Taxa Selic a 2,25% e o Ibovespa em Dólar perto das mínimas, o que fazer?

Nos últimos 20 anos, o Ibovespa teve seu desempenho marcado por momentos de forte expansão e retração, sob a influência de euforia econômica ou das crises externas e de uma economia doméstica pressionada por elevadas taxas de juros e de inflação, além dos problemas recorrentes com casos de corrupção no governo gerando perdas bilionárias para empresas e para a sociedade, proporcionando a desconfiança dos investidores no Brasil. Os anos recentes começaram a mudar as perspectivas em relação ao Brasil com redução drástica nas taxas de juros e queda da inflação, e perspectiva de retomada do crescimento da economia, colocando o Brasil novamente no radar dos investidores, apesar de outros indicadores econômicos ainda não mostrarem força.

O momento atual da Bolsa precificou uma grave crise econômica com a inesperada pandemia que vivemos, porém os mercados reagiram positivamente com a enorme liquidez promovida pelos Bancos Centrais ao redor do mundo, minimizando os efeitos da crise. Com a atual taxa de juros bastante reduzida e a expectativa da retomada econômica, é esperado uma melhora gradual do iBovespa com a entrada mais intensa dos investidores locais. Por outro lado, com a possível melhora da governança do governo brasileiro, poderemos ter também uma nova onda de investimentos estrangeiros no Brasil, provocando uma maior procura por ações de empresas brasileiras “solidas”, e também a valorização do real. Se concretizado esse cenário, o Ibovespa em dólar poderá construir uma trajetória de forte alta, como a ocorrida no período de 2002 a 2008.

Ibovespa em dólar (1996 a 2020)

Como diz a velha máxima da Bolsa “é na crise que se faz bons negócios”, podemos estar vivenciando as condições para tal.

Se as condições para investir em ações no Brasil se mostravam atrativas pela maioria dos agentes financeiros antes da pandemia quando o Ibovespa estava nos 27.000 pontos em dólar, hoje por volta dos 18.000 pontos em dólar pode ser um preço de entrada mais atrativo para quem tem um horizonte de médio e longo prazo para maturação e acredita na “tese de melhora da economia brasileira”. Com a forte desvalorização do Real neste ano e seu reflexo nas cotações das empresas, o Índice Bovespa assim como muitas empresas, se tornaram extremamente baratas. A agilidade da economia internacional em lidar com a pandemia, assim como a situação macro do Brasil, com inflação ancorada, taxa de juros real baixíssima, demanda reprimida, reservas cambiais sólidas e reformas no radar, permitem uma  sobreposição, na visão dos cases de investimento, ao risco político e insegurança jurídica, tornando único o momento da oportunidade.

A despeito de todos os fatores negativos causados pela crise política dominante e os efeitos da pandemia, cujos estragos ainda serão sentidos possivelmente no curto e médio prazo, acreditamos que os vales na curva da bolsa historicamente mostraram que aqueles investidores que souberam escolher bem suas alternativas na renda variável, com paciência para esperar a recuperação do mercado, tiveram sucesso na grande maioria dos casos. Acreditamos que o mesmo irá acontecer no pós-pandemia. Vemos as empresas hoje muito mais bem estruturadas em relação a anos passados, com tecnologia de ponta e prontas para atender um mercado cada vez mais dinâmico e exigente. A retomada da atividade econômica encontrará as empresas mais enxutas e com endividamento mais controlado. As perdas deste ano deverão ser absorvidas à frente, numa condição de normalidade dos mercados. Ou seja, quem escolher bem suas ações hoje poderá colher bons frutos num horizonte de médio e longo prazo.

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