Ibovespa marca queda de 2,0% na sexta-feira e pode pesar novamente

MERCADO


Bolsa
Após um início de junho com seguidas altas, o Ibovespa teve na segunda semana seu desempenho afetado pela volta das preocupações com o avanço da Covid-19 no Brasil e uma possível segunda onda de contaminação nos EUA. A queda das bolsas internacionais com projeções pessimistas para a economia global e o feriado local na quinta-feira ajudaram para quebrar o ritmo da recuperação da B3. No fechamento da sexta-feira o Ibovespa registrou queda de 2,0% aos 92.795 pontos. O giro financeiro do dia somou R$ 35,7 bilhões (R$ 31,2 bilhões no à vista).  A segunda-feira abre com agenda econômica traz em destaque dados da zona do euro com a balança comercial de abril e do lado doméstico, o Boletim Focus e balança comercial da segunda semana de junho. Nos EUA, nenhum dado importante para hoje. As bolsas europeias operam em queda em meio a uma reabertura gradual das grandes economias e atentas às evidências de aumento de casos de coronavírus nos EUA, após a flexibilização. O mesmo risco assustou as bolsas asiáticas, com queda no fechamento. Aliado à apreensão em relação aos problemas sanitários e de racismo nos EUA, os preços do petróleo voltam a cair nesta segunda-feira. A expectativa é de mais uma semana com predomínio de notícias negativas, lembrando que teremos o vencimento de opções sobre o Ibovespa e ações.

Câmbio
A moeda americana encerrou a sexta-feira cotada a R$ 5,0504 de R$ 4,9730 no dia anterior (+1,56%). As incertezas quanto ao ritmo de recuperação da economia americana, sinalizadas pelo Federal Reserve, puxou o dólar para cima.

Juros
O mercado de juros não sofreu oscilação por conta do ambiente mais nervoso na sexta-feira. A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/22 fechou em 3,07%, de 3,08% no ajuste anterior enquanto para já/27 a taxa permaneceu estável em 6,60%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

BRMalls (BRML3)
Reabertura de mais sete shoppings em SP e RJ

A BRMalls informou na sexta-feira, a retomada das atividades de sete shopping centers sob sua administração, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Com isso, a BRMalls tem agora 20 shoppings reabertos, que representam 65,3% da área bruta locável (ABL) total e 75,3% da ABL própria, além de 72,3% das receitas brutas (NOI) em 2019.

Mesmo com a restrição de horário para funcionamento e público reduzido, a reabertura dos estabelecimentos começa a dar fôlego para o setor, que foi um dos mais afetados imediatamente pela crise da pandemia.

A ação BRML3 encerrou a sexta-feira cotada a R$ 10,79 com queda de 40,3% no ano. A ação está cotada a 82% de seu valor patrimonial.


SulAmérica (SULA11)
Conselho aprova pagamento de JCP de R$ 0,1933 por Unit. Ex-juros em 18/06

O Conselho de Administração da SulAmérica aprovou na sexta-feira, 12 de junho, o pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) no valor bruto de R$ 75,0 milhões, ou R$ 0,1933 por Unit.

O pagamento será feito com base na posição acionária do dia 17 de junho, e a partir do dia 18, os papéis passam a ser negociados ex-juros.

O crédito aos acionistas será realizado a partir de 16 de abril de 2021.

O retorno líquido estimado é de 0,4%.


JBS (JBSS3)
Investimento de R$ 100 milhões em unidade da empresa em Presidente Epitácio (SP)

A JBS investirá R$ 100 milhões em uma unidade em Presidente Epitácio (SP) na produção de insumos para a indústria farmacêutica, através da construção, num frigorífico desativado em 2016, uma unidade da Orygina, braço da empresa que desenvolve matéria-prima para centros de pesquisas, desenvolvimento molecular, terapias genéticas e vacinas a partir de subprodutos da cadeia de proteína animal, e que deve ser inaugurada no primeiro trimestre de 2023.

Além disso, a JBS investirá, no mesmo município, na instalação da JBS Transportadora, que deve iniciar operações em 30 dias. A cidade de Presidente Epitácio será um ponto estratégico para a unidade de negócios de logística da JBS, centralizando as rotas que vão conectar Mato Grosso do Sul ao Paraná.

