Realização de lucros derruba Ibovespa em 1,28%

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa abriu a semana com queda de 1,28%, marcando 95.336 pontos, com giro financeiro a R$ 23,2 bilhões (R$ 21,0 bilhões no à vista). Sem notícias e dados importantes, os investidores aproveitaram para uma realização de lucros, com destaque para a pressão sobre Petrobras e bancos. Nos EUA os mercados seguraram a alta. Os fatores que vêm mexendo com o humor dos investidores seguem os mesmos. Ontem a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que todos os países devem reforçar as medidas contra a pandemia de Covid-19 e o Brasil segue como um dos destaques na complicação com o vírus. A terça-feira tem agenda econômica carregada com dados com o PMI (Índice Geral de Compras) preliminar (junho) de manufatura e serviços na zona do euro, acima da expectativa e também nos Estados Unidos ainda nesta manhã. No Brasil temos o IPCS FGV e a ata do Copom. As bolsas mostram alta no fechamento da Ásia e sobem também na zona do euro com dados melhores do desempenho com a retomada das atividades. Os mercados levaram um susto após o conselheiro comercial da Casa Branca Peter Navarro ter dito que o acordo comercial com a China teria acabado, mas o presidente Donald Trump rapidamente contornou a situação, dizendo que o acordo está intacto. As cotações do petróleo, (WTI e Brent) mostram alta nesta manhã.

Câmbio
A moeda americana voltou a ceder mais um pouco, de R$ 5,3119 para R$ 5,2571 (-1,03%).

Juros
Ontem os juros futuros tiveram dia de alta com a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de jan/21 passando de 2,019% na sexta-feira para 2,035%. Para jan/27 a taxa subiu de 6,803% para 6,823%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Shopping Centers
Maiores empresas do setor voltam a restringir operações

O setor de shopping centers foi uns dos segmentos duramente atingidos pela pandemia do Coronavírus, sendo um dos principais termômetros da economia. O Brasil tem hoje 577 shoppings com faturamento de R$ 192,8 bilhões em 2019 e gera mais de 1,1 milhão de empregos.  Com início da flexibilização da economia há poucas semanas, os estabelecimentos começaram a retomar as atividades de maneira cautelosa. Contudo, o risco de um novo surto de contaminação está levando as companhias a reduzir novamente as atividades. Com isso, uma cadeia de outras atividades comerciais volta a ficar prejudicada.As empresas Multiplan, Aliansce Sonae e Iguatemi comunicaram redução de atividades em alguns de seus estabelecimentos, logo após o início da flexibilização.


Setor de Aviação
Segundo a Abear a demanda por voos domésticos caiu 90,97% em maio

Segundo a Associação Brasileiras das Empresas Aéreas – ABEAR, os números do mês passado estão entre os piores registrados desde 2000, só atrás dos dados de abril, no auge da pandemia. Houve queda expressiva nos voos domésticos e no trafego internacional. As empresas listadas na B3, Azul e Gol, tiveram quedas expressivas de 85,9% e 92,7% no transporte de passageiros em maio, respectivamente. A Latam por sua vez, apresentou queda de 93,59% no transporte de passageiros no Brasil.


Petrobras (PETR4)
Produção de petróleo teve queda de 5,4% em maio

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) citados pelo jornal Valor, a produção média de petróleo realizada pela em empresa em maio/2020 foi de 2,045 milhões de barris ao dia, volume 5,4% menor que no mês anterior. A produção total, considerando o volume gás de natural, somou 2,604 milhões de barris/dia com uma redução de 5,9% em relação a abril.
• No acumulado de 2020, a Petrobras produziu uma média 2,17 milhões de barris/dia, 13,3% acimada do mesmo período do ano passado;
• Este número de maio certamente reflete as medidas de redução na produção, que a Petrobras tomou desde o final de março, em função da queda na demanda interna por combustíveis e dos preços internacionais do petróleo.


Randon (RAPT4)
Queda de 29,4% da receita líquida em maio

A empresa informou que sua receita líquida em maio/2020 foi de R$ 317,8 milhões, valor 29,4% menor que no mesmo mês do ano passado. Comparado a abril/20, houve um crescimento de 56,7%.
• Entre janeiro e maio, a receita somou R$ 1,7 bilhão, 16,0% menos que em igual período de 2019;
• Os valores da receita de abril e maio indicam resultados fracos para a empresa no 2T20, coerentes com o momento de crise. Porém, o salto da receita em maio, comparado a abril, indica que em junho a recuperação pode continuar.


Triunfo Participações (TPIS3)
Dados operacionais melhorando

A empresa informou os dados operacionais de suas concessões rodoviárias e do Aeroporto de Viracopos, mostrando as fortes reduções das operações derivadas do combate à pandemia de Covit-19.
• No Aeroporto de Viracopos durante o mês de maio, comparado ao mesmo mês de 2019, o volume de aeronaves que usaram suas instalações caiu 69,2% e o número de passageiros que transitaram naquele terminal diminuiu 74,7%;
• Nas quatro concessões rodoviárias administradas pela Triunfo, na semana compreendida entre os dias 12 e 18/junho, o tráfego total caiu 10,8%, comparado ao período de 13 a 19/março/2020 (antes do início da quarentena). Este número foi puxado pela redução de 73,4% no número de veículos leves trafegando nestas estradas;
• Observando a evolução semanal dos números, fica clara uma melhoria paulatina no tráfego total e dos dois tipos de veículos.


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