Bolsa sobe 4,69% com testes positivos de vacina nos EUA

MERCADO


Bolsa
O Ibovespa sofreu uma puxada forte ontem de 4,69% atingindo 81.194 pontos, com giro financeiro de R$ 34,4 bilhões (R$ 24,6 bilhões no à vista). O ânimo do mercado veio da notícia de experiência positiva em testes contra o coronavírus com uma vacina produzida nos EUA, além das pesquisas avançadas em outros países. Ajudou também a o início da reabertura gradual da economia de países da Europa. As bolsas internacionais subiram embaladas também pela mesma notícia e pela puxada nos preços do petróleo. A agenda econômica de hoje mostra o IPC-Fipe semanal com deflação de 0,47% e na zona do euro os dados da construção em março mostram queda de 14,1% no M/M e 15,4% no A/A. Nos EUA, saem dados do setor de construção civil. A terça-feira mostra alta no fechamento da Ásia e queda nas bolsas da Europa. A B3 poderá acompanhar os mercados internacionais, considerando o noticiário mais fraco para hoje e a acomodação nos preços do petróleo. A B3 segue negociando para o não fechamento do mercado após a decisão pelos feriados em São Paulo para amanhã e quinta-feira e facultativo para sexta-feira, podendo ainda se estender até a segunda-feira.

Câmbio
 A motivação nas bolsas colocou pressão sobre o dólar que encerrou o dia com recuo de 2,38% de R$ 5,8552 para R$ 5,7157. O Banco Central segue atuando no mercado, prometendo mais um leilão expressivo para hoje.

Juros
No mercado de juros futuros não foi diferente. As taxas do contrato do Depósito Interfinanceiro (DI) de jan/21 mostrava taxa de 2,535%, ante 2,558% no ajuste de sexta-feira. Para jan/27, a taxa caiu de 7,823% para 7,670%.


ANÁLISE DE SETORES E EMPRESAS

Marfrig (MRFG3)
Lucro líquido ajustado de R$ 32 milhões no 1T20

A Marfrig Global Foods registrou no 1T20 um prejuízo líquido de R$ 137 milhões que se compara ao lucro de R$ 4 milhões do 1T19. Em base ajustada, reportou um lucro líquido de  R$ 32 milhões. O resultado ajustado leva em conta operações continuadas e desconsidera despesas financeiras não recorrentes de R$ 169 milhões – referentes ao reconhecimento contábil dos custos com a emissão dos notes sênior 2023, que foram liquidados em janeiro deste ano.

Em adição, se desconsiderado o efeito da variação cambial de R$ 632 milhões no trimestre, o resultado ajustado seria um lucro líquido de R$ 664 milhões, explicado pela melhora do resultado operacional que compensou a piora do resultado financeiro.

Em base consolidada a Receita Líquida cresceu 26,6% para R$ 13,5 bilhões pelo incremento de 46,5% nas receitas de exportações, via operação na América do Sul (Brasil, Argentina, Uruguai e Chile) e o excelente resultado da operação na América do Norte (National Beef). O EBITDA ajustado cresceu 109% para R$ 1,2 bilhão e a margem EBITDA ajustada aumentou de 5,5% no 1T19 para 9,1% no 1T20.

Ao final de março de 2020 a dívida líquida da companhia era de US$ 3,729 milhões (2,84x o EBITDA) e se compara a US$ 2.487 milhões no 1T19 (2,71x o EBITDA). Destaque para a queda do custo médio de 6,94% no 1T19 para 5,81% no 1T20. O prazo médio da dívida elevou-se de 3,65 anos para 4,04 anos, entre os trimestres comparáveis.


BRF S.A. (BRFS3)
Captações para reforço de liquidez

A companhia concluiu em 15 de maio de 2020, captações de linhas de financiamento adicionais junto a instituições financeiras que, juntamente com o montante divulgado em 31 de março de 2020 (de R$ 1,4 bilhão), totalizam o montante agregado de, aproximadamente, R$ 2,4 bilhões e prazo médio de 1,5 anos.

A companhia reforça o seu nível de liquidez ao mesmo tempo em que reitera que, mantém à sua disposição uma linha de crédito rotativo (revolving credit facility) junto ao Banco do Brasil, no montante de até R$ 1,5 bilhão, pelo prazo de até 3 anos.


Minerva (BEEF3)
Conselho aprova emissão de debêntures no valor de R$ 600 milhões

O conselho de administração da Minerva aprovou nesta segunda-feira (18/maio) a 8ª emissão de debêntures da companhia, em duas séries, no valor total de R$ 600 milhões. A primeira série, de R$ 400 milhões, terá vencimento de cinco anos, e a segunda, de R$ 200 milhões, de seis anos.

A remuneração oferecida aos investidores na primeira série será composta pela variação dos títulos públicos atrelados ao IPCA, mais juros de até 2,75% ao ano. Na segunda série, a remuneração será composta pela Taxa DI mais 5,40% ao ano.

Uma operação no curso normal do negócio e contribui para o reforço de caixa e aumento da liquidez.


