Petrobras Distribuidora – Relatório de Análise

Os impactos da pandemia no semestre 

Os resultados da Petrobras (BR) Distribuidora no 1T20 mostraram quedas nas vendas, receitas e margens, em relação ao mesmo trimestre de 2019. Isso foi consequência das perdas derivadas das medidas que restringiram a circulação de veículos e pessoas para combater à pandemia de Covid-19, que ocorreram a partir da segunda quinzena de março, além da forte redução nos preços dos combustíveis. A queda das margens no 1T20 só não foi maior, devido aos ganhos proporcionados pela expressiva redução de despesas operacionais, já refletindo as medidas tomadas pela empresa neste sentido desde o final de 2019. As contrações na demanda e nos preços ainda vão impactar negativamente os resultados do 2T20. Porém, a empresa informou que em junho as vendas de diesel já estão voltando ao nível pré-crise, o que é uma boa notícia. Com estas expectativas, reduzimos nosso Preço Justo das ações da Petrobras Distribuidora de R$ 36,50 para R$ 31,00, mantendo a recomendação de Compra. Em 2020, BRDT3 caiu 25,4% e o Ibovespa teve uma desvalorização de 19,8%. A cotação de BRDT3 no último pregão (R$ 22,42) estava 28,8% abaixo da máxima alcançada neste ano e 69,7% acima da mínima.

· Próximos resultados: As vendas no 2T20 serão muito fracas, devido aos impactos da restrição da circulação de veículos determinada pelos governos para combater a pandemia. Segundo os dados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), o volume vendido pela BR em abril/20 caiu 20,5% em relação a março. Em maio, a empresa já viu sinais de recuperação, com vendas 10% acima das verificadas em abril. Ainda segundo a BR, agora em junho as vendas de diesel já estão retornando para o nível pré-crise e os combustíveis do ciclo Otto (gasolina, etanol e GNV) estão com queda de 15% em relação ao patamar anterior à crise. Em abril e maio ainda ocorreram quedas nos preços dos combustíveis, levando a perdas de estoques. Em junho os preços voltaram a subir. Assim sendo, vemos os resultados da BR Distribuidora melhorando somente no segundo semestre/2020;

· Reduções de custos: No 1T20, as despesas operacionais caíram 18,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Isso já foi reflexo das várias medidas tomadas pela empresa desde o final do ano passado para reduzir custos e despesas, aproximando sua rentabilidade das outras distribuidoras de combustíveis nacionais;

· Rentabilidade: O EBITDA/m³ ficou em R$ 59,3 no 1T20, valor que segundo a empresa poderia ficar próximo do nível alcançado no 4T19 (R$ 95/m³), se não fossem as perdas de estoques sofridas no trimestre;

· Adiamento do pagamento de proventos: No dia 9/junho, a BR informou que postergou para até 30 de dezembro o pagamento dos proventos que seriam feitos ainda no primeiro semestre deste ano. O valor destes proventos é de R$ 590,2 milhões (R$ 0,51 por ação), equivalentes a 2,3% da cotação atual de BRDT3. Este total é composto de JCP já declarados (R$ 540,3 milhões) e mais R$ 49,8 milhões na forma de dividendos, que seriam propostos à Assembleia de acionistas. Apesar de possuir caixa suficiente, a empresa aguarda uma maior clareza no ambiente econômico para efetuar este pagamento.

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