Ibovespa encerra junho com valorização de 8,76%

MERCADO


Bolsa
No último pregão de junho o Ibovespa registrou queda de 0,71% fechando aos 95.055 pontos, fechando o mês com valorização de 8,76%, um bom desempenho em meio a tantos fatos negativos. O giro financeiro subiu para R$ 27,7 bilhões (R$ 25,2 bilhões à vista), numa semana em que houve saída de estrangeiros. Agora são três meses de alta expressiva, (abril: +8,57% e maio; +10,25%) contra uma queda de 29,90% em março. O ano ainda segue negativo em 17,80%. A agenda econômica inicia o mês carregada de indicadores, com destaque para a balança comercial de junho no Brasil e o IPC-S com alta de 0,36%. Nos EUA, uma série de indicadores com dados do setor de manufaturados, mercado de trabalho com redução de 1,8% nas solicitações de seguro desemprego e dados da construção civil. Na zona do euro saíram índices de preços para manufaturados, sem novidades. As bolsas mostram alta modesta nesta manhã, positivas na Europa. Os assuntos de política interna e externa deverão ganhar força nos próximos dias, podendo influenciar os mercados.

Câmbio
O dólar subiu mais um pouco ontem, de R$ 5,4048 para R$ 5,4659 (1,13%). No final de maio a moeda estava em R$ 5,3370.

Juros
Os juros futuros voltaram a recuar ontem em dia de ambiente mais tranquilo e fechamento de período. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/22 fechou na mínima de 2,92%, de 2,952% no ajuste da segunda-feira e para jan/27 a taxa fechou em 6,61%, de 6,733% no dia anterior.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Cia Hering (HGTX3)
Aprovação de JCP no valor de R$ 35,3 milhões (R$ 0,2196/ação). Ex no dia 07/07

  • O conselho de administração da Cia. Hering aprovou ontem o pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) de R$ 35,341 milhões, ou R$ 0,2196 por ação ON.
  • O valor será pago com base na posição acionária do dia 06 de julho, e a partir do dia 07, as ações passam a ser negociadas ex-juros.
  • O crédito será feito aos acionistas até o dia 31 de dezembro deste ano.

Com base na cotação de fechamento de ontem, (R$ 14,32) o retorno é de 1,53%.


C&A Modas (CEAB3)
Proposta para retenção de parte dos dividendos aprovados

A administração da Companhia apresentou aos seus acionistas, em 26 de maio de 2020, Proposta com a justificativa para a retenção do dividendo mínimo obrigatório.

A administração da C&A Modas propôs que, do valor de R$ 230.848.280,74, correspondentes à totalidade do dividendo obrigatório, R$ 162.002.106,89 seriam retidos e destinados à constituição de “Reserva Especial de Dividendos”, com base no artigo 202, parágrafos quarto e quinto, da Lei das Sociedades por Ações (“Reserva Especial de Dividendos”), para serem distribuídos quando a situação financeira da Companhia assim o permitir, se não absorvidos por prejuízos em exercícios subsequentes.

Importante: A C&A encerrou o primeiro trimestre sem dívidas de curto e longo prazos e com caixa líquido de R$ 280,0 milhões. Mesmo assim a empresa teve um resultado financeiro negativo pela contabilização de perda cambial liquida e juros sobre arrendamento (IFRS). O resultado pró forma (sem IFRS) também foi negativo em R$ 45,9 milhões.

A decisão da companhia em se precaver sinaliza um 2T20 bem mais pressionado pela pandemia.


Fleury (FLRY3)
Proposta de postergação do pagamento de R$ 197,7 milhões em dividendos para 15/12

A Administração do Grupo Fleury, reforçando a política de conservadorismo financeiro decidiu postergar o pagamento de R$ 197,7 milhões em proventos, na forma de dividendos, para o dia 15 de dezembro devido à incerteza sobre o coronavírus, principalmente, no que se refere a adoção de restrições mais incisivas à circulação de pessoas (lockdown).

Ontem a ação FLRY3 encerrou cotada a R$ 24,59 com queda de 17,5% no ano.


IRB Brasil RE (IRBR3)
Teleconferência de resultados

O IRB Brasil RE realizou ontem (30/junho) sua teleconferência de resultados do 1T20. Como divulgado no dia anterior a companhia registrou um lucro líquido de R$ 13,9 milhões no trimestre, com queda de 92% ante R$ 177,9 milhões do 1T19 ( revisado de R$ 350,4 milhões).

Ontem a ação IRBR3 registrou forte queda de 11,72% no fechamento para uma cotação de R$ 11,00/ação. No nível atual de lucro o retorno é insuficiente para sustentar o atual preço das ações. A companhia não deu guidance e nem qualquer número que pudesse nortear as projeções futuras, mas reiterou o compromisso de entregar resultados sustentáveis, com foco em indicadores de longo prazo, e comprometidos com a geração de valor.

