Ibovespa recua 1,03% na sexta-feira em semana positiva +5,95%

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa encerrou a sexta-feira com queda de 1,03%, aos 82.173 pontos e com giro financeiro de R$ 21,3 bilhões (R$ 19,8 bilhões no à vista). A semana foi bastante positiva para o Ibovespa com alta de 5,95% após duas semanas de baixa. O mercado passou o dia na expectativa da divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22/04, o que aconteceu às 17 horas, perto do fechamento da bolsa e com outros mercados já encerrados. A reação no Ibovespa futuro foi imediata e positiva, com a percepção de que o material não é tão comprometedor quanto se especulava na mídia. Contudo, o conteúdo do vídeo ainda vai render muitas avaliações técnicas e políticas nos próximos dias, se esquecermos da pandemia. A agenda econômica desta segunda-feira vem mais fraca e traz, no Brasil o IPC-S com queda de 0,57% e o Índice de Confiança do Consumidor em maio em 62,1, além do Boletim Focus, lembrando que hoje é feriado “Memorial Day” nos Estados Unidos e a liquidez da bolsa deverá ser reduzida. As bolsas internacionais mostram alta nesta manhã. Destaque negativo para os desdobramentos da crise política entre EUA e China, tendo ao centro o episódio em Hong Kong.

Câmbio
O dólar recuou de R$ 5,5521 para R$ 5,5334 (-0,33%). Na semana a queda foi de 5,5% com a moeda americana cotada a R$ 5,8552 na sexta-feira anterior (15/05).

Juros
O mercado de juros futuros também refletiu a expectativa pela divulgação do vídeo, com volatilidade ao longo do dia. No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para jan/21 fechou em 2,495%, de 2,482% na quinta-feira e para jan/27 a taxa fechou em 7,43%


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Equatorial Energia (EQTL3)
Lucro líquido ajustado de R$ 715 milhões no 4T19 e de R$ 1,5 bilhão em 2019

A companhia registrou no 4T19 um lucro líquido ajustado de R$ 715 milhões, com crescimento de 147% em relação ao lucro líquido ajustado de R$ 390 milhões do 4T19, refletindo o incremento de 62% na Receita Líquida para R$ 6,2 bilhões e melhora operacional com o EBITDA ajustado de R$ 1,2 bilhão (+90%), fortemente impactado pela aplicação do IFRS sobre os ativos de transmissão.

Desta maneira, no acumulado de 2019 o lucro líquido ajustado alcançou R$ 1,5 bilhão, 81% acima de R$ 822 milhões em 2018.

Em 31 de dezembro de 2019, a dívida bruta consolidada, considerando encargos, credores financeiros da recuperação judicial (líquido de ajuste a valor presente) e debêntures, atingiu R$ 17,6 bilhões, aumento de 1,3% em relação ao trimestre anterior. Já a dívida líquida consolidada no 4T19 totalizava R$ 10,6 bilhões, implicando numa relação dívida líquida/EBITDA de 2,6x. Esse cálculo é pró-forma e difere daquele feito para apuração dos covenants do grupo, que por sua vez, considera o resultado dos últimos 12 meses das empresas recém-adquiridas.


Ferbasa (FESA4)
Uma pequena redução no lucro do 1T20

Os resultados da empresa no 1T20, divulgados após o último pregão, apresentaram quedas nas vendas no mercado interno, mais que compensadas pelo aumento das exportações e a desvalorização do real. Porém, as menores margens operacionais e as perdas com hedge cambial, levaram ao pequeno prejuízo no trimestre.

· A Ferbasa sofreu um prejuízo de R$ 0,6 milhão (R$ 0,01 por ação) no 1T20, contra um lucro de R$ 46,1 milhões no 1T19;

· No 1T20, as vendas totais em toneladas aumentaram 9,9%, comparadas ao 1T19. Este ganho foi conseguido pelo forte crescimento das exportações (67,9%), mais que compensando a queda de 17,9% das vendas no mercado interno. O destaque nas exportações ficou com as ligas de cromo, cujo volume vendido aumentou 144,7%;

· O resultado financeiro no 1T20, negativo em R$ 23,2 milhões, levou ao prejuízo no trimestre. Este resultado ocorreu pelas grandes perdas com operações liquidadas de hedge cambial, que somou R$ 22,7 milhões, contra um número positivo de R$ 7,6 milhões no 1T19.


CSN (CSNA3)
Renegociação de R$ 1,4 bilhão da dívida

A empresa anunciou após o último pregão, que concluiu a renegociação de dívidas no valor de R$ 1,4 bilhão com o Banco do Brasil.

· Com a negociação, foram transferidos para 2022 vencimentos que ocorreriam neste mês e em março de 2021, além disso, este prazo poderá ser estendido com a utilização de operações no mercado de capitais;

· A CSN tem um endividamento muito elevado. A dívida líquida ao final do 1T20 era de R$ 32,8 bilhões, 19,7% maior que no trimestre anterior e 27,1% acima da verificada em março/19. A relação dívida líquida/EBITDA no 1T20 ficou em 4,8x, vindo de 3,7x no trimestre anterior e 4,1x no 1T19.


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