfego nas concessões rodoviárias da CCR (sem a ViaSul) teve uma queda de 11,9% no total, com redução de 28,5% no tráfego dos veículos de passeio, mas aumento de 2,2% nos comerciais. O número do tráfego total foi bem melhor que na semana anterior, quando houve uma redução de 13,3%;
• Nos outros segmentos, somente os dados de Mobilidade continuaram a melhorar. Em Aeroportos, o número foi negativo nesta semana em 88,7%, exatamente igual ao período anterior. Em Mobilidade, ocorreu uma redução de 59,9% na movimentação de passageiros entre 17 e 23 de julho, melhor que os -61,3% da semana anterior.


Copel (CPLE6)
Mercado fio da Copel Distribuição reduz 5,9% no 2T20, para 7.088 GWh

O mercado fio da Copel Distribuição, composto pelo mercado cativo, pelo suprimento a concessionárias e permissionárias dentro do Estado do Paraná e pela totalidade dos consumidores livres existentes na sua área de concessão, ajustado pela saída dos consumidores em 230 kV da base de comparação , apresentou queda de 5,9% no consumo de energia no 2T20, quando comparado ao 2T19.

Esta queda de 5,9% reflete, principalmente, a redução da atividade econômica em diversas áreas em função dos efeitos da pandemia da Covid-19, impactando negativamente em 6,7% no consumo do mercado livre no 2T20.

A produção industrial do Paraná, por exemplo, registrou queda de 30,6% no mês de abril e de 18,1% no mês de maio. Com isso o segmento industrial registrou redução de 18,8% no 2T20.

A classe comercial consumiu 928 GWh no 2T20, uma redução de 19,1% também refletindo os efeitos da pandemia.

Esse resultado negativo, foi parcialmente compensado pelo aumento de 5,2% do consumo da classe residencial (pelo aumento do consumo médio) e 3,3% da classe rural, refletindo o bom desempenho do agronegócio no Paraná.


Banco do Brasil (BBAS3)
Renúncia do presidente do BB

O Banco do Brasil comunica que o Sr. Rubem de Freitas Novaes entregou na sexta-feira (24/julho), pedido de renúncia ao cargo de presidente do BB, com efeitos a partir de agosto, em data a ser definida e comunicada ao mercado.

Dentre os motivos apontado pelo Sr. Rubens Novaes, a necessidade de renovação para enfrentar os momentos futuros de muitas inovações no sistema bancário.

Sendo aceita a renúncia pelo Presidente da República, a indicação do novo presidente do BB deverá acontecer oportunamente e divulgada ao mercado.


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