Copel Energia (CPLE6)
Copel adota CVU e geração de energia para recuperar custos da Termelétrica Araucária

A Aneel autorizou a utilização pela companhia, dos valores de Custo Variável Unitário (CVU) e do montante de geração necessário à recuperação dos custos fixos da Usina Termelétrica – UTE Araucária da tabela a seguir pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O CVU tem valor de R$ 273,18/MWh e a parcela de custo fixo é de R$ 198,77/MWh. A CVU com inclusão dos custos fixos é de R$ 471,95/MWh. O montante de geração necessária à recuperação dos custos fixos, apurado desse a data de publicação do despacho alcança R$ 640.872/MWh. As medidas valem até 7 de outubro deste ano.


Weg (WEGE3)
Redução da jornada de trabalho e dos salários

Durante o pregão de ontem, a empresa informou que entre junho e agosto, reduzirá em 25% a jornada de trabalho e o mesmo percentual nos salários dos empregados em suas maiores fábricas no Brasil (Unidade Motores de Jaraguá do Sul e Itajaí). A mesma medida será tomada com os empregados das áreas corporativas na sede em Jaraguá do Sul-SC.

· Estas medidas foram tomadas pelas reduções nos negócios da empresa, em função da pandemia de Covid-19 enfrentada pelo mundo. Segundo a empresa, estes efeitos já podem ser notados em seus produtos de ciclo curto de produção;

· Esta é uma notícia negativa, mas absolutamente coerente com o momento vivido na economia.


CCR (CCRO3)
Tráfego de veículos comerciais continua crescendo

Os últimos dados operacionais da empresa, até do dia 14 (última quinta-feira), mostraram a piora nos números do tráfego de veículos de passeio, mas aumento na circulação dos comerciais.

· O tráfego consolidado da CCR (sem a ViaSul) entre os dias 8 e 14 de maio, comparado ao mesmo período de 2019, teve uma redução de 23,1%. Este número foi puxado pela queda de 46,4% na movimentação de veículos de passeio, sendo que os comerciais tiveram uma queda de apenas 2,1%. Comparado ao período anterior, houve uma pequena piora na movimentação de veículos de passeio e melhora nos comerciais;

· Os maiores impactos negativos da quarentena continuam nos segmentos de Mobilidade Urbana e Aeroportos. Na CCR Mobilidade, o número de passageiros transportados no acumulado do ano (até 14/maio) caiu 28,7%, um número pior que na semana anterior. Na CCR Aeroportos, a queda no ano foi de 36,7%, número também pior que na semana passada.


Vale (VALE3)
Retomada das operações do terminal na Malásia

Na manhã de ontem, a empresa comunicou que o terminal de carregamento do seu centro de distribuição na Malásia, denominado Terminal Marítimo Teluk Rubiah (TRMT), retomou suas operações no último sábado, que haviam sido suspensas no dia 24 de março.

· Segundo a Vale, a parada do terminal não comprometeu a meta de produção de minério de ferro da Vale de 310 a 330 milhões de toneladas em 2020. Porém, sua retomada sem dúvida agiliza o atendimento aos clientes na China;

· A Vale inaugurou este centro de distribuição na Malásia em novembro/2014, com investimentos de US$ 1,4 bilhão e capacidade de receber e exportar 30 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Em 2019, o TRMT embarcou 23,7 milhões de t. de minério de ferro.


Lojas Renner (LREN3)
Êxíto em ação judicial gera compensação tributária de R$ 1, 36 bilhão

A Lojas Renner comunicou ontem em Fato Relevante que obteve êxito em ação judicial (MS Nº 5080029-13.2018.4.04.7100), que tramitou perante a Justiça Federal, referente à exclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da base de cálculo do PIS e da COFINS.

No dia No dia 15 de maio a Lojas Renner divulgou os números de lojas já em operação, somando 101 lojas de um total de 597 (16,9%). Maiores detalhes deverão ser passados na teleconferência de resultados marcada para a sexta-feira. A companhia divulgará seus resultados do 1T20 no dia 21 próximo (quinta-feira).


Cemig (CMIG4)
Teleconferência de resultado do 1T20

A Cemig realizou a teleconferência de resultado do 1T20. Os números já haviam sido publicados, um prejuízo líquido de R$ 57 milhões que se compara ao lucro líquido de R$ 797 milhões no 1T19, explicado pela remensuração do investimento na Light e o efeito do câmbio na dívida financeira.

Dentre os pontos comentados, a saída do diretor presidente, Raul Lycurgo Leite, e do diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Marcus Pereira Aucélio, anunciadas na semana passada, menos de 15 dias após a saída do diretor José Aloise Ragone Filho, no fim de abril. A Cemig reiterou que a mudança não envolve alteração não na estratégia da Taesa.

Quanto ao pedido de reequilíbrio econômico financeiro das concessões de distribuição em decorrência da crise provocada pela pandemia da covid-19 deve ocorrer em um “segundo momento”, quanto os efeitos da pandemia forem mais claramente conhecidos, em termos de extensão e prazo do impacto. O governo está atento, tomando medidas efetivas para garantir a liquidez de curto prazo das distribuidoras, através de empréstimo bilionário ao setor.


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