Ibovespa cai 1,91% com nervosismo do lado externo

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa encerrou ontem com queda de 1,91% aos 102.293 pontos, com giro financeiro de R$ 29,3 bilhões e R$ 26,5 bilhões no à vista. Ontem as bolsas foram pressionadas pelo acúmulo de notícias negativas, principalmente o aumento da tensão diplomática entre EUA x China com o presidente Trump ameaçando fechar outros consulados chineses em território americano. Isto acontece ao mesmo tempo em que a Covid-19 avança e os dados econômicos mostram fragilidade. Outro fato de atenção foi a queda das ações de tecnologia com a notícia de que o Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA confirmou um painel antitruste para segunda-feira, (27) para ouvir os depoimentos de executivos da Amazon, Apple, Facebook.  Com a Nasdaq esticada, apareceu um motivo para realização de lucros.  Os três índices de NY fecharam em queda.  Hoje a agenda econômica traz, do lado doméstico a inflação medida pelo IPCA-15 e o índice de confiança do consumidor. Na zona do euro saiu o índice PMI, dentro da expectativa, ainda nesta manhã saem dados de PMI e venda de casas novas em junho. Na sequência do noticiário de ontem, as bolsas internacionais operam no vermelho nesta sexta-feira e o Ibovespa pode pesar novamente.

Câmbio
Com o nervosismo tomando conta dos mercados, o dólar voltou a subir, passando de R$ 5,1178 para R$ 5,2138 (1,88%).

Juros
Em dia de pressão sobre o mercado de ações e câmbio, o os juros de longo prazo seguem na mesma faixa de comportamento. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21 fechou estável em 2,03%, e a do DI para jan/27, de 6,393% para 6,43%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Eneva S.A. (ENEV3)
Combinação de negócios AES Tietê – Proposta BNDESpar

A Eneva informou que ontem, 23 de julho de 2020, apresentou ao BNDESPAR, os termos e condições de uma potencial operação de combinação de negócios com a AES Tietê Energia S.A.

No âmbito do processo competitivo lançado pelo BNDESPAR em 26 de junho, a ENEVA se comprometeu, caso a proposta da companhia seja a escolhida e assim tenha o apoio do BNDESPAR, na qualidade de maior acionista da AES Tietê, a submeter à administração da AES Tietê uma nova proposta de incorporação envolvendo as duas companhias. Esta relação de troca implícita correspondente:

·        A 0,06539522 novas ações ordinárias de emissão da Eneva para cada ação ordinária ou preferencial de emissão da AES Tietê ou de 0,32697609 por UNIT, totalizando 130.498.292 novas ações ordinárias de emissão da Eneva;

·        Acrescida de uma parcela em dinheiro de R$ 727,9 milhões, equivalente a R$ 0,36 por cada ação ordinária ou preferencial ou R$ 1,82 por UNIT.

A Relação de Troca a ser proposta contemplaria a atribuição de um prêmio de 10% sobre o valor de mercado das duas companhias na data de 23 de julho de 2020, equivalente a um montante de R$ 7,536 bilhões por 100% da AES Tietê, que fechou a R$ 17,11/Unit (valor de mercado de R$ 6,732 bilhões).

Em declaração na mídia ontem, o diretor financeiro da Eneva manifestou o interesse em 100% da AES Tietê e não apenas nos 28,33% do BNESPAR. Lembrando que a AES Holding controla a AES Tietê com 61,57% das ON e 24,28% do capital total, e rejeitou a primeira proposta da Eneva.

Esta nova proposta pela AES Tietê tem duração de 30 dias, e a expectativa é de que o BNDESPAR sinalize o endosso ou não à oferta dentro deste período.


ENGIE Brasi Energia (EGIE3)
Conselho aprova emissão de debêntures da UTE Pampa Sul no valor de R$ 340 milhões

O Conselho de Administração da Engie Brasil Energia (EBE) aprovou nesta quinta-feira (23/julho) a 1ª emissão de debêntures incentivadas da Usina Termelétrica Pampa Sul, no valor de R$ 340 milhões, em duas séries. A primeira série vence em abril de 2028, e a segunda em outubro de 2036.

A emissão destina-se a investidores qualificados. As debêntures serão corrigidas pela inflação medida pelo IPCA, e a remuneração será de 6,25%, para as debêntures da primeira série, e de 7,50% ao ano para a segunda série. A operação contará com garantia real composta por penhora de ações da UTE Pampa Sul detidas pela Engie, além de cessão de recebíveis.


Weg (WEGE3)
Retorno à operação normal nas unidades no Brasil

Em teleconferência realizada ontem para comentar os resultados do 2T20, a diretoria da empresa informou que deve retomar em agosto a jornada integral em todas suas unidades no Brasil que produzem motores.

· A razão alegada para este retorno foi o aumento dos pedidos, principalmente para os produtos de “ciclo curto”. A visibilidade das carteiras de pedidos destes produtos fica entre dois e três meses;

· Esta é boa notícia para a empresa, que apresentou um excelente resultado no 2T20;

· A empresa também informou na mesma reunião, que a carteira produtos de “ciclo de longo”, não teve grande alteração e continua trazendo estabilidade aos negócios. Porém, a empresa alertou que as margens de lucro podem apresentar volatilidade nos próximos trimestres, em função das incertezas do mercado.


Ecorodovias (ECOR3)
Tráfego ligeiramente melhor que no período anterior

Ontem, pouco antes do início do pregão, a empresa divulgou seus dados gerenciais de tráfego no acumulado do ano e após a quarentena. Os números mostraram ainda a grande diminuição na movimentação de veículos nas suas nove concessões rodoviárias, em função das medidas determinadas pelos governos para combater a pandemia da Covid-19.

· Nesta semana os dados tiveram uma pequena melhoria em relação à divulgação anterior para o período pós-pandemia;

· O tráfego total comparável (sem Eco135 e Eco050) caiu 22,3% entre 16/março a 21/julho (início da quarentena até a última terça-feira), comparado ao um período similar do ano passado (18/3 a 23/7). Na mesma base, o tráfego acumulado em 2020 teve uma redução de 13,5% em relação ao mesmo período de 2019. Os dados sem as duas rodovias é o que permite melhor comparação, dado que estas concessões foram agregadas no início de 2019;

· O tráfego total cresceu 21,2% durante o 1T20 nas concessões rodoviárias da Ecorodovias, comparado ao mesmo trimestre do ano passado. Este forte aumento ocorreu com a adição de duas novas concessões. Desconsiderando isso, o tráfego total diminuiu 3,8%, já refletindo os primeiros efeitos das restrições de movimentação com a pandemia de Covid-1


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