Ibovespa marca alta de 2,90% com expectativa de reabertura gradual da economia

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa retomou o caminho de alta acompanhando as bolsas internacionais, com destaque para o mercado de NY, desta vez motivado pela reabertura da economia, mesmo caminho seguido pelos europeus. No Brasil, ainda que de maneira gradual, o caminho deverá ser o mesmo. No fechamento a bolsa marcou alta de 2.90% aos 87.946 pontos, com giro financeiro de R$ 26,2 bilhões, (R$ 24,2 bilhões no à vista). Nesta quinta-feira, a agenda econômica vem carregada hoje com indicadores da economia na zona do euro (confiança, indústria, serviços e a confiança do consumidor). No Brasil, a inflação medida pelo IGP-M em maio mostrou alta de 0,28% (acima da expectativa de 0,14%) no M/M e de 6,51% no A/A. Temos ainda a taxa de desemprego nacional em abril e uma série de indicadores nos Estados Unidos no setor de consumo e emprego. Este indicadores podem ter algum peso no mercado, mas as bolsas seguem firmes no exterior, com alta nos principais mercados nesta manhã. A China aprovou a lei de segurança contra Hong Kong, desafiando o governo americano, resta acompanhar o posicionamento dos EUA a respeito da ameaça de sanções à China. No Brasil seguimos com a safra de resultados corporativos e o início da flexibilização da economia.

Câmbio
A moeda americana encerrou a quarta-feira com queda de 1,38% passando de R$ 5,3477 para R$ 5,2739.

Juros
Ontem os juros futuros de longo prazo (jan/2&) voltaram a ceder mais um pouco passando de 6,983% para 6,93% e para jan/22 a taxa marcou 3,22% contra 3,23% no ajuste anterior. O dia teve liquidez reduzida neste
mercado.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Arezzo (ARZZ3)
Lucro líquido do 1T20 soma R$ 25,9 milhões, crescimento de 11,9% sobre o 1T19

A Arezzo é líder de mercado nas categorias de calçados e bolsas para as classes A e B através das marcas Arezzo, Schutz, Alexandre Birman, Anacapri, Fiever e Alme. Em 2019 fez uma parceria com a Vans para a venda de seus produtos no Brasil.

A companhia registrou um bom resultado no 1T20, a despeito de todos os problemas causados pela pandemia da Covid-19, com fechamento de lojas e restrições às atividades industriais e comerciais. Segundo a Arezzo, até o início da segunda quinzena de março, quando a pandemia de COVID-19 começou a evoluir no Brasil, as vendas nas lojas físicas apresentavam crescimento expressivo.

Destaques Financeiros:

• A Receita Líquida do 1T20 alcançou R$ 375,5 milhões, retração de 0,4% sobre o 1T19;

• Crescimento recorde do web commerce de 53,9%, passando a representar 15,9% do faturamento da companhia no mercado interno;

• No 1T20, o Lucro Bruto somou R$ 172,4 milhões com margem bruta de 45,9% e expansão de 20bps;

• O EBITDA do 1T20 totalizou R$ 64,3 milhões (margem EBITDA de 17,1%) com crescimento de 17,8% ante o 1T19;

• Retração de SSS sell-out (Same-Store-Sales) de 10,6% no trimestre, em razão do fechamento temporário das lojas provocado pelo COVID-19 em março;

O retorno sobre o capital investido (ROIC) atingiu o patamar de 20,9% frente a 25,9% no 1T19,

No 1T20, a Arezzo&Co investiu R$ 14,1 milhões em CAPEX

Ontem a ação ARZZ3 encerrou cotada a R$ 43,90 com queda de 31,4% no ano.  Temos recomendação de COMPRA para a ação com preço justo de R$ 54,50, com valorização potencial de 24%.


C&A Modas (CEAB3)
Prejuízo líquido de R$ 45,9 milhões no 1T20 contra uma perda de R$ 28,9 milhões no 1T19

A C&A estreou na B3 dia 28 de outubro de 2019 como empresa do Novo Mercado e o preço da oferta inicial das ações foi de R$ 16,50 ontem a ação encerrou cotada a R$ 8,90 com queda de 49,7% neste ano.

Destaques do 1T20:

  • Receita líquida: atingiu no 1T20 o montante de R$ 976,9 milhões, 6,1% inferior ao do 1T19.
  • EBITDA ajustado pro forma: atingiu no 1T20 o montante de R$ 4,8 milhões, 86,8% inferior ao do 1T19.  A margem EBITDA ajustada pro forma foi 0,5%, redução de 3,0 pp.
  • A C&A consumiu um caixa livre de 167,1 milhões de reais no 1T20, um aumento em relação ao 1T19 de R$ 119,5 milhões. O principal impacto foi um maior consumo de caixa em estoques, alinhado à nossa estratégia de aumento de sortimento em nossas lojas e operação de eCommerce e o impacto da pandemia covid-19 em nossas vendas no trimestre.
  • A C&A encerrou o primeiro trimestre sem dívidas de curto e longo prazos e com caixa líquido de R$ 280,0 milhões.
  • Investimentos: totalizaram R$ 33,5 milhões no 1T20, uma redução de 60,0%.

Setor Elétrico
Conta-covid entra em consulta para injetar liquidez no setor e amortecer aumento nas tarifas

A Aneel apresentou na terça-feira (26/5) a proposta de regulamentação  da Conta-covid, operação que vai reduzir o impacto nas contas de luz dos efeitos financeiros que a pandemia  trouxe para as empresas do setor elétrico.

A proposta da Aneel ficará sob Consulta Pública entre os dias 27/05/2020 e 1/6/2020 para ser implementada nas próximas semanas. Através de empréstimo de vários bancos, coordenado pelo BNDES, os aumentos nas tarifas de energia serão diluídos ao longo de cinco anos, de modo a preservar a saúde financeira das empresas do setor .

Ontem (27/5) a Aneel sinalizou que cálculos do governo apontam que esse empréstimo pode chegar a R$ 18,0 bilhões. Notícias dão conta também que os presidentes da Cemig (CMIG4) e da Copel (CPLE6) sinalizaram a adesão aos termos do decreto para recebimento da Conta-Covid.


Petrobras (PETR4)
Revisão

Na noite de ontem, a empresa informou que por meio de sua controlada Petrobras Global Finance B.V (PGF), precificou uma emissão no valor total de US$ 3,25 bilhões de Global Notes em duas partes.
• A primeira parte da emissão será de US$ 1,5 bilhão, juros de 5,6% ao ano, vencimento em 2031 e com pagamento de rendimentos semestrais nos dias 3 de janeiro e 3 de julho. A segunda parte será de IS$ 1,75 bilhão em títulos com juros de 6,75% ao ano, vencimento em 2050 e pagamento de rendimentos semestrais nos dias 3 de junho e 3 de dezembro;
• A Petrobras vinha numa trajetória de redução da dívida, interrompida pela crise derivada da pandemia da Covid-19.


Ferbasa (FESA4)
Postergação do pagamento de JCP

Após o pregão de ontem, a empresa informou que seu Conselho de Administração postergou para agosto/2020 a apreciação do pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP).
• Nos últimos anos, a Ferbasa tem pago proventos aos seus acionistas após a divulgação dos resultados trimestrais. No caso do 1T20, a empresa postergou a decisão de pagamento, devido às incertezas trazidas pela pandemia da Covid-19;
• Esta é uma atitude conservadora, dado que a empresa ao final do 1T20 tinha uma boa situação financeira.


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