Ibovespa segue com alta firme de 2,03%

MERCADO


Bolsa
Na reta final de junho a B3 mostrou força com fechamento positivo de 2,03% ontem, recuperando 95.735 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 23,6 bilhões (R$ 20,4 bilhões no à vista). O noticiário segue uma repetição das últimas semanas, com a “vírus” ainda predominando, com o aumento dos casos de contaminações e mortes. Hoje, último dia de junho, temos uma agenda econômica fraca com apenas o índice de inflação (preliminar) de inflação na Europa e no Brasil, o resultado primário e nominal do setor público em maio. A agenda política envolve a fala do presidente Bolsonaro sobre auxilio emergencial e do ministro da economia Paulo Guedes sobre medidas econômicas. Nos EUA, saem alguns indicadores regionais. As bolsas internacionais mostram alta no fechamento da Ásia e pequena oscilação positiva na zona do euro.

Câmbio
A moeda americana encerrou ontem cotada a R$ 5,4048 de R$ 5,4844 na sexta-feira, com queda de 1,45%.

Juros
Os juros começaram a semana seguindo o humor dos mercados internacionais. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/22 encerrou em 2,95%, de 2,972%, no ajuste anterior e para jan/27 encerrou em 6,73%, de 6,813% no ajuste de sexta-feira.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

IRB Brasil RE (IRBR3)
Lucro líquido de R$ 13,9 milhões no 1T20, 92% abaixo do 1T19

Conforme reportado ontem (29/junho) o lucro líquido do IRB somou R$ 13,9 milhões no 1T20, representando queda de 92,2% em relação a igual trimestre do ano passado. Lembrando que os números do 1T19 foram revisados de R$ 350,4 milhões para R$ 177,9 milhões, impactados por Provisões técnicas líquidas de retrocessão no valor de R$ 287,6 milhões e Receita com tributos, IRCS sobre os ajustes de R$ 115,0 milhões. Os balanços de 2018 e 2019 também foram revisados.

A companhia apresenta seus números na teleconferência de resultados hoje onde maiores informações serão fornecidas e onde poderão ser abordados os principais direcionadores para nortear os números daqui para frente, e ajudar na correta precificação das ações da companhia. A empresa reiterou o compromisso de entregar resultados sustentáveis, com foco em indicadores de longo prazo, e comprometidos com a geração de valor.

Destaques financeiros

As receitas das operações (prêmios de seguros ganhos e operações de previdência complementar) somaram R$ 1,81 bilhão, alta de 21% frente ao ano anterior (R$ 1,50 bilhão). A linha de Sinistros e Despesas das Operações cresceu de R$ 1,48 bilhão no 1T19 para R$ 1,73 bilhão. O resultado bruto passou de R$ 19,1 milhões para R$ 78,2 milhões entre os trimestres comparáveis.

As despesas administrativas cresceram de R$ 108,2 milhões no 1T19 para R$ 124,5 milhões no 1T20. Já as outras operacionais somaram R$ 194,0 milhões no 1T20, acima de R$ 33,4 milhões do igual trimestre do ano anterior. O resultado financeiro veio de R$ 190,3 milhões positivos no 1T19 para R$ 104,0 milhões negativos no 1T20 explicado pelo forte incremento das despesas financeiras que compensaram o crescimento das receitas financeiras no período.

Em Reunião Extraordinária do Conselho de Administração realizada em 29 de junho, foi aprovada a contratação de dois bancos de investimento para estruturar um potencial aumento de capital. Esses recursos permitirão o reenquadramento imediato da companhia aos critérios definidos pela Susep, para os fins previstos na Resolução CNSP 321/2015, que dispõe sobre as coberturas das Provisões Técnicas e da Margem Adicional de Liquidez Regulatória. Esta capitalização fortalecerá a estrutura de capital do IRB, bem como melhorará sua posição de caixa, à luz da estratégia financeira da companhia para os próximos anos.


Ecorodovias (ECOR3)
Lucro cresceu 23,0% no 1T20

A empresa divulgou ontem seus resultados do 1T20, que apresentaram crescimento de receita com novas concessões rodoviárias e aumento do lucro, mesmo com uma grande elevação dos custos financeiros.

· A Ecorodovias obteve um lucro líquido ajustado no 1T20 de R$ 103 milhões (R$ 0,18 por ação), valor 13,6% maior que o resultado nas mesmas bases do trimestre anterior e 23,0% acima do1T19;

· O tráfego total durante o 1T20 nas nove concessões rodoviárias administradas pela Ecorodovias cresceu 21,2%, sempre comparando ao mesmo trimestre do ano passado. Este forte aumento ocorreu com a adição de duas novas concessões (Eco135 e Eco050). Desconsiderando as novas concessões, o tráfego total diminuiu 3,8%, já refletindo os primeiros efeitos das restrições de movimentação com a pandemia de Covid-19;

· O custo financeiro líquido no trimestre somou R$ 193 milhões, 47,5% maior que no mesmo trimestre de 2019. Este forte incremento ocorreu pela elevação da dívida total, redução do caixa e maiores variações cambiais.