Tanto a Orygina quanto a JBS Transportadora fazem parte da JBS Novos Negócios.


Eletrobras (ELET3, ELET6)
 Algumas notícias

Usina Termonuclear de Angra 3. A companhia recebeu o Ofício nº 208/2020/SE-MME informando que o Conselho do Programa de Parceria de Investimentos (“CPPI”) aprovou o relatório do Comitê Interministerial contendo o modelo jurídico e operacional para viabilização da Usina Termonuclear de Angra 3.

Rating da Fitch. A agência de classificação de risco Fitch Ratings (“Fitch”) reafirmou a nota de crédito dos IDRs – Issuer Default Ratings (Ratings de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) da companhia, de longo prazo, em moeda local e estrangeira em “BB-”, mantendo a perspectiva negativa, em função da perspectiva do Rating Soberano.

A Fitch também alterou o Índice de Relevância ESG – Environmental, Social and Governance da Eletrobras para o fator de Transparência Financeira, com upgrade de 1 ponto, entendendo que a empresa melhorou a divulgação de seus relatórios financeiros aos investidores e cumpriu prazos obrigatórios nos últimos cinco anos, que subsidiaram a revisão da pontuação nesse fator.

Declarações do presidente da companhia. De acordo com a avaliação do presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior. em 10 anos, o mercado livre de energia deve responder por mais da metade do consumo brasileiro, concentrando todo o consumo industrial e comercial de grande porte, e possivelmente também o segmento residencial de maior consumo.

Wilson Ferreira destacou “o movimento de segmentação que vem sendo observado pelos agentes de comercialização e customização dos contratos e serviços no mercado livre, para melhor atendimento do consumidor; e o crescente interesse por energia certificada, proveniente de fonte renováveis”.

A Elerobras possui atualmente em sua matriz energética, 96% de fontes renováveis, enquanto no Brasil esse índice é de cerca de 80%.

Os preços já mostram recuperação refletindo o otimismo dos mercados com a retomada econômica.


CCR (CCRO3)
Números piores que no último período

A empresa divulgou seus dados operacionais dos sete dias encerrados em 11 de junho (última quinta-feira), que mostraram piora no tráfego das concessões rodoviárias e pequena melhoria nos segmentos de mobilidade e aeroportos, em relação ao período anterior.
• Os dados de tráfego consolidados da CCR (sem a ViaSul) entre os dias 5 e 11 de junho, comparados ao mesmo período de 2019, tiveram uma redução de 16,9%, com reduções de 35,0% na movimentação de veículos de passeio e aumento de 8,6% nos comerciais. Este número foi pior que na semana anterior, quando houve uma queda de 9,5%.
• Sempre destacamos como positiva a iniciativa da CCR em divulgar seus dados operacionais atualizados.


Petrobras (PETR4)
Avanço no desinvestimento de dois ativos

A empresa informou, após o pregão da última sexta-feira, acerca do avanço para fase vinculante da venda de um conjunto de usinas eólicas e de ativos na Colômbia. Nesta fase, os potenciais compradores receberão instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para o due diligence e o envio das propostas vinculantes.
• No primeiro comunicado, a Petrobras informou a passagem para a fase vinculante do processo de venda da sua participação (49%) e da Wobben Windpower Indústria e Comércio Ltda (51%) nas empresas: Eólica Mangue Seco 3 – Geradora e Comercializadora de Energia Elétrica S/A e Eólica Mangue Seco 4 – Geradora e Comercializadora de Energia Elétrica S/A;
• A Petrobras informou também o início da fase vinculante para a venda de 100% das ações da Petrobras Colombia Combustibles (PECOCO). Esta empresa atua no mercado colombiano de distribuição de combustíveis e lubrificantes, contando com uma rede de 124 estações de serviços e 7 unidades de armazenamento;
• O avanço dos processos de desinvestimento da Petrobras é sempre uma boa notícia. Neste momento de crise mundial, as vendas de ativos devem ser mais lentas e podem ter seus preços comprometidos.


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