Os problemas apontados por auditoria interna resultaram na redução dos lucros de 2018, 2019 e do 1T20, do patrimônio líquido e no desenquadramento de provisões técnicas, estão sendo endereçados.

Dentre as estratégias para apresentar solução no contexto da fiscalização especial em curso, instaurada pela Susep, a companhia contratou dois bancos de investimento para estruturar um potencial aumento de capital. Esses recursos permitirão o reenquadramento imediato da companhia aos critérios definidos pela Susep, quanto as coberturas das Provisões Técnicas e da Margem Adicional de Liquidez Regulatória.

Esta capitalização fortalecerá a estrutura de capital do IRB, bem como melhorará sua posição de caixa, à luz da estratégia financeira da companhia para os próximos anos.

O Itaú Unibanco (com 11,14% do capital do IRB) e o Bradesco (com 15,23%) devem participar da capitalização que pode chegar a R$ 2,3 bilhões e se compara ao valor de mercado atual da companhia de R$ 10,3 bilhões (com IRBR3 a R$ 11,00/ação). A capitalização deve acontecer até setembro.


Eneva (ENEV3)
Companhia estuda nova proposta para combinação de negócios com a AES Tietê

Em comunicado ao mercado divulgado ontem (30/junho) a administração da companhia, entende que uma combinação de negócios envolvendo a Eneva e a AES Tietê Energia S.A. (TIET11) resultaria numa plataforma eficiente de ativos de geração de energia complementares, com grande diferencial competitivo, criando uma companhia capaz de desenvolver novos projetos necessários para atender, de maneira equilibrada e sustentável, o crescimento e a demanda de energia do país.

Nesse contexto, desde o anúncio, tornado público pela AES Tietê, da decisão do BNDES Participações S.A. de contratar assessor financeiro para prospecção de potenciais interessados em adquirir sua participação na AES Tietê, a administração da companhia vem analisando a possibilidade de formular nova proposta para combinação de negócios com a AES Tietê.

Todavia, não há, neste momento, qualquer definição acerca dos termos e condições de eventual proposta, nem tampouco qualquer decisão do Conselho de Administração quanto ao tema.


Petrobras Distribuidora (BRDT3)
Recebimento da Eletrobras

Ontem após o pregão, a empresa informou que recebeu a 26ª parcela dos Instrumentos de Confissão de Dívida (ICDs) da Eletrobras no valor de R$ 35,1 milhões.
• Estes ICDs foram assinados em abril/2018 e desde então a Petrobras Distribuidora (BR) já recebeu um total de R$ 4.455 milhões;
• O recebimento mensal destes valores é uma notícia positiva para a BR Distribuidora, com impacto direto no resultado do 2T20, dado que esta dívida já havia sido inteiramente provisionada.


Combustíveis
Vendas caíram 18,5% em maio

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em maio de 2020 as vendas de derivados combustíveis de petróleo e etanol realizadas pelas distribuidoras no Brasil caíram 18,5%. Porém, comparado a abril, as vendas em maio aumentaram 7,0%.
• No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, as vendas tiveram uma redução de 8,8%;
• Estes números são importantes indicativos para o resultado da Petrobras, BR Distribuidora e da Ipiranga (Ultrapar).


Via Varejo (VVAR3)
Finalizado programa de alongamento das dívidas

A Companhia conclui ontem o processo de alongamento de suas dívidas o que, em complemento à oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias, resulta no reforço e fortalecimento da sua estrutura de capital.

1º) Colocação de 100% e Liquidação da 5ª (quinta) emissão pública de Debêntures e recompra de 99,8% das Notas Promissórias com vencimento original em setembro de 2020.
2º) Alongamento, via instrumento financeiro de dívida, pelo prazo final de dois anos, de operações de Risco Sacado/antecipação de fornecedores com vencimentos originais no 2T20.

Consequentemente, a Companhia alonga a dívida em aproximadamente R$ 2,5 bilhões, com vencimento nesse trimestre, para o prazo médio aproximado de 1,2 ano. O aumento da dívida bancária de R$ 2,5 bilhões corresponde a redução da conta fornecedores no mesmo valor.

3º) Reforço e fortalecimento da estrutura de capital.

Desta forma, a Companhia alonga aproximadamente R$ 4,0 bilhões, com vencimento médio em 60 dias para prazo aproximado de 1,3 ano, o que somado à capitalização da Companhia de aproximadamente R$ 4,4 bilhões, resulta, na somatória entre as medidas de reforço e preservação de caixa, em um total de R$ 8,4 bilhões no período.


Vivara (VIVA3)
Companhia inaugura lojas no mês de junho

A Vivara, maior rede de joalherias do Brasil, comunica o andamento do seu plano de expansão, com as inaugurações do mês de junho:

Além das inaugurações, a Vivara encerrou as atividades de 6 quiosques, sendo que 3 foram convertidos em loja.

Com isso, a Companhia encerra o mês com 259 pontos de vendas em operação, sendo 205 lojas Vivara, 9 lojas Life e 45 quiosques.


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