São Martinho (SMTO3)
Lucro Líquido de R$ 639 milhões na safra 2019/20, com crescimento de 103,5%

A São Martinho registrou um lucro líquido de R$ 142,6 milhões no 4T20 (ano safra 19/20) com crescimento de 66,6% ante o 4T19. Com isso o lucro alcançou R$ 639,0 milhões no 12M20 (+103,5% em doze meses). Nesta base de comparação o Lucro Caixa somou R$ 164,9 milhões no 4T20 (+4,3%) e R$ 713,5 milhões no acumulado da safra 19/20 (+54,7%).

O EBITDA ajustado somou R$ 580 milhões no 4T20 (+13,7% ante o 4T19) e R$ 1.857 milhões no acumulado da safra (+12,9%), com margem EBITDA ajustada de 50,2%. Essa melhora em ambas as bases de comparação pode ser explicada, principalmente, por melhores preços de comercialização de açúcar e etanol e maior volume de vendas de açúcar e energia nos períodos.

Em março/2020, a dívida líquida da companhia era de R$ 2,9 bilhões, aumento de 19,9% em relação a março/2019, refletindo (i) a desvalorização do Real frente ao dólar (uma vez que aproximadamente 40% do endividamento da empresa está exposto a variação cambial); e (ii) a maior necessidade de capital de giro (aprox. R$ 125 milhões), refletindo a decisão de carregamento de produtos, notadamente etanol, que será revertido em caixa ao longo da safra, com preços melhores. A alavancagem elevou-se proporcionalmente, de 1,46x no 4T19 para 1,55x no 4T20, mas num patamar adequado.

Guidance para a safra 2020/21. O volume de moagem de cana-de-açúcar previsto para a safra 20/21 está estimado em aproximadamente 23,2 milhões de toneladas, 2,5% superior em relação à safra anterior, resultado do aumento de produtividade dos canaviais. Quanto ao mix de produção previsto para a safra, considerando o prêmio do preço do açúcar em relação ao etanol, principalmente a partir de março/20, a companhia estima que deverá favorecer a produção do açúcar ao longo da safra 20/21, em detrimento ao etanol, considerando as condições de mercado atuais.


Tupy (TUPY3)
Um grande prejuízo no 1T20

Os resultados da empresa no 1T20, divulgados na noite de ontem, mostraram expressiva redução de vendas e receita, mas ganho de margem operacional. Porém, o forte aumento dos custos financeiros e despesas não recorrentes levaram a uma grande perda no período.

· No 1T20, o prejuízo líquido da Tupy foi de R$ 208 milhões (R$ 1,44 por ação), contra resultados positivos de R$ 73 milhões no trimestre anterior e R$ 80 milhões no 1T20;

· No 1T20 as vendas em toneladas da Tupy, sempre comparando ao mesmo trimestre de 2019, caíram 24,2%, com quedas acentuadas em todas as linhas de produtos e mercados. As razões para esta contração nos volumes do segmento de Transporte, Infraestrutura e Agricultura no mercado interno (-33,4% comparado ao 1T19) e externo (-22,2%) já foram os primeiros efeitos das paradas na produção das montadoras, determinadas pela quarentena;

· O resultado financeiro foi negativo em R$ 218 milhões no 1T20, contra um valor positivo de R$ 13 milhões no 1T19. A grande diferença decorreu, principalmente, das perdas com as variações monetárias (R$ 138 milhões), mas também com o aumento de 267,2% das despesas financeiras.


Centauro (CNTO3)
Lucro líquido de R$ 11,1 milhões no 1T20 (margem de 2,2%)

A receita líquida caiu de R$ 527,2 milhões para R$ 505,6 milhões (-4,1%) e a margem bruta reduziu de 50,1% no 1T19 para 48,7% no 1T20 e o EBITDA reduziu de R$ 47,6 milhões no 1T19 para apenas R$ 7,5 milhões no último trimestre.

A dívida da empresa reduziu de R$ 878,9 milhões em março de 2019 para R$ 279,7 milhões no final do 1T20 (-68,2%). Recentemente a empresa captou R$ 900 milhões num aumento de capital, para reforço de capital de giro e novos investimentos. Ontem a ação encerrou cotada a R$ 33,70 com queda de 4,2% no ano.


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